A inesgotável riqueza do artesanato brasileiro produzido em Tocantins

 14/10/2017  |  Postado por: Jussara Assuncao
Peças artesanais de capim dourado - Foto: Secom-To
Peças artesanais de capim dourado - Foto: Secom-To

Passada de geração em geração, com uma tradição advinda dos índios Xerentes, a aparição do capim dourado como artesanato para um grande público  teve início no ano de 1993, na primeira edição da FECOARTE (Feira de Folclore, Comidas típicas e Artesanato do Estado do Tocantins), ocorrida em Palmas-TO, incentivada pela primeira-dama do estado, Eleusa Miranda Costa e despertou o reconhecimento do publico e autoridades presentes, classificando o artesanato de Mateiros em primeiro lugar pela originalidade das suas peças.

A arte foi aprendida por moradores da comunidade quilombola da Mumbuca e chegou ao Jalapão em meados de 1920 pelas mãos de índios Xerentes. Os pequenos maços de hastes do capim dourado são costurados com uma fibra fina e resistente obtida de folhas novas da palmeira buriti (Mauritia flexuosa). Essas espécies nascem naturalmente no Cerrado do Brasil Central e são muito abundantes nessa região.

O Capim dourado é uma matéria-prima exclusivamente da região do Jalapão, no estado do Tocantins, o qual é utilizado na confecção de peças artesanais à exemplo de: pulseiras, brincos,  chaveiros, bolsas, cintos, vasos e peças de decoração. O nome capim dourado advém da semelhança com o ouro, embora seja chamado de capim, na realidade, o 'Capim Dourado' (Syngonanthus nitens) pertence à família das sempre-vivas.

O artesanato feito em capim dourado tem sido cada vez mais valorizado mundialmente, e o seu principal foco de venda é para a exportação. Algumas peças chegam a alcançar em torno de US$500 dólares.

A principal localidade, onde começou o desenvolvimento da produção artesanal no estado do Tocantins, é em Mumbuca, um vilarejo localizado no município de Mateiros.  Hoje em dia esses artesanatos também são produzido em outras localidades da região do Jalapão.

Atualmente, o capim dourado é protegido por diversas leis que regulamentam a forma e bem como, a época da colheita, para se evitar sua extinção e só pode ser extraído entre 20 de  Setembro e 20 de Novembro, conmo também é terminantemente proibido a retirada do material “in natura” da região e sendo permitido unicamente que as peças já finalmente produzidas para a comercialização  saiam do estado, objetivando assim a sustentabilidade social, ambiental e econômica do local.

Aliada às leis de proteção que cercam o capim dourado, sua fama adquirida faz jus ao seu nome e transforma essa matéria-prima numa belíssima joia artesanal e é  motivo de orgulho para a região do Jalapão, bem como para todo o País, o qual se firma ainda mais como uma fonte inesgotável de riquezas naturais se destacando em todo o mundo, pela aplicação artística desses talentosos e notórios artesãos brasileiros.

Atualmente, as peças já produzidas em capim dourado podem ser encontradas em diversas partes do Brasil.

Por: Jussara Assuncao
Estancia / SE
Jornalista MTB-Ba 4840, Prêmio Qualidade Tribuna do Interior - (4o ano consecutivo) Poeta, Diretora de Jornalismo Revista Visite a Bahia e Sergipe também; Editora Revista do Desenvolvimento Prefeitura Estância (Se) e Colaboradora diversos jornais de Sergipe há 30 anos.
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Colheita do Capim Dourado - Foto: Secom-To
Colheita do Capim Dourado - Foto: Secom-To
Colheita do Capim Dourado - Foto: Secom-To
Mandala de Capim Dourado - Foto: Vchoi - Licença: CC-BY-3.0
Colheita do Capim Dourado - Foto: Secom-To
Colheita do Capim Dourado - Foto: PGR-To
Colheita do Capim Dourado - Foto: Governo do Tocantins
Colheita do Capim Dourado - Foto: Viramundo e Mundovirado
Capim Dourado-Foto: Divulgação-Agência Tocantinense de Notícias
Peças pós produção - Foto: Vchoi - Licença: CC-BY-25
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