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História de Tiradentes
Igreja Matriz Tiradentes - Foto: Acervo Setur-Mg - Sergio Mourão
Igreja Matriz Tiradentes - Foto: Acervo Setur-Mg - Sergio Mourão

A Cidade de Tiradentes foi fundada por volta de 1702, quando os paulistas descobriram ouro nas encostas da Serra de São José, dando origem a um arraial batizado com o nome de Santo Antônio do Rio das Mortes. O arraial posteriormente, passou a ser conhecido como Arraial Velho, para diferenciá-lo do Arraial Novo do Rio das Mortes, a atual São João del Rei. Em 1718 o arraial foi elevado à vila, com o nome de São José, em homenagem ao príncipe D. José, Futuro rei de Portugal, passando em 1860, à categoria de cidade. Durante todo o século XVIII, a Vila de São José viveu da exploração de ouro e foi um dos importantes centros produtores de Minas Gerais.

No fim do século XIX os republicanos redescobrem a esquecida terra de Joaquim José da Silva Xavier, o 'Tiradentes', fazem uma visita cívica à casa do vigário Toledo, onde se tramou a Inconfidência Mineira. Mas foi o inflamado Silva Jardim que, de passagem por São José, sugere em seu discurso que o nome da cidade fosse trocado para o do herói, em lugar de um rei português. Com a proclamação da república, por decreto de número 3 do governo provisório do estado, datado de 06 de dezembro de 1889, recebe a cidade o atual nome 'Cidade e Município de Tiradentes'. Após longos anos de esquecimento, o conjunto arquitetônico da cidade foi tombado pelo então Serviço do patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), em 20 de abril de 1938, tendo sido, por isso, conversado quase intacto.

A Inconfidência Mineira
O imposto devido ao rei de Portugal aumentava dia a dia, oprimindo e desesperando o povo, que já não sabia mais de onde tirar ouro para atender a “Derrama”. Sonhos de liberdade e independência foram tomando corpo, alimentados põe leituras de Rousseau e Voltaire. E começou-se a conspirar. Um pretexto para a revolta foi a chegada do Visconde de Barbacena, então governador da Capitania (1788), encarregado de fazer vigorar nova e pesada taxa suplementar de impostos.

Pessoas inteligentes, cultas, estavam implicadas no plano: magistrados e poetas, como Cláudio Manuel da Costa, antigo secretário do governo, autor do poema “Vila Rica” e Tomás Antônio Gonzaga, que escreveu “Marília de Dirceu”, considerado como “o mais belo e célebre poema de amor da língua portuguesa”. O mais entusiasmado na conspiração era o alferes Joaquim José da Silva Xavier (1748 – 1792), apelidado de Tiradentes. “pela prenda de pôr e tirar os dentes”. Idealista, impetuoso e inocente; o alferes não se continha e espalhava a idéia por todos os cantos, o que lhe acabou sendo fatal. Tiradentes nasceu na Fazenda do Pombal, região do Rio das Mortes, hoje município de Ritápolis.

A Traição
Do movimento, mais tarde conhecido como “Inconfidência Mineira”, só restou o ideal, porque os conspiradores foram denunciados pelo Coronel Joaquim Silvério dos Reis, que contou o plano ao Visconde de Barbacena, traindo os companheiros em troca de pensão para o resto da vida, perdão de suas muitas dívidas e medalha para o peito infame. O Visconde de Barbacena imediatamente suspendeu a “Derrama” e mandou prender os inconfidentes. Os castigos incluíram desde pena de morte, degredo perpétuo ou temporário até confisco de bens. Cláudio Manuel da Costa, ao que consta, teria se enforcado na Casa dos Contos de Vila Rica, onde o levaram preso. Gonzaga seguiu desterrado para Moçambique, pois tivera a pena de morte comutada, assim como os outros. Todos, menos Tiradentes.

O Enforcamento
Tiradentes não negou a culpa, como os outros, e chamou a si a responsabilidade da conspiração. Desarmado pela própria pureza, abandonado na hora grave, sem defensores nem dinheiro, enfrentou três anos de prisão e suportou a desgraça sozinho. Conta-se que, quando o carrasco foi busca-lo na cela e, segundo o ritual, lhe pediu perdão pelo que iria fazer, o alferes humildemente lhe quis beijar os pés, as mãos e se lhe entregou sem resistência. O corpo de Tiradentes foi esquartejado e seus membros ficaram expostos em lugares diversos. A cabeça foi exibida como troféu em cima de um poste na praça de Ouro Preto que hoje tem seu nome.

Fonte: Ascom Prefeitura de Tiradentes e Secretaria da Cultura de Minas

 

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