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Conquista do Rio Grande do Norte

Conquista do Rio Grande do Norte - Foto/Reprodução: Brasil Turismo
Conquista do Rio Grande do Norte - Foto/Reprodução: Brasil Turismo

A conquista do território potiguar foi uma tarefa extremamente árdua e difícil. Foi Manuel Mascarenhas Homem, capitão-mor de Pernambuco nomeado por D. Francisco de Souza (que era governador-geral do Brasil na época), que tomou as providências necessárias para a organização de uma grande expedição, que foi realizada com sucesso. Essa expedição era composta por sete navios e cinco caravelões.

A Fortaleza da Barra do Rio Grande impunha respeito devido à sua beleza. Por isso, os holandeses, sabendo da importância de cunho estratégico daquele edifício militar, possuíam certo temor e começaram a recolher o maior número de informações para elaborar um plano eficaz para capturá-la. Em 1625, o capitão Uzel Johannes de Laet fez um reconhecimento, encontrando na Capitania do Rio Grande um engenho e muita criação de gado. Cinco anos mais tarde, de acordo com o notório historiador Luís da Câmara Cascudo, Adriano Verbo eio à capitania, com a 'missão especial de ver, ouvir e cantar'. Mas, mesmo assim, os flamengos tentaram tomar posse dessa fortaleza. Em 1631, o nativo Marcial se entregou ao Conselho Político do Brasil Holandês, com o objetivo: realizar alianças com os batavos. Esstes, por sua vez, organizaram uma expedição, onde conseguiram várias informações importantes que se encontravam em poder dos portugueses e que facilitaram, posteriormente, a conquista do Ceará. Esses documentos se encontravam com um português chamado João Pereira, que foi morto mais tarde.

Algum tempo depois, os holandeses finalmente impuseram seu plano de conquistar o Rio Grande do Norte. O historiador Câmara Cascudo afirma que 'A 21 de dezembro de 1631 partiram do Recife quatorze navios, com dez companhias de soldados veteranos. Dois conselheiros da Companhia assumiram a direção suprema, Servaes Carpenter e Van Der Haghen. As tropas eram comandadas pelo Tenente-Coronel Hartman Godefrid Van Steyn-Gallefels. Combinaram desembarcar em Ponta Negra, três léguas ao sul de Natal, marchando sobre a cidade''. Entretanto, o capitão-mor Cipriano Pita Carneiro ordenou que seus liderados abrissem fogo contra os invasores, o que provocou a desistência dos holandeses em conquistar o Rio Grande do Norte. Por isso, diz-se que a primeira tentativa de conquista dos flamengos resultou em fracasso.

Mais tarde, os holandeses voltaram a temer a conquista do Rio Grande do Norte, apresentando fortes resistências contra os defensores da Fortaleza da Barra do Rio Grande. Segundo versões, a Holanda temia conquistar o Rio Grande do Norte, pois o capturamento desta capitania era a solução definitiva para o abastecimento de carne bovina aos batavos. A Fortaleza da Barra possuía como sendo Pero Mendes de Gouveia como capitão-mor, mais um efetivado de apenas oitenta homens. Entretanto, o capitão-mor resolver abandonar as dunas localizadas próximas à fortaleza, contribuindo para que ali fosse instalada uma artilharia pelos seus inimigos, tornando a edificação um alvo de verdadeiros ataques. E foi exatamente isso o que aconteceu: a Fortaleza da Barra do Rio Grande foi destruída e o domínio holandês no Rio Grande do Norte se consolidou

Conquista do Rio Grande do Norte - Foto/Reprodução: Brasil Turismo
Conquista do Rio Grande do Norte - Foto/Reprodução: Brasil Turismo
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