Segundo o IBGE, o estado tem uma população
de 5.866.568 de habitantes (2005), (mas já existem
alguns dados de 2006, com fonte do IBGE [1] que dizem que
a população de Santa Catarina é de
5.958.295 habitantes) e uma densidade populacional de 61,53
hab./km². As cidades mais populosas de Santa Catarina
são: Joinville, Florianópolis, Blumenau, São
José, Criciúma, Lages, Itajaí, Chapecó,
Jaraguá do Sul, Palhoça e Tubarão.
Etnias
Ver artigo principal: Etnias de Santa Catarina.
Composição da População
Brancos 88,1%
Pardos 9%
Negros 2,7%
Amarelos ou Indígenas 0,2%
A população do estado de Santa Catarina é
formada por mais de cinqüenta etnias, sendo as predominantes
descendentes de portugueses, alemães, italianos e,
em menor medida, eslavos (poloneses), ucranianos, lituânios,
judeus, holandeses, suíços, austríacos,
franceses,ingleses, irlandeses, suecos, dinamarqueses ,
checos, eslovacos, gregos, sirios, malteses, etc .
Portugueses
Os portugueses, em sua maioria açorianos, começaram
a chegar em Santa Catarina em 1750, para que colonizassem
e protegessem o Sul do Brasil de eventuais ataques de espanhóis.
Os castelhanos, vindos da Argentina, estavam invadindo terras
lusitanas no Brasil meridional. Foram fundadas colônias
açorianas em pontos estratégicos no litoral
de Santa Catarina, que mais tarde se espalharam por outras
zonas do Sul do Brasil. Até 1753, deram entrada 6.492
açorianos no Sul do Brasil, correspondendo a um terço
de toda a população catarinense do fim do
século XVIII.
Alemães
A imigração alemã em Santa Catarina
deu início em 1829, quando os primeiros 523 alemães,
oriundos de Bremen, fundaram a colônia São
Pedro de Alcântara. A vinda de alemães para
o Brasil foi incentivada pelo Imperador Dom Pedro I, que
pretendia povoar o Brasil meridional e fazer a economia
da região crescer.
Diversas outras colônias alemãs foram criadas
no estado e foram-se expandido pelo interior. As mais bem-sucedidas
foram as colônias de Blumenau, em 1850, e de Joinville
em 1851 . As duas colônias foram as responsáveis
pelo sucesso da colonização alemã no
estado, pois foi através delas que os imigrantes
alemães se expandiram.
Os alemães mantiveram-se isolados durante décadas
em suas colônias, mantendo pouco contato com o restante
da população do Brasil. Como conseqüência,
os alemães conseguiram manter sua língua e
costumes intactos, sem receber muitas influências
externas. Esse isolamento fez nascer em Santa Catarina uma
forte raiz germânica, sentida em vários aspectos
da sua população.
O estado de Santa Catarina possui hoje o maior número
de descendentes de alemães no Brasil. Cerca de 40%
da população catarinense é de origem
alemã.
Italianos
Foi a corrente imigratória mais numerosa já
recebida por Santa Catarina. Os italianos começaram
a chegar ao estado em 1875, provenientes principalmente
das regiões do Vêneto e da Lombardia. Assim
como ocorreu com os alemães, foram criadas dezenas
de colônias etnicamente italianas, sendo as mais prósperas
na região do Vale do Rio Tubarão. As primeiras
colônias italianas foram fundadas no litoral de Santa
Catarina. O clima um pouco mais quente e as doenças
tropicais afetaram os imigrantes, o que levou as colônias
ao fracasso. No início do século XX, italianos
vindos do Rio Grande do Sul passaram a migrar para o Oeste
de Santa Catarina, e ali as colônias italianas prosperaram.
Aproximadamente 30% da população de Santa
Catarina descende de italianos.
Polacos ou Poloneses
Em agosto de 1869, chegou ao porto de Itajaí, a bordo
do navio "Vitória", o primeiro grupo de
emigrantes polacos/poloneses da Alta Silésia. Eram
eles: Francisco Polak, Nicolau Wos, Boaventura Polak, Tomás
Szymanski, Simão Purkot, Filipe Kokot, Miguel Prudlo,
Simão Otto. Ao todo 64 pessoas. Foram assentados
na colônia Brusque, na região de "Sixteen
Lots".
Aproximadamente 5% da população de Santa
Catarina descende de polacos/poloneses (280 mil pessoas).