Estado mais rico da Federação, apesar de ter
PIB per capita pouco inferior ao do Distrito Federal e do
Rio de Janeiro, e o pólo econômico da América
do Sul, o estado de São Paulo possui uma economia
diversificada. As indústrias metal-mecânica,
álcool e açúcar, têxtil, automobilística
e de aviação; os setores de serviços
e financeiro; e o cultivo de laranja, cana de açúcar
e café formam a base de uma economia que chega a
36,6% do PIB brasileiro e cerca de US$ 325 bilhões
de PIB. Além disso, o estado oferece boa infra-estrutura
para investimentos, devido as boas condições
das rodovias.
Avenida Paulista, principal centro econômico do estado
de São Paulo e do Brasil
Indústrias
A indústria é a principal característica
da economia paulista. Desde a crise de 1929, em Nova York,
o café deu lugar às indústrias, as
quais fizeram São Paulo permanecer na liderança
da indústria nacional até hoje. O estado supera
a produção industrial do Rio de Janeiro, de
Minas Gerais e a do Rio Grande do Sul.
No Vale do Paraíba localizam-se indústrias
do ramo aeroespacial, como a Embraer, indústrias
automobilísticas nacionais, como a Volkswagen e a
General Motors, entre outras. Também estão
presentes as indústrias de eletroeletrônicos,
têxtil, química, entre outras.
No centro do estado onde localiza-se São Carlos,
está o polo de Alta Tecnologia com várias
indústrias, há também a fábrica
de motores da Volkswagen, e a Faber-Castell, Electrolux,
Tecumseh, Toalhas São Carlos e Tapetes São
Carlos entre outras.
Energia
Vila Olímpia, na capital paulistaO estado de São
Paulo, sendo o mais industrializado estado da federação,
é o maior produtor e também consumidor de
energia nacional. São Paulo possui mais usinas hidrelétricas
do que qualquer outro estado, contando também com
uma usina termoelétrica, conhecidas também
por serem as maiores da América Latina.
História econômica de São Paulo
Pode-se considerar que a história econômica
paulista começa com o ciclo do café, na época
em que os paulistas comandavam a política nacional
com os mineiros, a chamada "política do café-com-leite",
durante o período da República Velha, em que
o estado de São Paulo teve uma acelerada expansão
industrial. O ciclo perdura até a crise da Bolsa
de Valores de Nova Iorque em 1929. A decadência da
cafeicultura provoca a transferência do capital para
a indústria, que pôde se desenvolver apoiada
no mercado consumidor e na mão de obra disponível
no estado. Esta primeira fase da industrialização
ocorre no contexto econômico brasileiro da substituição
de importações.
O período de maior crescimento da indústria
do estado ocorre no mandato de Juscelino Kubitschek que
promoveu a internacionalização da economia
brasileira, trazendo a São Paulo (principalmente
na região do ABC) a indústria automobilística.
Atualmente o estado é líder em vários
setores da economia brasileira, notadamente no setor financeiro
(concentrado na cidade de São Paulo), indústria
automobilística e de aviação e na produção
sucroalcooleira e de suco de laranja.