Historia de Maputo
Estacão Ferroviaria de Maputo (Foto: Maurits Marjol )
Estacão Ferroviaria de Maputo (Foto: Maurits Marjol )

Na margem norte do Estuário do Espírito Santo Estuário da Baía de Maputo, em uma entrada para o Oceano Índico, a cidade de Lourenço Marques foi fundada e nomeada em homenagem ao navegador português que, com António Caldeira, foi enviado em 1544 pelo governador de Moçambique em uma viagem de exploração. As fortalezas e feitorias que os portugueses estabeleceram, abandonaram e reocuparam na margem norte do rio, eram todas chamadas de 'Lourenço Marques'. A cidade atual data de cerca de 1850, visto que o assentamento europeu anterior foi totalmente destruído pelos nativos. A cidade desenvolveu-se em torno de uma fortaleza portuguesa concluída em 1787.

Em 1871, a cidade era descrita como um lugar pobre e com ruas estreitas, mas a crescente importância de Transvaal levou a um maior interesse do Império Português. Uma comissão foi enviada pelo governo português em 1876 para drenar a terra pantanosa perto do assentamento e construir um hospital e uma igreja. Uma cidade desde 1887, Maputo passou a substituir a Ilha de Moçambique como a capital de Moçambique em 1898. Em 1895, a construção de uma estrada de ferro para Pretória, na África do Sul, causou um aumento populacional.

No início do século XX, com um porto bem equipado, com píeres, cais, galpões de desembarque e guindastes elétricos, o que permitia que grandes navios pudessem descarregar cargas direto para o transporte ferroviário, a cidade de Lourenço Marques desenvolveu-se sob domínio português e alcançou grande importância como uma cidade cosmopolita.

Com o crescimento contínuo da população da cidade e de sua economia em expansão centrada no porto, a partir de 1940, o governo de Portugal construiu uma rede de escolas primárias e secundárias, escolas industriais e comerciais, bem como a primeira universidade na região, a Universidade de Lourenço Marques, inaugurada em 1962. As comunidades de portugueses, islâmicos (incluindo ismaelitas), indianos (inclusive do Estado Português da Índia) e chineses (incluindo macaenses) conseguiram alcançar grande prosperidade através do desenvolvimento de setores industriais e comerciais da cidade. No entanto, a maioria da população africana nativa não conseguia se desenvolver economicamente.

Antes da independência de Moçambique em 1975, milhares de turistas da África do Sul e da Rodésia (atual Zimbábue) frequentavam a cidade e suas praias, hotéis, restaurantes, cassinos e bordéis. A Frente de Libertação de Moçambique, ou FRELIMO, formada na Tanzânia em 1962 e liderada por Eduardo Mondlane, lutou pela independência do domínio português. A Guerra de Independência de Moçambique durou mais de 10 anos, terminando apenas em 1974, quando o regime do Estado Novo foi derrubado em Lisboa por um golpe militar de esquerda - a Revolução dos Cravos. O novo governo português então concedeu independência a todos os territórios ultramarinos portugueses.

Fonte: Wikipédia

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