Os rios catarinenses se dirigem para duas vertentes:
a do Atlântico e a do Paraná. Os que drenam
as Zonas de São Francisco, Itajaí, Florianópolis
e Laguna se orientam no sentido do mar, enquanto os que
drenam áreas do Planalto de Canoinhas, Alto Rio Negro,
Campos de Lajes, Joaçaba e Chapecó estão
vinculados à Bacia Platina, constituindo-se as principais
artérias tributárias de grande coletores como
o Iguaçu e o Uruguai.
As bacias hidrográficas litorâneas cobrem
área mais extensa do que as Bacias do Iguaçu
e Uruguai. Muitas bacias litorâneas, como a do Tubarão,
Araranguá, Itajaí-Açu têm como
divisor a escarpa da Serra Geral. Algumas situadas na porção
Nordeste do estado têm como divisor, entre duas vertentes,
as Serras Cristalinas, enquanto outras, da porção
centro oriental, têm divisores inscritos na própria
região da vertente Atlântica. A principal linha
divisória, responsável pela orientação
geral da drenagem é representada pela escarpa da
Serra Geral, um tanto retalhada pela erosão regressiva
que tende ao recuo das cabeceiras.
Este fenômeno de erosão regressiva é
exaltada, entre os fornecedores Itajaí-Açu
que escavaram e removeram sedimentos paleozóicos,
de resistências menor do que os basaltos da Serra
Geral. É provável que esta ação
tenha sido também condicionada por dobras de fundo
que lhe acentuaram o gradiente dos perfis dos rios, aumentando-lhes
o poder de erosão e transporte. De qualquer modo,
a resultante geral consiste na ampla bacia hidrográfica
da vertente Atlântica que se interioriza mais do que
as outras, possibilitando a mais aberta articulação
entre o Litoral e o Planalto, através dos vales entalhados
dos cursos superiores.
No Planalto, a Serra do Espigão representa outro
divisor importante que separa as águas que rumam
para o Norte, para o Iguaçu, e as que descem num
rumo geral para Sudoeste, em direção ao Rio
Uruguai.
O regime pluviométrico do estado e de áreas
próximas é caracterizado pela relativa regularidade
da distribuição do montante de chuvas anuais.
O comportamento dos rios, sob o ponto de vista de suas pulsações,
reflete bem essa distribuição regular de chuvas,
pois são abastecidos de águas que descem das
encostas e que indiretamente fluem dos lençóis
subterrâneos durante o ano, com variações
poucos acentuadas.
A cidade de Blumenau é uma das que têm sido
vitimadas por inundações do Rio Itajaí-Açu,
enquanto outras localidades ao longo do vale não
são afetadas na mesma época. A disposição
do traçado é linear, acompanhando o terraço
fluvial que, em realidade, constitui seu leito maior.
A planície deltaica do Rio Tubarão se presta
para maior utilização da rizicultura. As enchentes
da região, em muitos casos, ao contrário de
trazerem malefícios, são fatores de desenvolvimento
de atividades econômicas.
As Bacias do Iguaçu e do Uruguai não apresentam
casos particulares de rupturas acentuadas dos níveis
das águas de modo a significar problemas graves para
as populações. Tanto um quanto outro são
tributários do Rio Paraná, coletando considerável
massa d`água de numerosos fluxos que drenam áreas
catarinenses e de outros estados.