Recife - Cultura - Praças Históricas
Praça da Republica e Teatro Santa Isabel - Foto: Hugo Acioly
Praça da Republica e Teatro Santa Isabel - Foto: Hugo Acioly

Principais Praças Históricas de Recife

Praça da Independência
Situada no bairro de Santo Antônio, em pleno centro do Recife, a praça da Independência já figurava na planta da Cidade Maurícia como o Terreiro dos Coqueiros, local onde funcionava um grande mercado durante o domínio holandês. Neste período, o logradouro foi chamado ainda de praça Grande, praça do Comércio e praça da Ribeira. Em 1788, continha 62 casinhas que vendiam gêneros de primeira necessidade, tendo o nome mudado para praça da Polé.
 
A denominação de Polé, cabe registrar, advém do fato de naquela praça ter funcionado um bárbaro instrumento de tortura (com o mesmo nome). Ele constava de um mastro levantado, uma roldana e uma corda, com a finalidade de supliciar indivíduos que tivessem cometido determinados crimes. Tal instrumento é colocado na praça da Independência somente no século XVIII, vindo de Fora de Portas, perto do Pilar.

Praça de Casa Forte
A expressão Casa Forte é proveniente do conflito ocorrido em 17 de agosto de 1645, entre pernambucanos e holandeses. Casa Forte era o nome do histórico engenho pertencente à Anna Paes, uma senhora avançada em relação à sociedade do século XVII, que se notabilizou pela liberdade de pensamento e coragem pessoal. E o referido engenho foi um dos últimos redutos da resistência flamenga, por ocasião da Insurreição Pernambucana.

Naquela época, o exército holandês, comandado por H. van Hauss, é derrotado nas Batalhas das Tabocas, em Vitória de Santo Antão. As patrulhas holandesas vêm para Casa Forte, então, com o objetivo de ali fazerem a sua trincheira. Porém, as senhoras chefes revolucionárias reagem. Entre elas, se encontravam as seguintes: Ana Bezerra, Isabel de Góis e Maria Luíza de Oliveira. Cercados, portanto, pelo exército pernambucano - comandado pelo sargento-mor Antônio Dias Cardoso -, os invasores fogem para o Forte de Cinco Pontas.

Praça do Entroncamento
A praça ganhou o nome de 'entroncamento' porque costumava abrigar o cruzamento de três antigas estradas de ferro do trem urbano (Maxabomba). Hoje, constitui um dos locais mais pitorescos da cidade. Na época do Natal, a praça se transforma numa explosão de luzes e cores que encanta crianças e adultos. A Praça do Entroncamento fica no bairro das Graças.

Praça Arsenal da Marinha (Arthur Oscar)
Abriga o busto do almirante de Tamandaré, 'Patrono da Marinha Brasileira'. Seu nome foi dado em homenagem ao general que comandou a quarta e última expedição contra o Arraial de Canudos. Depois da revitalização do Recife Antigo, a praça passou a ser um centro de diversão e, junto com a Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, concentra restaurantes, bares e casas noturnas. Durante o Carnaval, a praça do Arsenal transforma-se num animado 'point' da folia.

Praça Chora Menino
Quem passa pela praça Chora Menino não imagina que ela já foi palco de um episódio sangrento. No ano de 1831, uma rebelião de soldados rasos foi silenciada com a morte de 300 pessoas em praça pública. Hoje, a praça é um recanto para crianças e pessoas idosas passarem o tempo, numa grande e agradável área verde.

Praça Rio Branco
A praça é famosa por abrigar o Marco Zero do Recife. Uma estátua do Barão de Rio Branco serve de vigia silencioso do ponto central da cidade. O local costumava abrigar árvores de grande porte e banquinhos e é o preferido de quem gosta de admirar a vista dos casarões do Recife Antigo. A praça foi remodelada recentemente e ganhou um design moderno. Do Marco Zero, é possível ver a antiga Casa de Banhos, hoje transformada em bar. Quem quiser fazer um programa diferente, pode atravessar o braço de mar e chegar ao bar de barco. Localização: Av. Alfredo Lisboa, Bairro do Recife Antigo.

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