São Paulo - Cultura - Ruas Históricas
Avenida-PrestesMaia - Foto-The-Photographer Licença Dominio proprio
Avenida-PrestesMaia - Foto-The-Photographer Licença Dominio proprio

Principais Ruas Históricas da Cidade de São Paulo

Rua Boa Vista
Denominação de origem popular que já aparece em documentos do século XVIII. Este é um dos raros exemplos de denominação dada pela população e que permanece até os dias de hoje na malha viária da cidade. Sua origem remonta ao século XVIII, uma vez que desde 1711 ela era conhecida com este nome. Mas, por que Boa Vista? A explicação é simples: em seu trajeto, a rua contorna a parte alta de um morro. A partir dela, os frequentadores, em tempos passados, podiam observar uma bela paisagem: a Várzea do Carmo (hoje Parque. D. Pedro II), os bairros do Brás e Pari, bem como um horizonte que chegava às encostas da Serra da Cantareira. Nesse sentido, todos tinham uma 'boa vista' das atuais zonas Norte e Leste da cidade.

Ladeira Porto Geral
Ao lado de outras denominações históricas como as ruas 'Direita', 'Boa Vista' ou 'da Quitanda', sobreviveu, na colina histórica de São Paulo, o nome da 'Ladeira Porto Geral'. Principal caminho para o Rio Tamanduateí ao tempo em que este corria ao lado da Rua 25 de Março, a ladeira, por isso mesmo, foi chamada inicialmente de 'caminho que vai para o Tamanduateí', e isso por volta de 1780. Não obstante, e como era muito comum nos séculos XVII e XVIII, ela era ainda era conhecida por diversos nomes como 'Beco do Barbas' (referência a um antigo barqueiro que residia nas imediações), 'Beco da Barra' e 'Beco do Quartim' (referência a Antonio Maria Quartim, proprietário de uma chácara na região).

Posteriormente, recebeu a denominação de 'Porto Geral de São Bento', e isso por dois motivos: o primeiro deles deve-se ao fato de que o 'porto', além de ficar nas proximidades do Mosteiro de São Bento, era também muito utilizado como atracadouro para as canoas carregadas de mercadorias provenientes das fazendas de São Caetano e que pertenciam ao Mosteiro. A designação 'Porto Geral', por sua vez, deve-se ao fato de que este não era o único porto no Rio Tamanduateí. Existiam ainda o da 'Tabatinguera' e, mais abaixo, o da 'Figueira' e o do 'Coronel Paula Gomes'. Porém, e em pouco tempo, o de 'São Bento' passou a ser o mais importante da região, visto que nele é que atracava o maior número de canoas recheadas de mercadorias vindas dos sítios e das roças ribeirinhas e das olarias de São Bernardo.

Rua da Quitanda
Denominação tradicional e de origem popular que relembra o comércio miúdo ali estabelecido no século XIX e que era chamado de -Quitanda-. Em 1822, ela era conhecida também como ?Rua do Cotovelo?, pois o seu traçado lembrava de fato um cotovelo dobrado. Esse cotovelo foi suavizado com o tempo através de retificações. Porém, ainda hoje podemos notar a curvatura da rua. A partir de meados do século XIX, os paulistanos a denominaram como -Quitanda-, uma vez que ela era a preferida pelas -quitandeiras-, mulheres que vendiam miudezas e alimentos cozidos ou in natura. Um antigo trecho, hoje integrado à Rua da Quitanda, e localizado entre as ruas Alvares Penteado e 15 de Novembro, era no passado conhecido como -Beco da Cachaça-, numa referência ao comércio de cachaça ali praticado.

Rua Direita
Um dos mais antigos logradouros da cidade de São Paulo, a Rua Direita foi aberta ainda no século XVI com o intuito de fazer a ligação do centro da cidade com a antiga estrada que levava à aldeia indígena de Pinheiros. Naquela época, ela iniciava-se no Largo da Sé e seguia em direção ao 'Piques' (atual largo da Memória e Praça da Bandeira). Ali iniciava a antiga Estrada de Sorocaba (atual Rua da Consolação) que levava até Pinheiros. Já em 1638 encontramos referências de sua existência na malha urbana. Naquela época ela era conhecida como 'Rua que vai para Santo Antônio', numa clara alusão à Igreja de Santo Antonio, localizada hoje na Praça do Patriarca.

Mais tarde, ela passou a ser conhecida como Rua Direita da Misericórdia para Santo Antônio, numa referência à Igreja da Misericórdia (hoje demolida) que localizava-se no Largo da Misericórdia. Encontramos também para ela o nome de Direita de Santo Antônio. De qualquer modo, a origem do nome ' Direita', estava sempre ligado à uma Igreja, seja a da Misericórdia, seja a de Santo Antônio. Nesse caso, temos aqui uma referência da tradição portuguesa de denominar as ruas principais de cada cidade como iniciando-se à Direita da porta principal de cada templo.

A seguir, um cronograma com os lugares históricos da cidade:

1825 - Um passeio pela rua 25 Março é muito agradável por conta da grande variedade de produtos, roupas e objetos de decoração que podem ser comprados a preços populares. A rua remonta a 1825, quando os imigrantes árabes abriram suas primeiras lojas na região. Além disso, o nome refere-se à data de criação da primeira Instituição brasileira em decreto assinado pelo imperador Dom Pedro I.
 
1827 - Com a independência do país (1822), São Paulo ganhou a sua Faculdade de Direito, uma grande instituição localizada no Largo São Francisco. O local foi responsável pela formação de figuras públicas importantes, que protagonizaram movimentos notáveis ​​na história do país, como por exemplo o movimento 'Diretas Já'.
 
1834 - A visita ao Solar da Marquesa, no centro da capital, oferece uma viagem para o ano de 1834, quando a Marquesa de Santos, amante do imperador Dom Pedro I, comprou a casa.
 
1890 - Esta é a data de fundação da BM&F / Bovespa. Hoje ela é considerada o maior centro de negócios de ações da América Latina.
 
1891 - Neste ano foi inaugurada a Avenida Paulista, a mais famosa avenida da cidade, onde os barões do café - ouro negro que movia a economia no século XIX - construíram suas mansões. Algumas dessas construções foram consideradas históricas, tais como a casa de Joaquim Franco de Mello construída em 1905 (número 1919 da avenida) e a Casa das Rosas, que foi de Ernesto Dias de Castro, construída em 1935 (localizada no número 37).
 
1901- Marca a data da fundação da Estação da Luz, inspirada pela Abadia de Westminster, em Londres. Pela estação passaram figuras notáveis ​​e imigrantes que chegavam à cidade durante o século XX. Perto dela está localizado o Museu da Lingua Portuguesa.
 
1910 - Um marco entre a antiga e a nova cidade de São Paulo, definido pelo Vale do Anhangabaú. Até a data da independência do país (1822), a área era propriedade do Barão de Itapetininga e, na região os habitantes comercializavam chá e agrião. Para chegar ao outro lado da colina, era necessário atravessar a ponte Lorraine, que em 1855 passou a se chamar Rua Formosa. A urbanização do local e redondezas começou com o projeto de construção do Viaduto do Chá, em 1877.
 
1929 - Uma visita ao Edifício Martinelli, projetado pelo italiano Giuseppe Martinelli, remete à data de construção do primeiro arranha-céu da América Latina. O edifício está situado no centro de São Paulo, entre a rua São Bento, a famosa Avenida São João e a rua Libero Badaró.
 
1932 - Ao passar pelos jardins da Avenida 23 de Maio, vê-se o Obelisco Ibirapuera (Mausoléu ) que remonta a 1932 e se pode rememorar a revolução Constitucionalista.  O monumento, onde estão os corpos de alguns dos constitucionalistas, foi inaugurado em 1955. A avenida também se refere à data em que quatro estudantes (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) foram mortos.
 
1933 - Nesta data se pode até lembrar da imagem de um delicioso sanduíche de mortadela. O Mercado Municipal de São Paulo, conhecido como Mercadão, foi aberto e está localizado perto da rua 25 de março.
 
1938 - Neste ano, se inaugurou a Estação Júlio Prestes, ponto de partida da importante ferrovia de transporte de mercadorias da indústria do café que tem nome alusivo a um antigo presidente brasileiro. O prédio abriga hoje, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e a Sala São Paulo (de concertos).
 
1954 - É o ano em que se comemorou o 400º aniversário da cidade de São Paulo. Na ocasião se inaugurou o Parque do Ibirapuera, o mais conhecido e freqüentado da cidade, e também foi construído o Monumento às Bandeiras.
 
1954 - O quarto centenário da capital também foi comemorado com a inauguração da Catedral e da Praça da Sé. Em frente à Catedral está o Marco Zero, um monumento de mármore em forma hexagonal que tem o desenho de um mapa das estradas que saem de São Paulo em direção aos outros estados.

 


 Fonte: Viajes Boletin

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