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O que fazer em Valença
Valença - Foto: Manu Dias - Agecom-Ba (Licença: cc-by-sa-3.0)
Valença - Foto: Manu Dias - Agecom-Ba (Licença: cc-by-sa-3.0)

Vila Velha de Jiquiriçá
O nome vem do tupi -yuquiriçá-, e significa -o lugar do sal-, -a salina-. Vale a pena visitar as ruínas da Igreja de Santo Antônio, situadas em meio a grandes árvores e raízes que se entrelaçam nas pedras da antiga igreja. Existem também plantações de cacau ao seu redor. A vila possui uma pequena trilha (cerca de 10 minutos a pé), para visita a uma casa de farinha e a um 'Rodão de Dendê' - prensa de madeira com um torno de ferro no meio que, à medida que gira por tração animal, vai produzindo o famoso azeite de dendê, ingrediente importante para a saborosa culinária baiana.

Duração: 1 hora. Dica: nos períodos de chuva, a trilha que leva à casa de farinha e ao 'Rodão de Dendê' fica enlameada, tornando difícil o acesso. Como chegar: saindo de Valença, percorrer 2,5 km em direção ao norte pela BA-001, para chegar ao caminho de terra que dá acesso às ruínas da Igreja de Santo Antônio.

Povoado de Guaibim
Situada a 18 km do centro de Valença (por estrada asfaltada) e ponto de desova de tartarugas marinhas, essa antiga vila de pescadores é dotada de pousadas, restaurantes e casas de veraneio. O nome Guaibim significa 'águas do além'. Os índios acreditavam que suas águas eram habitadas por monstros marinhos denominados Igba Meapina -'diabo pelado'. Seriam do tamanho de crianças, corpo cabeludo e cabeça pelada. Tal qual a mitológica Medusa, seu olhar era um sinal certo de morte. Duração: o dia todo. Dica: no acesso para Guaibim, aproveitar para conhecer o Sítio Histórico de Mapendipe, onde ficam as ruínas do engenho que deu origem à cidade de Valença.

Como chegar: saindo de Valença, depois de percorrer 8 km em direção ao norte, encontra-se o entroncamento para Guaibim; entrar no acesso à praia e percorrer mais 10 km de asfalto, passando pelo Aeroporto de Valença e pelo Atracadouro de Bom Jardim, ponto de embarque para os turistas que se dirigem para Morro de São Paulo.

Ponta do Curral
A praia onde desembarcaram as primeiras cabeças de gado no Brasil fica defronte à extremidade norte da Ilha de Tinharé e descortina uma bela vista do Farol do Morro de São Paulo. É praia de mar aberto, de ondas moderadas, ótimas para surfistas e, por isso mesmo, local de disputa de etapa do campeonato de surfe. É, ainda, ponto de desova de tartarugas marinhas. Duração: o dia todo. Dica: é recomendável levar água e um lanche, pois a praia é desprovida de qualquer estrutura de apoio.

Como chegar: saindo de Valença, depois de percorrer 8 km em direção ao norte, pela BA-001, encontra-se o entroncamento para Guaibim; entrar no acesso à praia e percorrer mais 10 km de asfalto pela BA-887. Em Guaibim, pode-se contratar transporte (Besouro) para ir até a Ponta do Curral, a 10 km de distância. É possível fazer esse percurso a pé, pela praia.

Serra do Abiá
É o ponto culminante do município, com cerca de 900 m de altura. Ótima para a prática de vôo livre, ali já foram realizados vários campeonatos de asa delta. A principal atração local é o Morro do Abiá, que fica às margens da BR-101. É preciso subir cerca de 5 km por uma via encascalhada para ter acesso ao mirante. Vale a pena, a vista é deslumbrante. A palha é a principal matéria-prima do artesanato vendido no ponto de venda que existe ao pé do morro: chapéus, cestos, artigos para pesca, luminárias, etc.

Duração: 2 horas. Dica: levar máquina fotográfica ou filmadora, pois a paisagem é fascinante e merece ser registrada. Como chegar: de Valença, pegar a BA-542 e percorrer aproximadamente 30 km de asfalto até o entroncamento com a BR-101; depois subir 5 km (a pé ou de carro) por acesso encascalhado.

Balneário das Ilhas do Conde e da Esperança
Fica às margens do Rio Piau e o acesso é feito por passarelas de madeira sobre o rio. O local é ótimo para banho e pesca. Um bar e um restaurante funcionam na pequena ilha fluvial do Conde. Duração: 2 horas. Como chegar: sair de Valença em direção à rodovia BA-542; percorrer aproximadamente 8 km, até chegar a uma estrada de barro que vai até o balneário.

Cachoeira da Água Branca
Assim que deixa Valença, o visitante se depara com a primeira atração do passeio: um mirante permite uma bela vista panorâmica da cidade e do Canal de Taperoá com o mar. Por estrada rural, chega-se à sede da Fazenda Água Branca - onde fica a cachoeira - situada dentro de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN, com 100 ha de área. Duração: 2 horas. Dica: a descida pela trilha deve ser feita com sapato de sola antiderrapante.

Como chegar: saindo de Valença, percorrer 5 km pela BA-001 em direção norte. Nessa altura, virar à esquerda, entrar na via rural e percorrer mais 8 km, até a sede da Fazenda Água Branca. Dentro da fazenda, pegar a trilha que leva à cachoeira. São cerca de 30 minutos a pé, em descida.

Ruínas da Antiga Fábrica Têxtil de Valença (Fábrica Todos os Santos)
Coberta de musgo e com raízes de plantas se entranhando nas suas paredes, a imensa ruína da primeira e mais antiga fábrica têxtil com energia hidráulica do Brasil está localizada na segunda cachoeira do Rio Una, bem próximo a Valença. Em torno das ruínas restam vestígios da barragem, uma ponte sem arco e alicerces das edificações menores. Os moldadores e fundidores da antiga fábrica eram escravos treinados pelos norte-americanos.

Dá para fazer a visita a pé. A região está inserida na APA do Candengo e, portanto, protegida por legislação ambiental. Duração: 1 hora.Dica: passeio imperdível. É um dos marcos da industrialização na Bahia. Como chegar: em Valença, margear o Rio Una pela trilha na mata, numa caminhada de 2 km.

Corredeiras de Sarapuí
São sete corredeiras e ficam bem perto da entrada do pequeno povoado de Sarapuí, fundado no século XVIII. A principal cachoeira tem uma queda d´água de 20 m de altura. A região é de mata densa quase intocada pelo homem. Duração: 2 horas. Dica: não deixar de visitar as ruínas de um antigo engenho de cana-de-açúcar e de sua capela. Como chegar: seguir pela BA-001, no trecho Valença-Ituberá; ao chegar no entroncamento, na altura do Km 5 (povoado de Boca da Mata), entrar à direita por uma estrada encascalhada; prosseguir por 12 km.

Estância Azul
É um casarão colonial bem conservado construído em 1816 (a data está inscrita na portada), onde está guardado um acervo de antiguidades de grande valor histórico. O sobrado - sede da Fazenda Estância Azul, recoberto por um belo telhado de duas águas, é precedido por um pequeno átrio gradeado, cercado por pomar de árvores frutíferas. Duração: 1 hora. Dica: a Estância Azul é uma propriedade particular. Para visita, é preciso um contato prévio com os proprietários. Como chegar: seguir pela BA-001, no trecho Valença-Taperoá; o casarão fica do lado direito da pista, na altura do Km 1.

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