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História de São Miguel do Oeste
Visão parcial da Igreja matriz de São Miguel - Foto: Eduardo Salles (Licença-cc-by-sa-4.0)
Visão parcial da Igreja matriz de São Miguel - Foto: Eduardo Salles (Licença-cc-by-sa-4.0)

Parte da área territorial do grande município de Chapecó, que se transformaria na região Extremo Oeste de Santa Catarina, teve a colonização iniciada no princípio dos anos 1920, quando os atuais municípios de Itapiranga e Mondaí, localizados na divisa com o Rio Grande do Sul, receberam os primeiros habitantes. Em diversas regiões do estado do Rio Grande do Sul se propagavam informações sobre a diversidade e quantidade de madeira e as potencialidades da faixa territorial localizada entre o rio Uruguai e o estado do Paraná, o que logo despertou o interesse comercial de colonizadores gaúchos.

Nesse período da história, ocorreram as primeiras expedições após o evento das disputas territoriais entre Argentina, Paraná e Santa Catarina. Distante cerca de 70 quilômetros da divisa com o Rio Grande do Sul, Vila Oeste viria a ser colonizada a partir do início dos anos 1940, quando chegaram ao local as primeiras famílias trazidas pela colonizadora Barth, Benetti & Cia Ltda. Surpresos com a riqueza da região, mas apreensivos com as dificuldades que enfrentariam pela total falta de estrutura, os primeiros moradores iniciaram os trabalhos de exploração da madeiras, instalaram serrarias e construíram as primeiras casas.

A partir de 1943 os moradores passaram a ter ajuda da colonizadora, através do seu gerente, Olímpio Dal Magro, comerciante no Rio Grande do Sul, que foi convidado pela empresa para administrar a colonização da região Extremo Oeste catarinense. A companhia tinha um projeto inicial conhecido como 'plano piloto', feito pelo Engenheiro Simão Ruas. Esse projeto foi abandonado, pois foi considerado pequeno demais para a cidade que estaria saindo do papel. Naquela ocasião, Ricardo Brüggemann, ficou a cargo da execução de um novo projeto, com a previsão de ruas que medissem 20 metros cortadas por avenidas de 25 metros de largura.

Pronto o projeto, ao construir a Avenida Getúlio Vargas, criou-se um impasse quando a diretoria da empresa não concordou com o que chamou de 'desperdício de terras'. Olímpio Dal Magro impôs, como condição de sua permanência na administração da colonizadora, respeito ao traçado por ele proposto. Assim, os titulares da empresa tiveram que concordar com o plano de Olímpio Dal Magro, relativo a largura das ruas que permaneceram de 20 metros, bem como, respeitando a Avenida Getúlio Vargas que já estava feita. Somente as demais avenidas foram eliminadas do projeto por não verem necessidade uma vez que as ruas tinham largura necessária.

Hoje, as ruas Sete de Setembro, Almirante Tamandaré, e Almirante Barroso seriam avenidas como a atual Getúlio Vargas. É de autoridade de Olímpio Dal Magro, a contratação, em 1947, do primeiro médico que atendeu a população da região, bem como a construção do primeiro hospital de São Miguel do Oeste e a construção da estrada que liga São Miguel do Oeste a Dionísio Cerqueira, chamada de Estrada do Colono, sem nenhum recurso público.

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