Área 199.281,7 km²
Relevo baixada no litoral, planaltos a leste e oeste, depressão
no centro.
Ponto mais elevado pico Paraná, na serra do Mar (1.922
m).
Rios principais Paraná, Iguaçu, Ivaí,
Tibagi, Paranapanema, Itararé, Piquiri.
Vegetação mangue no litoral, mata Atlântica,
floresta tropical a oeste e mata das araucárias no
centro.
Clima subtropical Cfa, Cfb e Cwa
Municípios mais populosos Curitiba (1.788.559), Londrina
(495.696), Maringá (324.397), Foz do Iguaçu
(309.113), Ponta Grossa (304.973), Cascavel (284.083), São
José dos Pinhais (261.125), Colombo (183.329), Guarapuava
(169.007), Paranaguá (147.934).
Hora local -3
Gentílico paranaense
O estado do Paraná ocupa uma área de 199.880
km², estendendo-se do litoral ao interior, localiza-se
a 51º00'00" de longitude oeste do Meridiano de
Greenwich e a 24º00'00" de latitude sul da Linha
do Equador e com fuso horário -3 horas em relação
a hora mundial GMT. Três quartos de seu território
ficam abaixo do Trópico de Capricórnio. No
Brasil, o estado faz parte da região Sul, fazendo
fronteiras com os estados de São Paulo, Santa Catarina,
Mato Grosso do Sul e dois países: Paraguai e Argentina.
É banhado pelo oceano Atlântico.
Seu relevo é dos mais expressivos: 52% do território
ficam acima dos 600m e apenas 3% abaixo dos 300m. Paraná,
Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Itararé
e Piquiri são os rios mais importantes. Veja a lista
de rios do Paraná. O clima é temperado.
Geologia
40% do território, no norte paranaense, mais uma
considerável parte da região oeste, estão
cobertos pela terra roxa, o solo mais fértil do Brasil.
Ela foi a responsável pela expansão da cultura
do café, no Estado, a partir de 1920.
Tanto os solos das florestas como os dos campos são
pobres. Nestes últimos anos, entretanto, estão
sendo usadas técnicas modernas para seu melhor aproveitamento.
Era Pré-Cambriana
Nessa era formaram as rochas mais antigas da Terra, agrupadas
nos chamados "escudos cristalinos". Do desgaste
sofrido por estes, depositaram-se nos mares.
São dessa era os granitos e os gnaisses, rochas
formadoras do Complexo Cristalino Brasileiro, muito encontradas
no litoral, na Serra do Mar e no Planalto de Curitiba. Na
parte norte do mesmo planalto formaram-se as rochas do importante
grupo Açungui (calcário, mármore, dolomito,
filito, etc).
Era Paleozóica
Acontecimentos geológicos e rochas paleozóicas
encontram-se em todo o segundo planalto paranaense (Norte
Velho e Campos Gerais).
Nos primeiros tempos dessa era não houve nenhuma
deposição geológica de importância,
mas intensa erosão foi responsável pela formação
de uma peneplanície devoniana na região.
Os acontecimentos geológicos de maior destaque ocorreram
nos períodos Devoniano, Carbonífero e Permiano.
Houve no período devoniano a trangressão
de um mar interior na direção de leste para
oeste. O mar, ao regredir na metade do mesmo período,
deixou no Paraná seus depósitos característicos:
o arenito Furnas e os folhelhos Ponta Grossa.
Durante o restante dos tempos devonianos, e parte do período
geológico seguinte (Carbonífero), formou-se
uma peneplanície conhecida como Gondwânica.
No período carbonífero, todo o Sul do Brasil
cobriu-se com a espessa calota de gelo. Do atrito exercido
pelas geleiras sobre rochas depositam sedimentos em ambientes
flúvio-lacustres, dando origem ao arenito de Vila
Velha.
No mesmo período tiveram origem as primeiras jazidas
de carvão mineral, encontradas em um faixa de direção
norte-sul, do segundo planalto do estado.
No período permiano, processou-se intensa sedimentação.
Ela ocorreu em ambientes próximos a uma linha de
crosta, lagunares, dos estuários e das planícies
de inundação.
O Permiano formou o folhelho piro-betuminoso (xisto), onde
se registra a presença de seu fóssil característico,
Mesosaurus brasiliensis, que viveu naquela época.
Acontecimento geológico importante para o Paraná
nos tempos permianos foi o desaparecimento do mar interior,
originando suas "terras emersas".
Era Mesozóica
Acontecimentos geológicos da Era Mesozóica
marcaram profundamente as terras do terceiro planalto (norte
e oeste do estado), entre os quais merecem destaque:
Relevo
Cerca de 52% do território do Paraná encontram-se
acima de 600m e 89% acima de 300 metros; somente 3% ficam
abaixo de 200 metros. O relevo é plano e levemente
ondulado, com fortes elevações na Serra do Mar.
Cinco unidades de relevo sucedem-se de leste para oeste, na
seguinte ordem:
baixada litorânea
serra do Mar
planalto cristalino
planalto paleozóico
planalto basáltico
Baixada litorânea
A baixada litorânea forma uma faixa de terras baixas
com cerca de vinte quilômetros de largura média.
Compreende terrenos baixos e inundáveis (planícies
aluviais e formações arenosas) e morros cristalinos
com aproximadamente cinqüenta metros de altura. Em
sua porção setentrional, a baixada litorânea
se fragmenta para dar lugar à baía de Paranaguá,
cujo aspecto recortado resulta da penetração
do mar através de antigos vales fluviais, isto é,
da formação de rias.
Conjunto do Pico Paraná, Serra do Mar
A serra do Mar constitui o rebordo oriental do planalto
cristalino e domina com suas enérgicas escarpas a
planície litorânea. Formada por terrenos Pré-Cambrianos,
pertence ao complexo cristalino brasileiro, sendo constituída
essencialmente por gnaisses e granitos, que foram intensamente
desgastados. No estado do Paraná, ao contrário
do que ocorre em São Paulo, a serra apresenta-se
fragmentada em maciços isolados, entre os quais se
introduz o nível do planalto cristalino (900m), até
alcançar a borda oriental. Em geral, os maciços
ultrapassam em cem metros essa cota. Isso faz com que no
Paraná a serra do Mar, além da escarpa que
se volta para leste com um desnível de mil metros,
também apresente uma escarpa interior, voltada para
oeste. No entanto, esta mostra um desnível de apenas
cem metros. Escrevendo um imenso arco desde São Paulo
até Santa Catarina, recebe várias denominações
locais, como Capivari Grande, Virgem Maria, Ibitiraquire,
Graciosa (onde se localiza a Estrada da Graciosa), Marumbi,
Prata, entre outras. Na serra do Mar, se encontram as mais
elevadas altitudes do estado. O ponto mais alto do estado
é o pico Paraná, com 1.922m, na serra do Mar.
Planalto cristalino
O planalto cristalino, também chamado de primeiro
planalto do Paraná, apresenta uma faixa de terrenos
cristalinos, que se estende em sentido norte-sul, a oeste
da serra do Mar e a leste da escarpa devoniana. É
constituído por terrenos cristalinos pré-cambrianos,
apresentando, em algumas porções, rochas sedimentares
paleozóicas como o calcário. Possui uma largura
média de cem metros e uma altitude de aproximadamente
900m acima do nível do mar. A topografia varia de
acidentada, ao norte, a suavemente ondulada, ao sul. Um
antigo lago, hoje atulhado de sedimentos, forma a bacia
sedimentar de Curitiba. Em partes da Região Metropolitana
de Curitiba, a base cristalina foi recoberta por terrenos
sedimentares do período quaternário.
Arenito de Vila Velha.Planalto paleozóico
O planalto paleozóico, também chamado de segundo
planalto do Paraná ou planalto dos Campos Gerais,
desenvolve-se em terrenos do período paleozóico,
sendo constituido principalmente por rochas sedimentares
e metamórficas da Era Paleozóica, com destaque
para os arenitos (Vila Velha e Furnas), folhelhos (Ponta
Grossa), os betuminosos e o carvão mineral. É
limitado, a leste, por um escarpa, a Serrinha, que cai no
planalto cristalino e, a oeste, pelo paredão da serra
Geral, que sobe para o planalto basáltico. O planalto
paleozóico apresenta topografia suave e ligeira inclinação
para oeste: em sua extremidade oriental alcança 1.200m
de altura, e, na base da serra Geral, a oeste, registra
apenas 500m. Forma uma faixa de terras de aproximadamente
cem quilômetros de largura e descreve uma gigantesca
meia-lua, cuja concavidade se volta para leste.
Guarapuava dá nome ao planalto basáltico.Planalto
basáltico
O planalto basáltico, ou terceiro planalto do Paraná,
também chamado de planalto de Guarapuava, é
a mais extensa das unidades de relevo do estado. Limita-o,
a leste, a serra Geral, que, com um desnível de 750m,
domina o planalto paleozóico. A oeste, o limite é
assinalado pelo rio Paraná, que para onde correm
suas águas, onde ficava o salto de Sete Quedas forma
impressionante desfiladeiro (na verdade, o planalto prolonga-se
para além dos limites do estado do Paraná
e constitui parte dos territórios de Mato Grosso
do Sul, do Paraguai e da Argentina).
Tal como o planalto paleozóico, o planalto basáltico
descamba suavemente para oeste: cai de 1.250m, a leste,
para 300m nas margens do rio Paraná (a montante de
Sete Quedas). Formado por uma sucessão de derrames
de basalto, empilhados uns sobre outros, esse planalto ocupa
toda a metade ocidental do estado. Seus solos, desenvolvidos
a partir dos produtos da decomposição do basalto,
constituem a "terra roxa", famosa pela fertilidade.
Essas unidades de relevo são partes integrantes
do planalto Meridional, localizado no sul do planalto Brasileiro.