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Sábado, 11/02/2012 - Hoje é dia de Iemanjá ( Nossa Senhora da Conceição ) Deusa e Rainha do Mar. Contas cristal.
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O Paraná é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na região Sul do país e tem como limites São Paulo (a norte e nordeste), oceano Atlântico (leste), Santa Catarina (sul), Argentina (sudoeste), Paraguai (oeste) e Mato Grosso do Sul (noroeste).

 
Geografia

Área 199.281,7 km²
Relevo baixada no litoral, planaltos a leste e oeste, depressão no centro.
Ponto mais elevado pico Paraná, na serra do Mar (1.922 m).
Rios principais Paraná, Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Itararé, Piquiri.
Vegetação mangue no litoral, mata Atlântica, floresta tropical a oeste e mata das araucárias no centro.
Clima subtropical Cfa, Cfb e Cwa
Municípios mais populosos Curitiba (1.788.559), Londrina (495.696), Maringá (324.397), Foz do Iguaçu (309.113), Ponta Grossa (304.973), Cascavel (284.083), São José dos Pinhais (261.125), Colombo (183.329), Guarapuava (169.007), Paranaguá (147.934).
Hora local -3
Gentílico paranaense

O estado do Paraná ocupa uma área de 199.880 km², estendendo-se do litoral ao interior, localiza-se a 51º00'00" de longitude oeste do Meridiano de Greenwich e a 24º00'00" de latitude sul da Linha do Equador e com fuso horário -3 horas em relação a hora mundial GMT. Três quartos de seu território ficam abaixo do Trópico de Capricórnio. No Brasil, o estado faz parte da região Sul, fazendo fronteiras com os estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e dois países: Paraguai e Argentina. É banhado pelo oceano Atlântico.

Seu relevo é dos mais expressivos: 52% do território ficam acima dos 600m e apenas 3% abaixo dos 300m. Paraná, Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Itararé e Piquiri são os rios mais importantes. Veja a lista de rios do Paraná. O clima é temperado.

Geologia
40% do território, no norte paranaense, mais uma considerável parte da região oeste, estão cobertos pela terra roxa, o solo mais fértil do Brasil. Ela foi a responsável pela expansão da cultura do café, no Estado, a partir de 1920.

Tanto os solos das florestas como os dos campos são pobres. Nestes últimos anos, entretanto, estão sendo usadas técnicas modernas para seu melhor aproveitamento.

Era Pré-Cambriana
Nessa era formaram as rochas mais antigas da Terra, agrupadas nos chamados "escudos cristalinos". Do desgaste sofrido por estes, depositaram-se nos mares.

São dessa era os granitos e os gnaisses, rochas formadoras do Complexo Cristalino Brasileiro, muito encontradas no litoral, na Serra do Mar e no Planalto de Curitiba. Na parte norte do mesmo planalto formaram-se as rochas do importante grupo Açungui (calcário, mármore, dolomito, filito, etc).

Era Paleozóica
Acontecimentos geológicos e rochas paleozóicas encontram-se em todo o segundo planalto paranaense (Norte Velho e Campos Gerais).

Nos primeiros tempos dessa era não houve nenhuma deposição geológica de importância, mas intensa erosão foi responsável pela formação de uma peneplanície devoniana na região.

Os acontecimentos geológicos de maior destaque ocorreram nos períodos Devoniano, Carbonífero e Permiano.

Houve no período devoniano a trangressão de um mar interior na direção de leste para oeste. O mar, ao regredir na metade do mesmo período, deixou no Paraná seus depósitos característicos: o arenito Furnas e os folhelhos Ponta Grossa.

Durante o restante dos tempos devonianos, e parte do período geológico seguinte (Carbonífero), formou-se uma peneplanície conhecida como Gondwânica.

No período carbonífero, todo o Sul do Brasil cobriu-se com a espessa calota de gelo. Do atrito exercido pelas geleiras sobre rochas depositam sedimentos em ambientes flúvio-lacustres, dando origem ao arenito de Vila Velha.

No mesmo período tiveram origem as primeiras jazidas de carvão mineral, encontradas em um faixa de direção norte-sul, do segundo planalto do estado.

No período permiano, processou-se intensa sedimentação. Ela ocorreu em ambientes próximos a uma linha de crosta, lagunares, dos estuários e das planícies de inundação.

O Permiano formou o folhelho piro-betuminoso (xisto), onde se registra a presença de seu fóssil característico, Mesosaurus brasiliensis, que viveu naquela época.

Acontecimento geológico importante para o Paraná nos tempos permianos foi o desaparecimento do mar interior, originando suas "terras emersas".

Era Mesozóica
Acontecimentos geológicos da Era Mesozóica marcaram profundamente as terras do terceiro planalto (norte e oeste do estado), entre os quais merecem destaque:

Relevo
Cerca de 52% do território do Paraná encontram-se acima de 600m e 89% acima de 300 metros; somente 3% ficam abaixo de 200 metros. O relevo é plano e levemente ondulado, com fortes elevações na Serra do Mar. Cinco unidades de relevo sucedem-se de leste para oeste, na seguinte ordem:

baixada litorânea
serra do Mar
planalto cristalino
planalto paleozóico
planalto basáltico
Baixada litorânea
A baixada litorânea forma uma faixa de terras baixas com cerca de vinte quilômetros de largura média. Compreende terrenos baixos e inundáveis (planícies aluviais e formações arenosas) e morros cristalinos com aproximadamente cinqüenta metros de altura. Em sua porção setentrional, a baixada litorânea se fragmenta para dar lugar à baía de Paranaguá, cujo aspecto recortado resulta da penetração do mar através de antigos vales fluviais, isto é, da formação de rias.

Conjunto do Pico Paraná, Serra do Mar
A serra do Mar constitui o rebordo oriental do planalto cristalino e domina com suas enérgicas escarpas a planície litorânea. Formada por terrenos Pré-Cambrianos, pertence ao complexo cristalino brasileiro, sendo constituída essencialmente por gnaisses e granitos, que foram intensamente desgastados. No estado do Paraná, ao contrário do que ocorre em São Paulo, a serra apresenta-se fragmentada em maciços isolados, entre os quais se introduz o nível do planalto cristalino (900m), até alcançar a borda oriental. Em geral, os maciços ultrapassam em cem metros essa cota. Isso faz com que no Paraná a serra do Mar, além da escarpa que se volta para leste com um desnível de mil metros, também apresente uma escarpa interior, voltada para oeste. No entanto, esta mostra um desnível de apenas cem metros. Escrevendo um imenso arco desde São Paulo até Santa Catarina, recebe várias denominações locais, como Capivari Grande, Virgem Maria, Ibitiraquire, Graciosa (onde se localiza a Estrada da Graciosa), Marumbi, Prata, entre outras. Na serra do Mar, se encontram as mais elevadas altitudes do estado. O ponto mais alto do estado é o pico Paraná, com 1.922m, na serra do Mar.

Planalto cristalino
O planalto cristalino, também chamado de primeiro planalto do Paraná, apresenta uma faixa de terrenos cristalinos, que se estende em sentido norte-sul, a oeste da serra do Mar e a leste da escarpa devoniana. É constituído por terrenos cristalinos pré-cambrianos, apresentando, em algumas porções, rochas sedimentares paleozóicas como o calcário. Possui uma largura média de cem metros e uma altitude de aproximadamente 900m acima do nível do mar. A topografia varia de acidentada, ao norte, a suavemente ondulada, ao sul. Um antigo lago, hoje atulhado de sedimentos, forma a bacia sedimentar de Curitiba. Em partes da Região Metropolitana de Curitiba, a base cristalina foi recoberta por terrenos sedimentares do período quaternário.


Arenito de Vila Velha.Planalto paleozóico
O planalto paleozóico, também chamado de segundo planalto do Paraná ou planalto dos Campos Gerais, desenvolve-se em terrenos do período paleozóico, sendo constituido principalmente por rochas sedimentares e metamórficas da Era Paleozóica, com destaque para os arenitos (Vila Velha e Furnas), folhelhos (Ponta Grossa), os betuminosos e o carvão mineral. É limitado, a leste, por um escarpa, a Serrinha, que cai no planalto cristalino e, a oeste, pelo paredão da serra Geral, que sobe para o planalto basáltico. O planalto paleozóico apresenta topografia suave e ligeira inclinação para oeste: em sua extremidade oriental alcança 1.200m de altura, e, na base da serra Geral, a oeste, registra apenas 500m. Forma uma faixa de terras de aproximadamente cem quilômetros de largura e descreve uma gigantesca meia-lua, cuja concavidade se volta para leste.


Guarapuava dá nome ao planalto basáltico.Planalto basáltico
O planalto basáltico, ou terceiro planalto do Paraná, também chamado de planalto de Guarapuava, é a mais extensa das unidades de relevo do estado. Limita-o, a leste, a serra Geral, que, com um desnível de 750m, domina o planalto paleozóico. A oeste, o limite é assinalado pelo rio Paraná, que para onde correm suas águas, onde ficava o salto de Sete Quedas forma impressionante desfiladeiro (na verdade, o planalto prolonga-se para além dos limites do estado do Paraná e constitui parte dos territórios de Mato Grosso do Sul, do Paraguai e da Argentina).

Tal como o planalto paleozóico, o planalto basáltico descamba suavemente para oeste: cai de 1.250m, a leste, para 300m nas margens do rio Paraná (a montante de Sete Quedas). Formado por uma sucessão de derrames de basalto, empilhados uns sobre outros, esse planalto ocupa toda a metade ocidental do estado. Seus solos, desenvolvidos a partir dos produtos da decomposição do basalto, constituem a "terra roxa", famosa pela fertilidade.

Essas unidades de relevo são partes integrantes do planalto Meridional, localizado no sul do planalto Brasileiro.




 
 
 
 
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