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Eco em Morro de São Paulo

Quadriciclos em Trilha de Morro de São Paulo (Cairú-Ba) Foto: Divulgação Zulú Turismo
Quadriciclos em Trilha de Morro de São Paulo (Cairú-Ba) Foto: Divulgação Zulú Turismo

Povoado de Moreré
Povoado de pescadores, com praias, vasto coqueiral e piscinas naturais. Possui duas pousadas e bares de praia. O nome do povoado vem do tupi e significa 'acará-disco', nome de um peixe.
Duração: 1 hora.
Dica: a maré baixa permite longas caminhadas pela extensa faixa de areia.
Como chegar: através de passeio de Besouro, que sai de Morro de São Paulo ou a bordo de lanchas e barcos que saem de Valença, Barra dos Carvalhos e Torrinhas. Esse último é um povoado de pescadores na Ilha de Cairu, que serve como opção de apoio ao transporte para Boipeba (cerca de 25 minutos de lancha ou 1 hora de barco).

Pedras da Benedita, Tatiba e Tatimirim
Rochas localizadas, respectivamente, a cinco, sete e três milhas da costa. Esses locais representam boas opções para o mergulho autônomo.
Duração: tempo livre.
Dica: procurar, em Morro de São Paulo, serviço de mergulho com instrutores e equipamentos apropriados.
Como chegar: alugar barco de pesca em Morro de São Paulo.

Povoado de Morro de São Paulo
Localizado no extremo norte da Ilha de Tinharé e conhecido internacionalmente, esse é o principal povoado turístico do arquipélago, contando com inúmeras pousadas, hotéis, restaurantes e campo de pouso, além de belas praias, trilhas e passeios de trator (Besouro). Não deixa de ser curioso que a rua mais movimentada, onde se concentram bares, restaurantes, pousadas, receba popularmente o nome de Broadway. No povoado, existem instrutores de mergulho.

É interessante observar que as praias de Morro de São Paulo são identificadas numericamente. Para quem se interessa por ruínas antigas, Morro de São Paulo é um prato cheio: as da antiga Casa do Capitão, no alto, próximo ao farol; duas baterias ou fortins soterrados; as fundações da primitiva capela de Nossa Senhora da Luz, construída no primeiro quartel do século XVII; restos da Casa do Faroleiro; restos de muralhas e o Forte do Zimbeiro.

Merece visita especial a fonte pública, construída em 1746, que era destinada ao abastecimento de água dos soldados e dos moradores. A fonte existe até hoje, devidamente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. O acesso à fonte pública, também chamada de Fonte Grande, é feito por ruas sinuosas e sem pavimentação. A fonte tem formato circular, recoberta por cúpula em meia laranja.

Em 1624, as águas do Morro de São Paulo, de um azul cristalino, chegaram a abrigar os navios que transportavam os efetivos comandados pelo holandês Johan Van Dorth, antes da sua entrada na Baía de Todos os Santos para conquistar a cidade do Salvador. Um ano mais tarde, buscou abrigo nesse local a armada de Bondewijh Hendricszoon que, ao ser informado da reconquista de Salvador pelos portugueses, rumou para o norte.

Desde 1630, o Morro de São Paulo contava com uma fortaleza e, em sua fase áurea, com um efetivo militar de 183 homens que zelavam por 51 peças de artilharia e uma muralha de quase mil metros de extensão. Esse conjunto é de relevante interesse arquitetônico, com remanescentes de construções históricas, como a Casa da Guarda, armazéns, Casa dos Oficiais, Casa do Capitão, capela, Casa do Capelão, paiol e o farol construído entre 1850 e 1855, que serve ainda de baliza para a entrada no canal de Taperoá.

A povoação se desenvolveu a partir da fortaleza. Em 1859, quando visitado por D. Pedro II, o povoado possuía apenas 300 famílias residentes. A fortaleza de Morro de São Paulo se constituiu no mais extenso sistema defensivo da Bahia e, provavelmente, do Brasil.

Garapuá
A leste da ilha de Tinharé, há um pequeno povoado de pescadores, com algumas barracas de praia na grande enseada dotada de vasto coqueiral e manguezal, mar de ondas fracas, areias brancas e finas. Ótima para o banho e esportes náuticos. Existem recifes de coral formando piscinas naturais e bancos de areia, que permitem longas caminhadas na praia durante a maré baixa.

São também atrativos turísticos a Lagoa de Garapuá, com cerca de 3 km de extensão, e a Capela de São Francisco de Assis. Quadro - fica ao final da Praia de Garapuá. Oferece vasto coqueiral, manguezal, rochas e recifes, que formam piscinas naturais. Os pescadores locais fazem ali a pesca noturna da lagosta.

Povoado de Velha Boipeba
Primeiro e principal povoado da ilha, fundado às margens do Rio do Inferno, é sede do distrito de Boipeba. A base econômica da população é a pesca e, mais recentemente, o turismo.
O povoado possui bares, restaurantes e pousadas e um ancoradouro em concreto. A palha é a base do artesanato local. Pode-se fazer passeios de ultraleve e caiaque, que começam no Rio do Inferno.
Duração: 1 hora.
Dicas: desse povoado partem os passeios de canoa pelo Rio do Inferno e os barcos que fazem passeios para as piscinas naturais e para Moreré, Rio do Catu, Ponta dos Castelhanos e São Sebastião. Além disso, saveiros fazem o percurso Velha Boipeba-Garapuá-Morro de São Paulo.

Vale a pena visitar a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, do início do século XVII, erguida numa elevação e com uma grande escada de acesso. Como chegar: através de passeio de Besouro, que sai de Morro de São Paulo ou a bordo de lanchas e barcos que saem de Valença, Barra dos Carvalhos e Torrinhas. Esse último é um povoado de pescadores na Ilha de Cairu, que serve como opção de apoio ao transporte para Boipeba (cerca de 25 minutos de lancha ou 1 hora de barco). Em Torrinhas, existe um estacionamento para os visitantes que se dirigem a Boipeba.

Povoado de São Sebastião ou Cova da Onça
A origem do nome é curiosa. Ali fica uma espécie de subterrâneo que lembra a forma de cova, de difícil acesso, onde, segundo se acredita, existe uma imagem de São Sebastião deixada pelos jesuítas. O subterrâneo teria sido aberto no século XVII e, segundo dizem, serviu de esconderijo aos jesuítas dos ataques dos índios na época da colonização.

As ruínas do antigo Colégio da Companhia de Jesus existem até hoje no local. Nesse povoado, deve-se visitar também a Igreja de São Sebastião, do início do século XX, de onde se avista o litoral com suas gamboas de pesca e a Ponta dos Castelhanos.

Esse povoado de pescadores, localizado ao sul da ilha de Boipeba, numa enseada próxima à Ponta dos Castelhanos, é o ponto final de visitação. A infra-estrutura turística se resume a uma pousada muito simples e alguns bares. Desse ponto, pode-se fretar barcos para passeios pelo Canal dos Patos e pelos povoados do município de Nilo Peçanha.

Na pequena Baía de Cova da Onça há dezenas de gamboas. Aí as atividades de pesca são intensas, destacando-se a pesca de linha, redes de espera e de cerco. É o maior sitio de pesca da região. Nos recifes, polvos e lagostas são pescados com a mão.

Através de trilhas se tem acesso a outros povoados da ilha de Boipeba, pelos chamados 'caminhos dos piaçaveiros', utilizados por trabalhadores rurais das fazendas de piaçava. Existem trilhas para Velha Boipeba, Moreré, Ferrão, Biquara e outros pequenos povoados. Algumas dessas trilhas são descritas a seguir.
Duração: 2 horas.
Dica: vale a pena uma caminhada até a Ponta dos Castelhanos.
Como chegar: a partir de Velha Boipeba: o percurso de 12,5 km pode ser percorrido a pé ou de tamanca. É possível também chegar com lancha ou barco que passa pelo povoado de Barra dos Carvalhos, que fica no município de Nilo Peçanha.

Quadriciclos em Trilha de Morro de São Paulo (Cairú-Ba) Foto: Divulgação Zulú Turismo
Quadriciclos em Trilha de Morro de São Paulo (Cairú-Ba) Foto: Divulgação Zulú Turismo
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