História de Tramandaí
Vista do Rio Tramandaí a partir da Barra de Imbê - Foto: Gustavo Kunst (Licença-Dominio publico)
Vista do Rio Tramandaí a partir da Barra de Imbê - Foto: Gustavo Kunst (Licença-Dominio publico)

Tramandaí começou a ser criada a partir do século XVIII, época em que servia de passagem para viajantes com destino a Laguna ou a capital do império brasileiro, o Rio de Janeiro. E também servia de passagem para a colônia do Sacramento, para os aventureiros, escravagistas paulistas atrás de índios, para os jesuítas, espanhóis e soldados. Devido a essa movimentação, em 1738 criou-se a guarda do registro, com a função de controlar as mercadorias e o gado que passavam pelo rio Tramandaí e cobrava certo valor pela passagem, uma espécie de pedágio. 

Em 26 de outubro de 1732 iniciou-se oficialmente o povoado em Tramandaí, quando Manoel Gonçalves Ribeiro ganhou uma sesmaria à qual a região pertencia. Essa parte da região ficou conhecida como Paragem das Conchas. Nessa época começaram a surgir pequenos ranchos de palha de tiririca-brejo, que os agricultores e forasteiros erguiam para a temporada da pesca.

Durante a guerra dos Farrapos, em 1839, Tramandaí foi o destino de dois lanchões, o Seival e o Farroupilha, puxados por cerca de 200 bois, que Giuseppe Garibaldi trouxe da lagoa dos Patos, distante cerca de 100 km, para que fossem colocados no mar e assim tentar conquistar Laguna. Por volta de 1890, Tramandaí começou a ser procurada como estação de banhos e, por fim, como balneário. Em 1906, já contava com cerca de 80 casas, além de ranchos de palha e casas de madeira cobertas com palha. Nessa época já existiam os hotéis Saúde e Sperb (este inaugurado em 1898).

Em 1898 começou a ser feito o roteiro de diligências puxadas a cavalo, que faziam o trajeto Porto Alegre-Tramandaí e também levava os frequentadores até a beira do mar. Em 1908 foi construída a primeira capela, denominada Nossa Senhora dos Navegantes. Em 1968 foi inaugurado o Terminal Marítimo Almirante Soares Dutra, também conhecido como TEDUT, pela Petrobras, para armazenamento de petróleo recebido de navios petroleiros, ao largo da costa. O petróleo era em seguida bombeado por oleoduto para a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), na cidade de Canoas.

 

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