O estado do Rio Grande do Sul ocupa uma área
de 282.062km² e com fuso horário -3 horas em
relação a hora mundial GMT. Todo o seu território
está abaixo do Trópico de Capricórnio.
No Brasil, o estado faz parte da região Sul, fazendo
fronteiras com o estado de Santa Catarina e dois países:
Uruguai e Argentina. É banhado pelo oceano Atlântico
e possui duas das maiores lagoas do Brasil, e a maior lagoa
de água doce do mundo: a Lagoa dos Patos.
Relevo
Ver artigo principal: Relevo do Rio Grande do Sul.
O relevo gaúcho é bastante variado, com um
planalto ao norte, depressões no centro e planícies
costeiras. Ao norte, ultrapassando os 1000 metros e podendo
chegar a menos de 100 metros no Vale do Taquari.
O ponto culminante do estado é o Pico do Monte Negro,
em São José dos Ausentes, nos Campos de Cima
da Serra, com 1410 metros, à beira da Serra Geral.
O Rio Grande do Sul tem quatro unidades morfológicas:
Planalto Meridional, Depressão Central, Escudo Sul-Rio-Grandense
e Planície Costeira.
Planalto meridional
Cânion de Itaimbezinho.Formado por rochas basálticas
da era Mesozóica, essa área fica a nordeste
do estado, onde se encontram as partes mais altas do estado,
podendo chegar aos 1000 metros. O ponto mais alto é
o Pico do Monte Negro, na cidade de São José
dos Ausentes, com 1410 metros. O relevo rio-grandense é
caracterizado por coxilhas suaves e vales rasos. Sem transição,
as ondulações suaves dão lugar à
paredões verticais e rochas basálticas.
Com uma altitude média de 950 metros, nos dias claros
pode-se divisar o oceano Atlântico desde as bordas
dos cânions, bem como diversas cidades próximas
da costa, como Praia Grande (SC) ou Torres (RS). Formado
a partir de intensas atividades vulcânicas havidas
há milhões de anos, sucessivos derrames de
lava vieram originar o Planalto Sul brasileiro, coberto
por campos limpos, matas de araucárias e inúmeras
nascentes de rios cristalinos. Ao leste, este imenso platô
é subitamente interrompido por abismos verticais
que levam à região litorânea, daí
originando-se o nome de Aparados da Serra. Em alguns pontos,
decorrentes de desmoronamentos, falhas naturais da rocha
e processos de erosão, encontram-se grandiosos cânions,
tais como o Itaimbezinho.
O Itaimbezinho é um cânion (ou desfiladeiro)
situado no Parque Nacional de Aparados da Serra, a cerca
de 170 quilômetros ao nor-nordeste de Porto Alegre,
próximo à fronteira do estado de Santa Catarina.
O cânion tem uma extensão de 5,8 quilômetros,
com uma largura máxima de dois quilômetros
e uma altura máxima de cerca de 700 metros, sendo
percorrido pelo arroio Perdizes. Dentre estes, existem outros
como Churriado, o Malacara e o Fortaleza.
Depressão central
Ao centro do estado fica a Depressão Central, que
são terrenos de baixa altitude ligados de leste a
oeste, beirados por terras baixas, não passando de
400 metros de altitude, onde se encontram importantes cidades
como Porto Alegre, Santa Maria, Bagé e São
Gabriel.
Escudo sul-rio-grandense
Logo ao sul localiza-se o Escudo Sul-rio-grandense, também
conhecido como Serras de Sudeste, que é formado de
rochas do período Pré-Cambriano e, por isso,
desgastado pela erosão. O ponto mais alto não
ultrapassa os 600 metros de altitude. Abrange cidades como
Camaquã e Canguçu.
Planície costeira
Ver artigo principal: Veja a lista de lagoas do RS.
Abrange toda a faixa litorânea do Rio Grande do sul
e algumas áreas da Grande Porto Alegre, onde o terrenos
estão em baixa altitude. Corresponte a uma faixa
arenosa com mais de 622 quilômetros de extensão,
com grande ocorrência de lagunas e lagos. As mais
famosas são: Lagoa dos Patos, Lagoa Mirim e Lagoa
da Mangueira. Na cidade de Torres, se localiza a única
ilha oceânica do estado, a Ilha dos Lobos.
Abrange o porto mais importante do estado, o de Rio Grande,
e cidades como Torres e Capão da Canoa.