O Turismo de negócios deixou de ser apenas um segmento estratégico para se tornar um dos grandes motores da economia turística brasileira. Em 2025, o setor alcançou um faturamento histórico de R$ 13,7 bilhões, segundo dados consolidados da Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas). O número não apenas supera marcas anteriores como confirma uma tendência clara: viajar a trabalho voltou a ser prioridade para empresas, eventos e organizações de todos os portes.
Após anos de instabilidade e adaptação, o mercado corporativo retomou o fôlego com força, impulsionado principalmente pela retomada dos eventos presenciais, pela expansão do setor aéreo e pela alta taxa de ocupação hoteleira em destinos estratégicos. O resultado é um cenário de crescimento sólido — e, ao que tudo indica, sustentável.
Turismo de negócios consolida retomada e amplia protagonismo
O avanço do Turismo de negócios em 2025 não aconteceu por acaso. Ele é fruto de uma combinação de fatores que incluem a normalização das agendas corporativas, o retorno de grandes feiras e congressos e a necessidade, cada vez mais clara, de encontros presenciais para geração de negócios.
De acordo com a Abracorp, os serviços aéreos e a hotelaria responderam pela maior fatia do faturamento. As companhias aéreas ampliaram rotas e frequências voltadas ao público corporativo, enquanto hotéis adaptaram seus serviços para atender demandas específicas desse perfil: salas de reunião, conectividade de alta qualidade e localização estratégica próxima a centros financeiros e de convenções.
Eventos presenciais voltam ao centro da estratégia
Se durante a pandemia o ambiente virtual ganhou protagonismo, em 2025 o mercado deixou claro que ele não substitui totalmente o contato humano. Congressos, feiras setoriais, workshops e encontros institucionais voltaram a movimentar aeroportos e redes hoteleiras em todo o país.
Destinos como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba se consolidaram como polos nacionais, enquanto capitais do Nordeste também ampliaram sua participação, beneficiadas por infraestrutura renovada e maior conectividade aérea.
Aviação e hotelaria lideram faturamento do setor
O desempenho do Turismo de negócios está diretamente ligado ao comportamento desses dois pilares. Juntos, eles concentram a maior parte da receita e funcionam como termômetro da atividade econômica corporativa.
Na aviação, houve crescimento tanto no número de viagens quanto no ticket médio, reflexo da maior previsibilidade das agendas empresariais. Já a hotelaria corporativa registrou taxas de ocupação elevadas durante a semana, com destaque para hotéis de categoria média e executiva.
Hospedagem se reinventa para o público corporativo
Mais do que oferecer um quarto confortável, os hotéis passaram a investir em experiências funcionais: check-in ágil, espaços híbridos de trabalho, alimentação adaptada a agendas intensas e serviços personalizados. Essa mudança de mentalidade ajudou a elevar o padrão do setor e aumentar a fidelização do viajante corporativo.
Segundo o Ministério do Turismo, iniciativas voltadas à qualificação de destinos e à promoção de eventos internacionais também contribuíram para esse cenário positivo . Informações institucionais e programas de incentivo podem ser consultados diretamente no portal oficial do governo federal.
Perspectivas para 2026 indicam novo recorde
Se 2025 já entrou para a história, 2026 promete ir além. A Abracorp projeta um novo crescimento, sustentado pela ampliação do calendário de eventos, pela entrada de novas empresas no mercado corporativo e pela maior integração entre turismo e economia criativa.
O Turismo de negócios passa a ser visto não apenas como deslocamento profissional, mas como parte de uma cadeia mais ampla, que envolve cultura, gastronomia, inovação e sustentabilidade. Empresas estão mais atentas ao impacto das viagens e buscam soluções eficientes, sem abrir mão da experiência do colaborador.
Brasil ganha força no cenário internacional
Outro fator relevante é o reposicionamento do Brasil como destino competitivo para eventos internacionais. Com centros de convenções modernizados e uma oferta cultural rica, o país volta ao radar de organizadores globais.
Um exemplo desse movimento pode ser observado em destinos que unem lazer e negócios, como apontado em reportagens especiais do portal
? https://visiteobrasil.com.br/turismo-de-eventos-e-negocios-no-brasil
que analisam como o setor vem se reinventando e atraindo novos públicos.
Muito além dos números: impacto econômico e social
O crescimento do Turismo de negócios gera reflexos que vão além das estatísticas financeiras. Ele movimenta cadeias produtivas inteiras, gera empregos qualificados e estimula investimentos em infraestrutura urbana e turística.
Restaurantes, serviços de transporte, empresas de tecnologia e produtores culturais também se beneficiam desse fluxo constante de viajantes corporativos. É um tipo de turismo menos sazonal, mais previsível e com alto potencial de geração de valor para os destinos.
Um setor mais maduro e estratégico
Ao atingir um novo recorde histórico, o segmento mostra maturidade e capacidade de adaptação. O desafio agora é manter o crescimento com planejamento, inovação e integração entre setor público e iniciativa privada.
Se as projeções se confirmarem, 2026 não será apenas mais um bom ano — será a consolidação definitiva de um setor que aprendeu a atravessar crises e sair delas ainda mais forte.




