Participação no PIB nacional 6% (2000).
PIB per capita R$ 6.882 (2000).
Composição do PIB
Agropecuária 14,1% (1999).
Indústria 39,7% (1999).
Serviços 46,2% (1999).
Atividades econômicas
Agricultura cana-de-açúcar (28.776.960 t), milho
(9.498.250 t), soja (9.460.182 t), mandioca (3.410.127 t),
trigo (2.476.302 t), feijão (619.623 t), batata (580.486
t), laranja (250.000 t), cevada (120.835 t), centeio (1.575
t) (prelim. maio/2002).
Extrativismo madeira (3.587.266 m3), lenha (3.165.668 m3),
noz de pinho (308.489 m3), madeira de pinheiro (262.317 m3),
erva-mate (109.575 t), carvão vegetal (72.378 t), pinhão
(1.321 t) (2000).
Pecuária aves (142.996.037), bovinos (9.645.866), suínos
(4.224.838), ovinos (548.998), eqüinos (479.928), bubalinos
(65.064) (2000).
Mineração gás natural (86 milhões
m3), petróleo (386.237 m3) (2001), areia e cascalho
(14.935.000 m3), pedra britada (10.321.185 m3), calcário
(8.196.865 t), carvão (84.724 t), água mineral
(191.197.582 l) (2000).
Exportações (US$ 5,3 bilhões): soja e
derivados (31%), veículos e peças (21%), outros
alimentos (13%), madeira (9%), carne congelada (8%).
Importações (US$ 4,9 bilhões): veículos
e peças (17%), petróleo (11%), outras máquinas
e motores (7%), fertilizantes (7%), componentes eletrônicos
(6%), petroquímicos (5%), grãos (4%) (2001).
Energia elétrica
Geração 78.808 GWh (2001).
Consumo 17.539 GWh (2001).
Telecomunicações
Telefonia fixa 2,6 milhões de linhas (est. 2002).
Celulares 2,1 milhões (est. 2002).
A economia do Estado se baseia na agricultura (cana-de-açúcar,
milho, soja, trigo, café, mandioca), na indústria
(agroindústria, indústria automobilística,
papel e celulose) e no extrativismo vegetal (madeira e erva-mate).
Entre as atividades econômicas desenvolvidas no Paraná,
destacam-se a agricultura e a pecuária, além
de um setor industrial em franca expansão.
Os principais produtos agrícolas do Paraná
são a cana-de-açúcar (26,5 milhões
de toneladas), o milho (12,2 milhões de toneladas),
a soja (8, 3 milhões de toneladas), a mandioca (4,5
milhões de toneladas), o trigo (2 milhões
de toneladas), o algodão (167 mil toneladas) e a
laranja (1,4 bilhão de frutos).
O rebanho bovino soma 9,5 milhões de cabeças;
o suíno, 4,2 milhões; e o ovino, 570 mil.
A avicultura conta 125 milhões de galináceos.
Há importantes jazidas de calcário no Paraná.
Outras atividades econômicas relevantes são
a extração de gás natural e água
mineral e a pequena produção de petróleo.
Os principais setores industriais paranaenses são
a agroindústria, o de papel e celulose, o de fertilizantes
e, mais recentemente, o automobilístico e o de eletroeletrônicos.
Existem três pontos importantes de turismo no Paraná.
O primeiro destino é o Parque Nacional do Iguaçu,
em Foz do Iguaçu, tombado pela Unesco como patrimônio
natural da humanidade, onde se encontram as famosas cataratas
do Iguaçu. Além disso, a região de
Vila Velha apresenta atrativos geológicos, e a serra
da Graciosa, próxima ao litoral, oferece opções
de turismo gastronômico. No litoral, a ilha do Mel
atrai banhistas de todo o Brasil e do exterior. A capital,
Curitiba, tem se firmado no cenário nacional como
importante centro cultural e de lazer.
O Paraná dispõe de cerca de 261,2 mil quilômetros
de rodovias. Além disso, o estado é cortado
por importantes rodovias federais, como a BR-101 e a BR-116,
com intenso tráfego de caminhões. A rede ferroviária
no Paraná alcança aproximadamente 2.250 quilômetros.
PIB
O Paraná possui o quinto maior PIB do Brasil, com
108,7 bilhões de reais, representando 6,2% do PIB
nacional para o ano de 2004, contra 6,4% em 2003. Entretanto
o crescimento do PIB paranaense vem apresentando sinais
de desaquecimento nos últimos dois anos. Em 2003
a variação real foi de 5,2% em relação
ao ano anterior. No ano seguinte, 2004, houve variação
de 3,2%. Em 2005 a variação estimada pelo
IPARDES é de apenas 0,3%. Essa desaceleração
pode ser atribuída às crises no campo que
vêm atingindo o estado nos últimos anos, e
que acabam refletindo no comércio, serviços
e até indústria. Cerca de 15% do PIB paranaense
provém da agricultura. Outros 40% vem da indústria
e os restantes 45% vem do setor terciário.
Setor primário
O Paraná é um dos maiores produtores de café
do Brasil.
[editar] Agropecuária
Os principais produtos agrícolas do Paraná
são o trigo, o milho e a soja, produtos de que já
obteve safras recordistas, na competição com
outros estados. A cultura da soja é a mais recente
das três e expandiu-se tanto no norte como no oeste
do estado e, posteriormente, no sul. Também é
importante a produção de algodão herbáceo,
principalmente no norte. A cafeicultura, que se segue entre
as riquezas da terra, se não goza do mesmo esplendor
do passado (o Paraná, sozinho, já chegou a
produzir 60% do café de todo o mundo), ainda conserva
entre os maiores produtores do Brasil. Sua maior densidade
cobre a área a oeste de Apucarana. Vêm em seguida
as terras da zona de Bandeirantes, Santa Amélia e
Jacarezinho.
No que diz respeito à pecuária, o Paraná
conta com grande rebanho de bovinos e está sempre
entre os principais criadores brasileiros de suínos,
especialmente no centro, sul e leste do estado. Nas últimas
décadas, os rebanhos tanto de bois como de porcos
expandiram-se bastante. Como nos outros estados da região
Sul, são diferentes, no Paraná, os modos como
se usa a terra de campo ou floresta. Em geral, nas zonas
de campo, pratica-se a criação extensiva;
nas zonas de floresta, desenvolvem-se as plantações
e pastos artificiais para a engorda. São ainda significativas,
no Paraná, as produções de ovos, de
casulos do bicho-da-seda, mel e cera de abelha. Mas é
na avicultura que o estado vem se destacando nos últimos
dez anos, graças à implantação
de frigoríficos pela iniciativa privada e pelas cooperativas.
A avicultura é produzida em praticamente todas as
regiões acompanhando as áreas onde se produz
milho, que é a matéria-prima para a ração
das aves. As aves são exportadas para mais de uma
dezena de países.
Mineração
O subsolo paranaense é muito rico em minerais. Ocorrem
reservas consideráveis de areia, argila, calcário,
caulim, dolomita, talco e mármore, além de
outras menores (baritina, cálcio). A bacia carbonífera
do estado é a terceira do país, e a de xisto,
a segunda. Quanto aos minerais metálicos, foram medidos
depósitos de chumbo, cobre e ferro.
A madeira do pinheiro-do-paraná foi um produto importante
do extrativismo vegetal.
[editar] Extrativismo vegetal
Uma riqueza essencialmente paranaense, a dos pinheirais,
esteve bastante ameaçada pela indústria madeireira
e pela agricultura extensiva. Em 1984, o Instituto de Terras
e Cartografia do Paraná informava que as florestas
do estado estavam reduzidas a 11,9% do que haviam sido cinqüenta
anos antes, quando se implantou no Paraná o primeiro
código florestal. Do final da década de 1980
em diante, o governo passou a disciplinar o uso do solo
e dos recursos florestais de acordo com uma política
de proteção ao meio ambiente e de ininterrupto
reflorestamento. Uma outra riqueza vegetal que é
extraída dos solos paranaenses é a erva-mate
(usada para chimarrão, uma bebida típica da
região sul do país).
Setor secundário
ndústria
Na segunda metade do século XX, as atividades industriais
tomaram impulso considerável na economia paranaense.
Foi em decorrência desse impulso que se deu a crescente
urbanização, não só na região
em torno de Curitiba, como em pólos do interior,
a exemplo de Ponta Grossa, Londrina e Cascavel. Os principais
gêneros de indústria são os de produtos
alimentícios e de madeira. Curitiba é o maior
centro industrial e os principais setores de sua indústria
são o alimentar e de mobiliário, de madeira,
minerais não-metálicos, produtos químicos
e bebidas. Na Região Metropolitana de Curitiba, em
São José dos Pinhais, encontram-se ainda unidades
industriais (montadoras) da Volkswagen-Audi e da Renault,
ambas de grande porte, o que torna a região o segundo
pólo automotivo do país. O setor de madeira
acha-se disperso no interior, com centros de importância
em União da Vitória, Guarapuava e Cascavel.
O centro mais significativo dos produtos alimentícios
é Londrina, sendo também muito importante
a atividade em Ponta Grossa, considerado um dos maiores
parques moageiros de milho e soja da América Latina.
A principal unidade industrial do estado é a Companhia
Fabricadora de Papel do grupo Klabin, instalada no conjunto
da Fazenda Monte Alegre, no município de Telêmaco
Borba.
Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Itaipu,
a maior usina hidrelétrica do mundo.
Energia
O Paraná tem um grande potencial hidrelétrico
muito bem aproveitado, especialmente no rio Iguaçu,
onde foram construídas várias hidrelétricas,
entre elas as de foz do rio Areia, salto Osório e
salto Santiago. Próximo a Curitiba está a
Usina Hidrelétrica de Capivari Cachoeira, uma das
primeiras construídas pela Copel, a companhia estadual
de energia elétrica. Mais recentemente foram construídas
pequenas centrais hidrelétricas em vários
rios de menor porte, como a de Chavantes e Vossoroca. No
rio Chopim, no sudoeste do estado, foi construída
a Usina Hidrelétrica de Júlio Mesquita Filho.
Mas está localizada entre o Brasil e o Paraguai,
no rio Paraná, a Usina Hidrelétrica de Itaipu,
a maior do mundo, construída em conjunto com o país
vizinho, e que fornece energia para vários estados
brasileiros. Tem capacidade para produzir 12.600 MW e só
em 1991, quando foi concluída, instalou as últimas
turbinas. Teve suas comportas fechadas em 12 de outubro
de 1982 e a usina hidrelétrica foi inaugurada em
5 de novembro do mesmo ano, durante a presença dos
presidentes João Baptista Figueiredo, do Brasil e
Alfredo Stroessner, do Paraguai. Devido à utilização
de toda a sua capacidade calculada em megawatts, o Paraná
é o maior produtor de energia elétrica do
Brasil.
Mas o Paraná também é rico em energia
gerada pelas usinas de açúcar e álcool,
que produzem eletricidade a partir da queima do bagaço
da cana-de-açúcar. Não se pode desprezar
também a energia automotiva que vem do álcool,
pois o Paraná é um grande produtor desse combustível.
Setor terciário
Comércio
O Paraná é um dos estados que mais contribuiu
para as exportações brasileiras. Vários
órgãos, como o Centro de Exportação
do Paraná (CEXPAR) e a Carteira do Comércio
Exterior do Banco do Brasil (CACEX) vêm estimulando
cada vez mais o comércio externo.
As exportações paranaenses para o mercado
externo são feitas pelo porto de Paranaguá,
por Foz do Iguaçu, pelo Aeroporto Internacional Afonso
Pena e uma pequena parte pela cidade de Barracão
no sudoeste do estado.
Vista aérea do Porto de Paranaguá.A área
comercial do porto de Paranaguá estende-se por todo
o Paraná, pela maior parte de Santa Catarina, pelo
extremo norte do Rio Grande do Sul, pela parte meridional
de Mato Grosso do Sul e pela República do Paraguai.
Paranaguá tem todas as condições de
um grande porto. Possui modernos equipamentos de carga e
descarga, pátio para "contêineres",
terminais para o sistema de transporte denominado "Roll-on-Roll-off"
e cais para inflamáveis. A implantação
de um moderno terminal graneleiro veio facilitar o escoamento
da safra agrícola. Daí ser o porto de Paranaguá
um dos quatro terminais marítimos brasileiros que
formam os Corredores de Exportação.
Vista aérea do Porto de Antonina.A atividade portuária
de Antonina volta-se para o comércio interno brasileiro,
através da navegação de cabotagem.
Em seu cais está situado um entreposto de importação
de carvão mineral, destinado às indústrias
paranaenses.
Os principais produtos exportados pelo Paraná são:
soja em grão, farelo de soja, milho, algodão,
café, erva-mate, produtos refinados de petróleo,
caminhões e outros.
Os principais produtos importados pelo Paraná são:
trigo, petróleo e derivados, fertilizantes, veículos,
máquinas, carvão mineral, vidros, eletrodomésticos
e outros.
O comércio exterior é feito com os seguintes
países: Estados Unidos da América, Alemanha,
Itália, Países Baixos, Japão, Bélgica,
Noruega, Inglaterra, Canadá, Argentina e outros.
O comércio interno se faz com os estados de São
Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
Mato Grosso do Sul, Pernambuco e outros.