Historia de Dublin
Catedral St Patricks em estilo neo gótico - Foto: Thorsten Pohl Thpohl (Licença-Dominio publico)
Catedral St Patricks em estilo neo gótico - Foto: Thorsten Pohl Thpohl (Licença-Dominio publico)

As primeiras escritas sobre Dublin foram feitas no ano de 140 d.C pelo astrônomo grego Ptolomeu, que a chamou de Eblana Civitas. Isso garante que Dublin é uma cidade com ao menos dois milênios de tradição, mas provavelmente ela exista há mais tempo que isso. No início do século X, duas colônias coexistiam na cidade. Onde moravam víquingues nórdicos, era chamada Dubh Linnia (ou Dyflin), e ficava em uma área que hoje se chama Wood Quay; e tinha Áth Cliath, a região céltica da cidade, mais distante do rio. Dublin tornou-se sede do poder inglês no século XII, após da parte sul do país pelo povo do norte britânico. Porém os estrangeiros absorveram os costumes locais, gerando uma fantástica mistura de culturas, o que minou o poder inglês de certa forma.

Em 1171, após a tomada de Dublin pelos ingleses, muitos dos descendentes dos vikings noruegueses deixaram a parte mais antiga da cidade e foram viver ao sul do rio Liffey. A região que construíram lá é conhecida como Osmatown, ou 'Oxmatown'. A Irlanda ganhou um lorde, e Dublin era a capital do 'English Lordship of Ireland' (Sub-Reinado Inglês da Irlanda). A população da cidade era maioritariamente composta por colonos ingleses e do País de Gales. A representação oficial da Inglaterra era centrada em um sumptuoso castelo, e a cidade também era sede do parlamento Irlandês. Importantes prédios que remetem à época são: St Auden's Church, St Patrick's Cathedral e Cristchurch Cathedral, que são igrejas. O resto das muralhas locais vai de St. Auden´s até Cook Street (Rua Cook).

Os habitantes da área mais afastada e rural da cidade, conhecida como Pale, desenvolveram uma identidade cultural parecida com a das outras colónias que cercavam a capital, e a região de Dublin se via um pedaço de civilização cercado de bárbaros por todos os lados. Anualmente os habitantes de Dublin faziam uma peregrinação até o campo de Cullen em Ranelagh. Até que 500 habitantes da região de Bristol foram massacrados pelo clã O'Toole. Revoltados, os cidadãos de Dublin marcharam até o local do ocorrido e hastearam uma bandeira preta com um emblema em forma de corvo em direção às montanhas do massacre, para desafiar os Irlandeses locais para uma batalha, em gesto de desafio público. O ato de sair da cidade era tão perigoso até o século XVII, que os participantes tiveram que ser escoltados pela milícia da cidade que fizeram uma espécie de cerca para protegê-los dos 'inimigos das montanhas'. Uma grande evidencia da coragem do povo dessa cidade.

Dublin e seus habitantes sofreram profundas transformações provocadas pelas revoltas irlandesas dos sécs. XVI e XVII. Eles viram a finalização da primeira conquista inglesa sob a Dinastia Tudor. As antigas comunidades inglesas de Dublin e Pale, embora estivessem felizes com a conquista e desarmamento dos nativos irlandeses, ficaram perturbados pela reforma protestante em curso na Inglaterra e que atingia a quase todos os Católicos Apostólicos Romanos do país. Ademais, eles estavam muito insatisfeitos com a obrigação do pagamento de taxa oficial para as forças militares inglesas do país, taxa essa alcunhada de 'cess'. Muitos cidadãos de Dublin foram executados por tomarem parte nas rebeliões de Desmond na década de 1580. Conseqüentemente, autoridades inglesas passaram a ver os dublinenses como não confiáveis começaram a incentivar o estabelecimento de colônias protestantes saídas da Inglaterra não apenas ali, mas em toda a região da Irlanda. Essa 'Nova Inglaterra' se tornou a base da administração  inglesa no Irlanda até o século XIX.

Na década de 1960, Dublin passou por um gigantesco processo de restauração. Hoje ela é uma cidade de tanto glamour quanto as maiores capitais européias. Como capital da Irlanda, representa um pais que emergiu muito nos últimos 30 anos. A Irlanda já é uma das 20 maiores economias do mundo e sua renda per capita é maior do que a de países como Espanha e Portugal. Os bairros decadentes se tornaram prósperas e belas vizinhanças. Dublin é uma cidade que respeita o patrimônio histórico, mas, ao mesmo tempo, permanece ligada às tendências da modernidade. Tudo isso mantendo um padrão sócio econômico de país desenvolvido. De cidade que exportou muitas das mãos que construíram a América do Norte, Dublin converteu-se em cidade que recebe imigrantes de outros países, retribuindo ao mundo a oportunidade que seus imigrantes tiveram em outros países, dando a outras pessoas a chance de recomeçar.

Fonte: Wikipédia

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