Paulo Gaudenzi, referência em Turismo, avalia segmento

 18/03/2018  |  Postado por: Redação Visite o Brasil
Paulo Gaudenzi - Foto: Alô Alô Bahia
Paulo Gaudenzi - Foto: Alô Alô Bahia

Paulo Gaudenzi, considera que hoje não há espaço no mercado para amadores no segmento do Turismo, ou seja, é preciso planejamento para quem deseja investir no ramo. 'Como para os governos também é necessário o planejamento, gestão, inovação e capacitação para as ações da iniciativa privada'.

Paulo Gaudenzi, ex-secretário da Cultura e do Turismo do Estado da Bahia, referência no Brasil no segmento turístico, participou, no dia 14 de março, da 6ª Edição do Ciclo de Palestras, na Sede do Sistema Fecomércio. Falará sobre “Planejamento em Turismo- Uma experiência Vitoriosa”. Ao longo da carreira, Gaudenzi proferiu mais de 150 conferências e palestras no País e no mundo. Desde 2007, presta serviço de consultoria para empresas e órgãos dos governos, contribuindo com sua experiência e expertise no setor.

Em 2010, foi responsável por realizar o Plano Emergencial de Turismo para Fortaleza. O projeto tinha por finalidade acelerar as possibilidades de eventos na cidade. Além disso, realizar atividades para aumentar a oferta turística da Capital, através de novos roteiros turísticos a serem criados e ofertados pelo receptivo local.

Em relação ao investimento de US$ 124 milhões que o Estado do Ceará receberá do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) para o desenvolvimento da Cultura e Turismo, anunciado no último xxx (cita data), o ex-secretário da Cultura e do Turismo do Estado da Bahia explica sobre a importância de um planejamento, e como o Plano Emergencial de Fortaleza pode servir de base para os futuros projetos. “Todo planejamento que se realiza numa área ou para determinados produtos, sempre serve para estudo dos acontecimentos sobre o que foi ou não realizado e, assim, sempre enriquece o que vai ser estudado e proposto em um próximo plano, como no caso do projeto que foi apresentado a CAF”, ressalta, Paulo Gaudenzi.

Ele afirma que opinar sobre o que pode ser contemplado, é possível apenas ao conhecer o diagnóstico e a análise dos equipamentos mais prioritários para Fortaleza. No entanto, o especialista avalia que o aumento da oferta turística de qualidade é fundamental para o produto, inclusive na busca do aumento da permanência média do visitante. “Esse valor em dólares dará para se criar ofertas que sejam inusitadas, reforçando e consagrando o Destino. Aliás, cabe aqui dizer, independente dos porquês, o projeto do Aquário deveria entrar no foco para que fosse concluído. Será um grande e importante equipamento diferenciado, marcante, científico, de estudo e de lazer”, analisa.

Além disso, Paulo Gaudenzi, considera que hoje não há espaço no mercado para amadores no segmento do Turismo, ou seja, é preciso planejamento para quem deseja investir no ramo. “Como para os governos também é necessário o planejamento, gestão, inovação e capacitação para as ações da iniciativa privada. No mundo competitivo, não está mais sobrando espaço para amadorismo”, disse. Falando em gestão pública, ao ser questionado como avalia a criação do Ministério do Turismo para o fomento do setor, o ex-secretário da Cultura e do Turismo do Estado da Bahia, é claro: “ Entre os anos 2000 e 2016, praticamente o Turismo foi de resultados iguais, mas gastando mais para os mesmos números de visitantes. Tivemos um pouco mais na Copa da Fifa em 2014, mas com que reflexos, de gastos esportivos e desmoralizantes”, examina.

Na sua concepção, ao avaliar o desempenho da parceria entre os setores público e privado, Gaudenzi sugere algumas medidas para o melhor desempenho do segmento. “Acho que os atores poderiam dar muito mais de si pelo sucesso do Turismo. O Governo diminuir a ideia de controles, investir mais em infraestrutura. O ator privado precisa deixar de, muitas vezes, querer esperar sempre por ações estatais. Os papéis têm que ser revistos”, observa.

 

Por: Redação Visite o Brasil
Salvador / BA
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