População 9.563.458 (2000).
Densidade 48 hab./km² (2000).
Crescimento demográfico 1,4% ao ano (1991-2000).
População urbana 81,4% (2000).
Domicílios 2.664.276 (2000).
Carência habitacional 260.648 (est. 2000).
Acesso à água 83,6%;
Acesso à rede de esgoto 53% (2000).
IDH 0,787 (2000).
Segundo o censo de 2000, o estado do Paraná tem
uma população de 9.564.643 habitantes. Em
relação ao ano de 1991, quando a população
era de 8.415.659, esses números mostram uma taxa
de crescimento anual de 1,4%, inferior a do Brasil como
um todo (1,6% para o ano de 2000). Ainda segundo o censo
de 2000, o Paraná é o sexto estado mais populoso
do Brasil e concentra 5,63% da população brasileira.
Do total da população do estado, 4.826.038
habitantes são mulheres e 4.737.420 habitantes são
homens. Para 2005, a estimativa é de 10.261.856 habitantes.
Esse crescimento é explicado não só
pelo aumento natural da população paranaense,
mas também pela entrada de colonos vindos principalmente
de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e
Minas Gerais, atraídos, pelos solos férteis
de matas ainda virgens.
O censo de 2000 revelou que a população urbana
do Paraná é hoje maior que a população
rural. Cerca de 81,5% dos habitantes do estado moram nas
cidades. A densidade demográfica estadual é
de 47,9 hab./km².
Rede demográfica
A distribuição dos grandes municípios
do Paraná é de certa forma bem homogênea.
No leste a Região Metropolitana de Curitiba (RMC)
engloba diversos municípios, contando com cerca de
3 milhões de habitantes. No norte Londrina e Maringá
polarizam outra região fortemente povoada. No oeste
a cidade de Cascavel com quase 280 mil habitantes e Toledo
com pouco mais de 100 mil criam outra zona fortemente povoada,
além de Foz do Iguaçu, que juntamente com
Ciudad del Este no Paraguay e Puerto Iguazu na Argentina
formam uma aglomeração de quase 700 mil habitantes.
A região central do Paraná a despeito da baixa
densidade populacional ainda sim conta com Guarapuava com
cerca de 160 mil habitantes e Ponta Grossa, um pouco mais
ao leste, com cerca de 300 mil.
Etnias
Cor/Raça Porcentagem
Brancos 76%
Negros 2%
Pardos 22%
A população do Paraná é composta
basicamente por brancos, negros e indígenas. No Brasil
colonial, os colonizadores espanhóis foram os primeiros
a iniciar o povoamento no território paranaense.
Os portugueses e seus descendentes são a maioria
da população do Estado. Existe também
uma grande e diversificada população de descendentes
de imigrantes, tais como italianos, alemães, poloneses,
ucranianos, japoneses e árabes. Há também
minorias de imigrantes holandeses, coreanos, chineses e
búlgaros.
Portugueses
Os portugueses e seus descendentes constituem a maioria
da população, não só por ter
sido o elemento colonizador, mas também por ser o
único que não sofre restrições
numéricas de entrada no Brasil. Aos portugueses,
devemos a nossa língua, a religião, a base
de nossa organização política, a cultura
e a base de nossas instituições jurídicas.
Estão presentes em todo o Paraná.
Espanhóis
Os espanhóis entraram no Brasil notadamente na época
do Brasil Colônia, quando Portugal pertencia à
Espanha. Localizaram-se junto às grandes cidades
como São Paulo e Rio de Janeiro. No estado do Paraná,
além de se concentrarem na região de Curitiba
e de Jacarezinho, descendentes de espanhóis (argentinos
e paraguaios) são encontrados na fronteira com o
Paraguai e a Argentina, principalmente na região
de Foz do Iguaçu.
Italianos
Os italianos começaram a chegar em maior número
ao Brasil a partir de 1871. Dirigiram-se principalmente
ao estado de São Paulo, onde se dedicam à
cultura cafeeira e às atividades industriais. Também
são numerosos no Rio Grande do Sul, onde se dedicam
ao cultivo e à fabricação do vinho.
No Paraná, imigrantes italianos se estabeleceram
a princípio no litoral (Alexandra e Morretes), porém,
por causa das condições adversas do lugar,
seus núcleos não progrediram. A maior parte
transferiu para os arredores de Curitiba, Colombo e Santa
Felicidade, onde cultivam a uva e fabricam o vinho. Também
são muito expressivos nas regiões norte e
oeste, devido à migração interna. A
influência italiana nos usos e costumes da população
paranaense pode ser constatada através de sua comida
típica e do artesanato em peças de vime, encontrados
em Santa Felicidade.
Alemães
Os alemães formam um dos mais importantes grupos
da imigração brasileira. Sua influência
é muito notada no Sul do Brasil onde marcaram a paisagem
com suas habitações típicas. Dirigiram-se,
a partir de 1824, para Santa Catarina e o Rio Grande do
Sul. Ao Paraná, os primeiros imigrantes chegaram
em 1829, estabelecendo-se em Rio Negro. A partir de 1878,
alemães do Volga (alemães-russos), estabeleceram-se
nos Campos Gerais, próximos à Ponta Grossa
e Lapa. Em 1951, alemães que se transferiram-se de
Santa Catarina para o Paraná, fundaram a colônia
Witmarsum, no município de Palmeira. Este núcleo
centraliza várias aldeias numa cooperativa, onde
seus habitantes industrializam o leite. Alemães "suábios
do Danúbio" fundaram, no município de
Guarapuava, a colônia Entre Rios, onde se dedicam
à agricultura. No norte, os alemães se concentram
em Cambé e em Rolândia, que realiza, todo ano,
a mais famosa Oktoberfest do Paraná. Também
são bastante numerosos em Curitiba.
Holandeses
Os holandeses (ou mais corretamente, "neerlandeses"),
apesar de serem pouco numerosos, trouxeram grandes benefícios
ao Paraná. Dirigiram-se, em 1911, para os Campos
de Castro onde introduziram com êxito a pecuária
leiteira e sua industrialização, dando origem
à Cooperativa Agro-Pecuária Batavo. Seus principais
núcleos estão em Carambeí, Castrolanda
e Arapoti.
Ainda de origem germânica, estabeleceram-se, em proporções
menores em terras paranaenses: austríacos, suíços,
ingleses e estadunidenses.
Poloneses
Os poloneses formam o grupo mais numeroso de imigrantes
do Paraná, ao lado dos ucranianos, outro segundo
grupo de imigrantes eslavos. Começaram a chegar em
1871, distribuindo-se pelos arredores de Curitiba (Pilarzinho,
Abranches, Santa Cândida), Araucária (Tomás
Coelho), São José dos Pinhais, Contenda e
Campo Largo. Também se expandiram pelo centro-sul,
formando colônias em Mallet, Cruz Machado, São
Mateus do Sul, Irati, Palmeira, União da Vitória,
Prudentópolis e vários outros locais. Em Londrina,
temos a colônia de Warta, fundada por migrantes vindos
de Santa Catarina.
Ucranianos
Os ucranianos distinguem-se dos poloneses pela língua,
pelos costumes e pela sua origem histórica. Povo
agrícola, vindo da Ucrânia, trouxe o estilo
bizantino de suas igrejas, seus trajes bordados e suas danças
típicas. Formam núcleos importantes em Prudentópolis,
Ponta Grossa, União da Vitória, Cruz Machado,
Vera Guarani, Rio Azul, Ivaí, Apucarana, Campo Mourão
e Curitiba. O início da imigração ucraniana
deu-se em 1891.
Árabes e judeus
O maior grupo de brancos asiáticos encontrados no
Brasil pertence aos povos semitas da Ásia Menor.
São os judeus, os árabes, os sírios
e os libaneses que, espalhados pelas grandes cidades, dedicam-se
tra dicionalmente ao comércio.
Praça do Japão, homenagem à imigração
japonesa, em Curitiba (PR).
Japoneses
Os japoneses são os asiáticos que mais vêm
para o Brasil. O início de sua entrada no País
data de 1908, acentuando-se a partir de 1920 e depois da
Segunda Guerra Mundial. Dirigiram-se em sua maioria para
São Paulo, Amazônia e norte do Paraná.
No Paraná, as primeiras colônias japonesas
foram fundadas no litoral (Paranaguá, Antonina, Morretes,
Cacatu) e no Planalto de Curitiba. Mas o grande reduto de
japoneses é o norte, principalmente em Londrina,
Assaí, Maringá e Cambará. Dedicaram-se
à horticultura e à outras atividades agrícolas.
Coreanos
Os coreanos chegaram a partir de 1967 e foram instalados
em Santa Maria, núcleo localizado no quilômetro
144 da Rodovia do Café, em plena região dos
Campos Gerais.
Chineses
Os chineses, em menor número, concentraram-se mais
nas cidades e têm vindo principalmente de Formosa.
Índio Xetá.
ndígenas (autóctones)
A distribuição primitiva do índio no
Paraná limitava-se aos do grupo tupi-guarani no litoral,
no oeste e noroeste; aos Jê (botocudo e caingangue)
com distribuição geográfica mal definida,
mas preferencialmente sobre a Floresta de Araucária.
Em 1953, foram descobertos os Xetá, que haviam se
isolado na Serra dos Dourados (noroeste do estado) vivendo
no mais puro estado primitivo, dos quais nada mais resta
na região. Aos indígenas, o paranaense deve
o nome de seu estado e de muitas de suas cidades, o hábito
de tomar chimarrão e a culinária, entre outros
costumes.
Os poucos descendentes indígenas existentes são
protegidos pela FUNAI, e vivem em postos como São
Jerônimo da Serra, Guarapuava, Palmas, Mangueirinha,
Apucarana, Laranjeiras do Sul e outros.
Africanos
O único grupo negro existente no Paraná é
o banto. No Sul do Brasil, por causa das condições
históricas de seu desenvolvimento sócio-econômico,
que fora deixado em segundo plano pela Coroa Portuguesa,
o negro, que constituiu a maior parte da mão-de-obra
do Brasil tropical, aparece em menor número. No Paraná,
concentraram-se primeiramente na Lapa, Ponta Grossa, Castro,
Antonina, Paranaguá e Curitiba.
Mestiços
No estado do Paraná, os mestiços não
são numerosos, sendo que o mais característico
é o caboclo do Litoral. Sua influência aparece
nos costumes locais como o fandango (dança folclórica)
e no barreado (comida regional).