História de Apodi
Lajedo de Soledade um dos Sítios Arqueológicos - Foto: Ariverton Costa Oliveira (Licença-cc-by-sa-4.0)
Lajedo de Soledade um dos Sítios Arqueológicos - Foto: Ariverton Costa Oliveira (Licença-cc-by-sa-4.0)

Um dos primeiros desbravadores da Região Oeste do Rio Grande do Norte foi Manoel Nogueira Ferreira, que veio numa expedição oriunda da Paraíba, chegando ao local em 1680. Foi desafiando obstáculos, como longas caminhadas pelas matas catingueiras, índios bravos, doenças infecciosas e animais selvagens, que o colonizador, com apenas 25 anos, chegou às margens da Lagoa Itaú, mais tarde chamada Lagoa de Apodi.

Naquela época, os irmãos Manoel Nogueira Ferreira e João Nogueira conseguiram permissão para colonizar a Ribeira do Apodi, travando uma longa batalha pelas terras com os índios Paiacus, que habitavam toda a chapada. Com uma forte rebelião dos Paiacus, ocorrida entre os anos 1687 e 1696, os irmãos Nogueira tiveram que se retirar da área. Eles voltaram anos depois, com Manoel Nogueira na condição de Sargento-mor da Ribeira do Apodi. A partir de então, a colonização começou a progredir.

Dessa forma, a cidade de Apodi foi descoberta e iniciou-se a economia agrícola, pastoril e foram abertas as vias de comunicação. Eram os primeiros passos de sua ocupação. Nesse tempo, foi implantada a Aldeia dos índios de Apodi, sendo os padres jesuítas João Guincel e Felipe Bourel os primeiros missionários a chegar à região em 1700. A Missão do Apodi foi extinta em 1761 e os índios transferidos para a sede do município de Portalegre.

Apesar de as Missões não terem conseguido “civilizar” os índios Paiacus e torná-los cristãos, os outros objetivos foram conseguidos, como o acesso a terra e a mão-de-obra, alem de outros serviços escravistas, como a utilização de guerreiros indígenas contra outros índios para garantir o avanço das frentes de colonização e a segurança de áreas já ocupadas. Alguns historiadores afirmam que o guerreiro Paiacu tinha estatura alta, enquanto as mulheres eram de estatura baixa, gordas e de boa aparência.

Os homens eram fortes, robustos, possuidores de muita força e tinham cabelos pretos. Os Paiacus andavam inteiramente nus. Os homens colocavam um cendal (tecido fino e transparente) nas partes genitais e as mulheres usavam um avental confeccionado de folhas. Usavam sandálias feitas da casca de uma arvore que chamavam de caraguá e pintavam seus corpos com tinta de jenipapo e urucu.

Conforme o etnógrafo e historiador Câmara Cascudo, a origem o nome Apodi vem da corruptela indígena “a-podi” ou “a-poti”, coisa firme, altura, uma chapada, um planalto. “Não há nenhuma relação com fumo, tabaco, petim, petum, pitim. A tradição é ter o ouvidor (no período colonial, o juiz posto pelo donatário) Cristóvão Soaes Reimão decidindo-se oficialmente por Apodi”.

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