Sua Historia

Conquista do Rio Grande do Norte - Foto/Reprodução: Brasil Turismo
Conquista do Rio Grande do Norte - Foto/Reprodução: Brasil Turismo

A História do estado do Rio Grande do Norte, estado mais a nordeste do Brasil, inicia-se a partir do povoamento do território brasileiro, quando houve uma onda de migrações para os Andes, depois para o Planalto do Brasil, a região Nordeste, até chegarem ao Rio Grande do Norte. Ao longo de sua história, seu território sofreu invasões de povos estrangeiros, sendo os principais os franceses e holandeses.

Após ser subordinado ao governo-geral do Estado do Brasil, o Rio Grande do Norte passa a ser subordinado à Capitania de Pernambuco. Em 1822, quando o Brasil conquistou sua independência do Império Português, o Rio Grande do Norte passaria a se tornar província e, com a queda da monarquia e a consequente proclamação da república, a província se transforma em um estado, tendo como primeiro governador Pedro de Albuquerque Maranhão.

Período Colonial:

Segundo historiadores, a primeira expedição organizada no território do Rio Grande do Norte teria acontecido em 10 de maio de 1501. Não se sabe exatamente quem foi o comandante dessa expedição, que durou 67 dias. Entretanto, dentre vários nomes apresentados, o mais aceito é Gaspar de Lemos. O resultado de toda essa expedição foi o alcançamento do Rio Grande à altura do Cabo de São Roque. Lá, segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo, ocorreu a implantação do primeiro marco de posse do Brasil. No mesmo período, o Governo da República Portuguesa tomou a decisão de enviar militares para a realização de expedições (chamadas de Guarda-costas) para a defesa de sua colônia, no mesmo tempo que toda a costa litorânea brasileira estaria sendo visitada por piratas (denominados de corsários), vindos principalmente da França. 

Dentre as expedições militares ocorridas, as comandadas pelo português Cristóvão Jacques (1516-1519 e 1526-1528), natural de Algarves, são consideradas as mais importantes. Com o intuito de resolver o problema daquela época (visita dos corsários), Cristóvão Jacques sugeriu que o local fosse imediatamente povoado, ideia aprovada por eminentes de Portugal. Isso levou o rei de Portugal na época, D. João III, a enviar para o Brasil uma expedição liderada por Martim Afonso de Sousa. Além da ideia de povoamento, o navegador português também sugeriu a divisão territorial do Brasil em Capitanias Hereditárias, que já havia sido feita com ilhas localizadas no Oceano Atlântico. Essa ideia também foi aprovado e o rei de Portugal dividiu o Brasil em capitanias. Em 1535, a então Capitania do Rio Grande estaria sendo doada pelo Rei D. João III a João de Barros. A colonização resultou em um fracasso e há a invasão francesa, começando o contrabando do pau-brasil, dominando a área até 1598.

Em 1557, assume o governo português Sebastião de Portugal (D. Sebastião), com apenas três anos de idade, reinando até a sua morte em 1578, sem deixar herdeiros. Após o final do reinado de D. Sebastião, assume o trono o cardeal D. Henrique, porém, este morre apenas dois anos depois (31 de janeiro de 1580), pelo fato de ele não ter filhos e já ter sessenta e seis de idade. Após a sua morte, o governo foi assumido por Filipe II de Espanha, que se interessava em anexar Portugal ao reino espanhol. Com isso, foi formada a União Ibérica, que se estendeu até 1640.

Republica Velha:

Somente em 15 de novembro de 1889 ocorre a proclamação da república no Brasil, sem o mínimo envolvimento da população brasileira, sendo, portanto, um movimento promovido exclusivamente por setores da elite e do exército. O Rio Grande do Norte, bem como as demais províncias, transformam-se em estados. Entretanto, a proclamação da república não chegou a ser comemorada, pois a população potiguar, assim como a do restante do país, ainda não havia conscientizado do que se tratava. A vitória da campanha republicana no estado só foi confirmada no dia seguinte, quando José Leão Ferreira Souto assinou um telegrama destinado do Partido Republicano. Em 17 de novembro de 1889, Pedro Velho toma posse como primeiro governador do estado, no entanto, permaneceu no cargo durante um curto período de tempo (de 17 de novembro a 6 de dezembro de 1889). Em 1892, Pedro Velho foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte.

No novo regime republicano, o Rio Grande do Norte, assim como os outros estados do Brasil, foi dominado pelo sistema oligárquico. A primeira oligarquia foi inaugurada no estado pelo governador Pedro Velho. Em oposição a esse regime, insurgiu a figura do capitão José da Penha Alves de Souza, que foi responsável por promover a primeira campanha popular no estado. Tentou, inclusive, lançar a candidatura de uma pessoa que não conhecia o Rio Grande do Norte e nem tinha o desejo de governá-lo: o tenente Leônidas Hermes da Fonseca, filho do presidente da República da época; por esse motivo, José da Penha foi morar no Ceará, onde foi eleito para o cargo deputado estadual.

Período Imperial:

Em 7 de setembro de 1822, o Brasil tornou-se independente de Portugal e, no ano seguinte, o imperador imperador D. Pedro I dissolveu a Assembleia Constituinte, que havia sido formada para elaborar a primeira constituição imperial. Isso provocou uma questão interna em Pernambuco, explodindo um movimento, a Confederação do Equador, onde tropas imperiais fora enviadas a Pernambuco, com apoio de outras províncias, como Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte, e o movimento se espalhou por toda a região. Na província do Rio Grande do Norte, o movimento foi caracterizado pela atuação de Tomás de Araújo Pereira, com o objetivo de evitar a ocorrência de conflitos armados em território potiguar. No final, o movimento acabou sem obter sucesso. Um dos principais líderes do movimento, o padre Joaquim do Amor Divino Rabelo, conhecido como Frei Caneca, foi perseguido, julgado e condenado à pena de morte. Em 1° de dezembro daquele ano, foi outorgada (imposta) pelo imperador a Constituição de 1824 e as regiões Nordeste e Norte do Brasil tiveram restabelecida a ordem imperial.

Em 1831, o imperador D. Pedro I decidiu abdicar-se do trono brasileiro em favor do seu filho Pedro de Alcântara. Com a abdicação, D. Pedro I retornou a Portugal e ocupou a Coroa daquele país durante três anos. Entretanto, seu filho, que permaneceu no Brasil, tinha na época apenas cinco anos de idade. Por isso, teve início o período regencial, que governou o país até que Pedro de Alcântara atingisse a maioridade. No Brasil, a abdicação do Pedro I deu início à sua primeira experiência republicana. Em 1840, com o Golpe da Maioridade, D. Pedro II teve sua maioridade antecipada e assumiu o poder, com apenas quatorze anos de idade.[34] No Rio Grande do Norte, a primeira adesão às ideias republicanas ocorreu cinco anos antes da independência do Brasil, em 1817, cujos principais signatários (pessoas que assinam documentos, cartas, recibos, etc) eram fazendeiros, comerciantes e senhores de engenho.

 

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