História de Canindé do São Francisco
Canion Rio São Francisco -  Foto: Cleferson Comarela - Licença-cc-by-sa-3.0
Canion Rio São Francisco - Foto: Cleferson Comarela - Licença-cc-by-sa-3.0

Na década de 30 existiam dois povoados, Canindé de Cima e Canindé de Baixo, localizados entre morros. Com a construção da hidroelétrica de Xingó, os habitantes dessas povoações foram transferidos para uma “nova Canindé”, uma cidade planejada. Canindé do São Francisco tornou-se a cidade mais visitada do Sergipe após a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, responsável pela produção de 25% da energia consumida no estado.

A pequena Canindé, a 213 quilômetros de Aracaju, passou a ser o município mais visado do Estado - tanto comercialmente quanto politicamente - após a construção da hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco, que gera 25% da energia do Nordeste. A receita mensal do município, decorrente do ICMS da usina, era uma das mais baixas e de repente ultrapassou os R$ 2,5 milhões, só perdendo para a capital do Estado.

A partir da década de 90, a pacata cidade nascida de uma aldeia de pescadores passou a ter uma vida política conturbada, movida por assassinatos e corrupção. Por volta de 1936, às margens do Velho Chico existiam dois pequenos arruados situados entre morros, que ficaram conhecidos como Canindé de Cima e Canindé de Baixo. Essa povoação deixou de existir a partir da implantação da usina. A justificativa para a transferência da sede do município foi que, além da cidade não ter espaço para se expandir, situava-se na chamada área de risco da hidrelétrica.

Por causa disso, foi feito um trabalho de conscientização junto aos canindeenses para convencê-los da necessidade da transferência. Os governos municipal, estadual e federal uniram-se para que o projeto que custou US$ 3,5 bilhões se concretizasse. Com a mudança da cidade, alguns moradores receberam indenização, mas a maioria fez permuta por uma casa na cidade planejada.

A nova Canindé foi construída pela Chesf - Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - e entregue aos moradores. A cidade, apesar de projetada, com áreas administrativa, comercial e residencial, não foi estruturada o suficiente para receber a quantidade de gente que procurou o local com o sonho de melhorar de vida.

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