Salvador - Cultura - Fortes
Forte de Santa Maria da Barra  - Foto: André Koehne (Licença-Dominio publico)
Forte de Santa Maria da Barra - Foto: André Koehne (Licença-Dominio publico)

As fortalezas de Salvador:

A Cidade de Salvador nasceu sob o signo da defesa. Os portugueses deram início à implantação de um sistema defensivo contra invasões estrangeiras pelo mar que evoluiu até o século XVIII. Uma grande muralha de taipa e barro, suficiente contra as flechas dos índios foi a primeira obra militar portuguesa na capital colonial brasileira. Com o passar dos anos, a muralha foi ampliada e reforçada em pedra e sal, ganhando baluartes na parte do mar e torres encasteladas nas portas voltadas para o Mosteiro de São Bento e o Convento do Carmo. Logo, as preocupações militares se voltaram para o mar, de onde os vinham os corsários que ameaçavam a cidade.

Inútil contra a artilharia embarcada da época, a velha muralha deu lugar a um eficiente sistema de defesa em profundidade, com trincheiras, baluartes e fortificações, construídas em lugares estratégicos, e armadas de acordo com a evolução da arte da guerra. Alguns projetos militares nasceram da criatividade dos portugueses, outros foram desenhados por engenheiros das escolas de guerra italianas e francesas, contratados pelo governo português. A estratégia era sempre de aproveitar as condições naturais do terreno para as necessidades de defesa e o exercício da mais bela plasticidade arquitetônica para os fortes da cidade.

Visitar os fortes de Salvador é fazer uma viagem de volta ao passado e conhecer mais sobre a história da primeira capital brasileira. Desde 1995, o Exército mantém abertos à visitação pública alguns de seus fortes, como o de Monte Serrat, o de São Diogo, o de São Pedro e o de Santo Alberto. A guarda militar destes locais recebeu treinamento apropriado para trabalhar diretamente com turistas, nacionais e estrangeiros.

Forte de Santo Antônio da Barra
Esse forte, pertencente à Marinha do Brasil, está localizado na entrada norte da Baía de Todos os Santos. Essa fortificação foi iniciada pelo primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho em 1536, tendo originalmente forma de torre com dez lados. Ampliado e reformado entre 1583 e 1587 por Manoel Teles Barreto, sofreu alterações entre 1602 e 1702, inclusive ganhando seu terrapleno.

É considerada a primeira fortaleza erguida no Brasil e abriga o Museu Náutico, com um acervo constituído de mapas, equipamentos de navegação, maquetes de antigas naus e caravelas portuguesas e espanholas, e achados do Galeão Sacramento, afundado na entrada da Baía de Todos os Santos.

Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat
Esse forte do Exército é considerado, pela sua forma harmoniosa, a mais bela construção militar do período colonial brasileiro. Foi construído a partir de 1583, numa posição estratégica no alto da ponta mais avançada da península com vistas sobre o porto da cidade. Concluído em 1742, sem modificações em sua planta original, permanece até os dias de hoje com uma casa de comando flanqueada às muralhas de bastiões redondos, contando com uma bateria de nove canhões.

Sua história fala de momentos de heroísmo na resistência aos holandeses em 1624 e 1638. Em 1624, durante a visita do governador Van Dorth ao forte, os militares brasileiros mataram o comandante holandês nas suas proximidades. Desde 1993, abriga o Museu da Armaria, com armamentos civis e militares, leves e médios, alguns utilizados pelo Exército no passado Desse forte se tem a vista mais privilegiada da entrada da Baía de Todos os Santos, vendo-se de um lado Salvador e do outro, a Ilha de Itaparica.

Forte de São Pedro
Construído no lugar escolhido pelos holandeses em 1624 para uma fortificação, foi erguido entre 1646 e 1723. Ocupa um lugar estratégico para a defesa do limite sudoeste da cidade colonial e tinha como objetivo principal impedir o acesso à Salvador de invasores desembarcados no Porto de Barra. Sua concepção, em forma quadrada com quatro baluartes traçados em forma de ponta de lança, representou um avanço para a época. Neste forte, os militares brasileiros se rebelaram pela primeira vez contra o governo colonial português em 1822, iniciando a guerra pela independência do Brasil.

Forte de São Diogo
Esse forte do Exército está situado na base do Morro de Santo Antônio, ao lado direito da praia do Porto da Barra. Antigo baluarte construído no final do século XVI, foi ampliado e transformado num forte que tinha como finalidade impedir o desembarque de invasores no único porto seguro existente na entrada da baía de Todos os Santos, preferido pelos invasores que pretendiam atacar a cidade pelo lado sul. Seu batismo de fogo se deu em maio de 1638, por ocasião da Segunda invasão holandesa, sob o comando de Maurício de Nassau.

Concluído em 1722, abriga uma bateria de sete canhões em seu curioso terrapleno, cuja forma, não convencional, acompanha que palmo-a-palmo a curvatura do morro, aproveitando a encosta cortada para a sua construção. Com planta irregular do tipo italiano, possui casa de comando com dois pavimentos, portada com brasão e guarita, sofreu com o passar dos anos sucessivas modificações em sua forma original. Mais do que uma atração histórica, que guarda um visual exclusivo da Baía de Todos os Santos, esse forte é um importante centro de lazer para moradores e visitantes da cidade.

Forte Santa Maria
Essa fortaleza da Marinha do Brasil, foi erguido após a invasão holandesa de 1624, quando os governantes portugueses fizeram duas fortificações na pequena enseada do Porto da Barra com o objetivo de cruzar fogo e impedir novos desembarques na área. Esta fortaleza, concluída no século XVIIII e que guarda uma imagem de Nossa Senhora, serviu como depósito de bóias do balizamento do porto durante muitos anos. Sua forma heptagonal, de tipo italiano, não sofreu modificações com o passar dos anos e o acesso ao sei interior é feito por uma ponte.

Forte de São Marcelo
Sob proteção do IPHAN, esse forte nasceu como um baluarte de forma triangular construído em madeira no início do século XVII sobre um arrecife na entrada do porto de Salvador. Reconstruído em alvenaria de pedra, depois da invasão holandesa de 1624, ganhou sua forma circular e a missão de proteger o centro da cidade colonial dos ataques marítimos estrangeiros. Seu acesso é feito de barco a partir da Rampa dos Saveiros, ao lado do Mercado Modelo.

Forte de Santo Antônio Além do Carmo
Construído na segunda metade do século XVII sobre o baluarte que melhor resistência ofereceu contra os holandeses na invasão de 1638, serviu de prisão a importantes figuras da vida política nacional no século XVIII. Sofreu muitas modificações a partir do século XIX. Embora nunca tenha participado de uma guerra, se destaca por ocupar um lugar estratégico para defesa da cidade colonial. O forte já serviu como Casa de Detenção e abrigou o Centro de Cultura Popular.

 

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