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Vitória - Cultura - Fortes
Forte Diamante - Foto: Vmenkov- - (Licença Gfdl)
Forte Diamante - Foto: Vmenkov- - (Licença Gfdl)

Principais Fortes de Vitória

Forte São João
Conta à história que pelos idos de 1592, para se proteger de invasores, especialmente da temida esquadra do navegador inglês Thomas Cavendish, os habitantes da Capitania do Espírito Santo improvisaram dois fortins, sendo o primeiro junto ao morro do Penedo e o segundo junto ao morro do Vigia. Com o passar do tempo, o fortim do morro do Penedo é desativado e o do morro do Vigia passa a se chamar Forte São João, sendo considerado uma fortaleza de grande importância para a defesa do Espírito Santo.

A partir de 1767, o Forte São João se transforma numa fortificação dotada de peças de artilharias e de enormes paredes de pedras. No decorrer do tempo, o fortim passa a abrigar o Clube Saldanha da Gama. Os morros do Forte, do Cruzeiro e das Três Marias, região ao redor do Forte, passam a ser denominados Forte São João, concentrando toda a população do bairro. Até o final dos anos 40 e princípios dos anos 50, todos os moradores enfrentavam grandes dificuldades, desde acesso ao bairro até a falta d'água. Sua população está concentrada nos morros do Forte, do Cruzeiro e das Três Marias.

Fortificações da Praça de Vitória
Nos anos de 1726 é mandado levantar neste ano pelo Vice-rei do Estado Conde de Sabugosa, cinco fortalezas na baía desta capital, de que fora incumbido o Engenheiro Nicolau de Abreu, sendo a primeira em frente ao Penedo, com o nome de forte de São João, abaixo do antigo forte de São João Dugam, nome talvez corrompido de Morgan, o Capitão que atacou este fortim a mandado de Cavendish, em 1592 [no original, 1532]; a segunda, com o nome de forte de São Diogo, nos fundos da casa pertencente à viúva Siqueira, na quina da rua de São Diogo e ladeira de mesmo nome; a terceira à beira-mar, no local que se acha a casa e trapiche do Sr. José, em frente à praça do Mercado, com o nome de forte do Carmo; a quarta no local em que está um paredão, no largo do Rubim, ao lado do Palácio e da antiga ladeira do Trapiche, tendo o nome de São Tiago ou de Nossa Senhora da Vitória.

No princípio deste século, nos dias de paradas e festividades, davam as peças salvas com direção ao mar; a quinta levantada sobre uma laje que existia à beira mar, na quina das ruas do Comércio e General Osório, onde existem as casas dos herdeiros do finado Coronel Gaspar Manoel Figueiroa, tendo esta fortaleza a denominação de Santo Inácio e em terrenos pertencentes então aos Padres da Companhia de Jesus. Havia no alto da portaria um nicho com a imagem de São Maurício, ao qual se acendia, todas as noites, uma lanterna com corrente presa a um vergão de ferro colocado por cima do nicho. As fortalezas ou fortes eram guardadas e abastecidas por pequenas peças.

Estas peças, existente ainda no princípio deste século, o Governador M.P. da Silva Pontes mandou embarcar em navios portugueses para servirem de lastro aos mesmos, quando as fortalezas já estavam abandonadas, concedendo os terrenos de algumas das fortalezas para construção de prédios.

Chegando a esta capitania o Engenheiro Nicolau de Abreu, que viera da Bahia por ordem do Conde de Sabugosa, Vice-rei do Estado do Brasil, principiou logo a reeditar a fortaleza de São Francisco Xavier, que fora mandada construir em 1702 por ordem de D. Rodrigo da Costa então Governador e Capitão-general do Estado, dando-lhe outras proporções e reedificando-a com solidez como todos os fortes.

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