Capitania Real e capital do vice-reino
Batalha na Baía de Guanabara entre franceses e portugueses,
em 15 de março de 1560, que culminou com a destruição
do Forte Coligny.À época do estabelecimento
do sistema de Capitanias Hereditárias no Brasil,
o território do atual estado do Rio de Janeiro encontrava-se
compreendido em trechos da Capitania de São Tomé
e da de São Vicente.
Não tendo sido colonizado pelos portugueses, em
virtude da hostilidade dos indígenas estabelecidos
neste litoral, entre 1555 e 1567, a baía de Guanabara
foi ocupada por um grupo de colonos franceses, sob o comando
de Nicolas Durand de Villegaignon, que aqui pretendiam instalar
uma colônia de povoamento, a França Antártica.
Visando evitar esta ocupação, assegurando
a posse do território para a Coroa de Portugal, em
1º de março de 1565, foi fundada a cidade do
Rio de Janeiro, por Estácio de Sá, vindo a
constituir-se, por conquista, a Capitania Real do Rio de
Janeiro.
Século XVII
No século XVII, a pecuária e a lavoura de
cana-de-açúcar impulsionaram o progresso,
definitivamente assegurado quando o porto começou
a exportar o ouro extraído de Minas Gerais, no século
XVIII. Entre 1583 e 1623 a área de maior destaque
de produção de açúcar, no sul
do Brasil, se deslocou de São Vicente para o Rio
de Janeiro, na região da baía de Guanabara.
Se, em 1629 havia 60 engenhos em produção
no Rio de Janeiro, em 1639 já havia 110 engenhos
e o Rio de Janeiro passou a fornecer açúcar
a Lisboa, devido à tomada de Pernambuco durante as
Invasões holandesas do Brasil. Ao final do século
havia 120 engenhos na região.
Com a Restauração da Independência
Portuguesa, em 1640, os comerciantes e donos de embarcações
receberam permissão de comerciar diretamente com
a África, a partir do porto do Rio de Janeiro, visando
complementarmente ao tráfico de escravos para o Rio
da Prata. Tal comércio foi bastante impactado pela
tomada de Angola pelos holandeses, na mesma época.
A utilização de escravos indígenas
foi ampliada, mas os comerciantes e proprietários
tiveram que se indispor com os jesuítas por causa
das proibições papais relativas à escravização
dos índios.
A Carta Régia de 6 de junho de 1647, passada pela
Chancelaria de D. João III, outorgou o título
de "a muy leal cidade de São Sebastião
do Rio de Janeiro" o que lhe assegurava os mesmos privilégios
de cidades como Lisboa ou o Porto, na metrópole.
O cultivo do açúcar foi incrementado e com
isto aumentou-se a necessidade de escravos, mas a situação
foi resolvida com a retomada de Angola em 1648, trazendo
tranquilidade às relações com os jesuítas.
Apesar disso, os preços do açúcar flutuavam
constantemente e sofreram baixas entre 1635 e 1645, com
a conquista de Pernambuco pelos holandeses e entre 1659
e 1668, devido à proibição de fabricação
e venda de aguardente, usada no comércio com a África,
e também com a Revolta Municipal - na cidade do Rio
- de 1660 contra a verdadeira dinastia de Salvador Correia
de Sá e Benevides.
Outro produto importante de exportação era
o tabaco, em proporção menor que a Bahia e
Pernambuco. A pesca da baleia na Guanabara era um setor
econômico importante e em 1644 a municipalidade do
Rio criou um imposto sobre esta indústria.
Com Salvador Correia de Sá e Benavides, o Rio adquiriu
uma importante manufatura da construção naval,
que chegou a construir o «Padre Eterno» com
seus 114 canhões, mas o setor não se manteve
e decaiu por falta de mão-de-obra. O porto, no início
somente militar, passou a porto do açúcar
e importador de escravos. A cabotagem aumentou a partir
de 1660 incluindo o comércio legal com as outras
Capitanias e o comércio ilegal com Buenos Aires,
que enriqueceu um grupo de comerciantes.
Em 1645, com ataques holandeses aos barcos mercantes, foi
criado o Sistema de Frotas único para o Brasil, que
se fazia uma vez por ano, com forte escolta de barcos de
guerra. Embarcações de particulares podiam
se juntar à frota, mas havia restrições
quanto à participação a barcos grandes,
o que afastava muitos proprietários de navios. Havia
ainda o problema da carestia dos fretes. Portugal, como
necessitava de dinheiro, de soldados e de barcos para a
luta contra os holandeses no Nordeste e em Angola, cedeu
às exigências e incluiu a participação
de barcos menores. A frota chegava a Lisboa, depois de percorrer
diversos portos brasileiros, com um número de 70
a 90 embarcações.
Um problema constante no Rio era a falta de moeda, crítica
em 1640, com o fim da União Ibérica. Mas a
descoberta de ouro na região das Minas Gerais e a
criação de uma Casa da Moeda no Rio, em 1698,
veio solucionar o problema.
Desde 1649 fora criada a Companhia Geral de Comércio
do Brasil, que não dispunha de capital suficiente
e, quando tinha, era desviado para atividades militares.
A Companhia tinha o monopólio da venda de vinho,
bacalhau, farinha de trigo e azeite no Brasil. Em 1659 a
Companhia perdeu o monopólio que impedia a fabricação
e venda de aguardente e em 1720 seria extinta.
Em 1763, o Rio de Janeiro se tornou a sede do Vice-reino
do Brasil e a capital da colônia.
Com a mudança da família real para o Brasil,
em 1808, também na época da tomada da Penísula
Ibérica por Napoleão, a região foi
muito beneficiada com reformas urbanas para abrigar a Corte
portuguesa. Dentro das mudanças promovidas destacam-se:
a transferência de órgãos de administração
pública e justiça, a criação
de novas igrejas, hospitais, quartéis, fundação
do primeiro banco do país - o Banco do Brasil - e
a Imprensa Régia, com a Gazeta do Rio de Janeiro.Nos
anos seguintes também surgiram o Jardim Botânico,
a Biblioteca Real (hoje Biblioteca Nacional) e a Academia
Real Militar, antecessora da atual Academia Militar das
Agulhas Negras.
Assim, ocorreu um processo de introdução
cultural, influenciada não somente pelas informações
trazidas pela chegada da Família Real, mas também
pela presença de artistas europeus que foram contratados
para registrar a sociedade e natureza brasileira. Nessa
mesma época, nasceu a Escola Real de Ciências,
Artes e Ofícios.
Criação do Município Neutro
NiteróiApós a transferência da Corte
portuguesa para a cidade do Rio de Janeiro, a autonomia,
que a província tanto aspirava, não foi alcançada
da mesma forma que as demais, já que ao ministro
do Reino, cargo que foi praticamente um substituto para
o de Vice-Rei com relação ao Rio de Janeiro,
era confiada a sua administração.
Aliado a isto, estava o fato de que a cidade do Rio era
a capital do Império, o que fazia com que o ministro
administrasse a província inteira por meio de "avisos",
os quais dirigia às Câmaras Municipais de cidades
que, naquela época, cresciam à passos largos
devido à ampliação e fortalecimento
da lavoura cafeeira, que já sobrepujava à
força da lavoura canavieira na região Norte
Fluminense.
Estas diferenças que haviam com relação
as demais unidades administrativas do fez com que no ano
de 1834 a cidade do Rio fosse transformada em Município
Neutro, permanecendo como capital do país, enquanto
a província passou a ter a mesma organização
político administrativa das demais, tem agora sua
capital em Vila Real da Praia Grande, que no ano seguinte
passou a se chamar Niterói.
Já a cidade do Rio passou a ter uma Câmara
Municipal, que cuidaria da vida daquela cidade sem interferência
de um presidente de província, e em 1889, após
a implantação da República, a mesma
continuou como capital, sendo o Município Neutro
transformado em Distrito Federal e a província em
Estado. Com a mudança da capital para Brasília,
em 1960, o município do Rio de Janeiro tornou-se
o Estado da Guanabara.
Ascensão e queda do poder cafeeiro
A despeito da grande rotatividade ocorrida no poder da província
fluminense logo após a criação do Município
Neutro (que lhe deu 85 governantes até o fim do Império),
a expansão da lavoura cafeeira trouxe prosperidade
nunca antes alcançada nesta região.
Tanto com o surgimento de novos centros urbanos pela província,
quanto pelo explendor exibido nas fazendas dos "barões
do café" via-se a prosperidade trazida pelo
"Ouro Verde", que também trouxe desenvolvimento
da educação, notado pela construção
de várias escolas por todas as cidades.
Com isso convivia, porém, o trabalho escravo, base
de sustentação da sociedade cafeeira fluminense
e que crescia sem parar à medida que as lavouras
se ampliavam pelo Vale do Paraíba. Nesse período,
a província se tornou a mais rica e poderosa no país
e sua principal exportadora.
Essa situação perdurou até por volta
de 1888. Com a abolição da escravatura, a
aristocracia fluminense se empobrece, já que não
tem mais sua mão-de-obra e ainda vê a exaustão
do solo e a redução das safras colhidas ano
após ano.
O estado do Rio e a República Velha
A decadência foi a tônica na província
nos últimos dias do regime imperial. Na luta pela
República, vários foram os fluminenses que
se distinguiram, cabendo citar Antônio da Silva Jardim,
Lopes Trovão, Rangel Pestana, entre outros. Também
forte foi a presença na campanha abolicionista.
Com a proclamação da República, logo
ocorreram problemas políticos que foram, com o tempo,
lhe retirando a grandeza e o destaque conseguidos durante
o Império.
Cidade do Rio de Janeiro em 1895Após a aprovação
da nova Constituição estadual, em 9 de abril
de 1892, a capital foi transferida para a cidade de Petrópolis,
devido às agitações que ocorreram durante
o governo do Marechal Floriano Peixoto nas cidades do Rio
e de Niterói, e também à Revolta da
Armada, ocorrida naquela época.
Após diversos anos em que lutas políticas
fizeram o Estado perder o rumo administrativo, fato comprovado
pela dualidade de Assembléias Legislativas por três
períodos, estas fazem aumentar ainda mais a crise
econômica fluminense, que se arrasta de tal maneira
a transformar, gradualmente, suas plantações
de café em pastagens para a pecuária e a fazer
com que o mesmo não acompanhe o desenvolvimento industrial
experimentado por São Paulo.
A Revolução de 30 e o Estado Novo
Com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, vários
interventores foram nomeados, o que não alterou o
quadro sócio-econômico fluminense até
que, em 1937, é nomeado Ernani do Amaral Peixoto,
genro de Vargas (este casou-se com Alzira Vargas em 1939)
e que pôde realizar muito pelo Estado, dando incentivo
ao seu desenvolvimento industrial, com a construção,
da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta
Redonda, no Vale do Paraíba fluminense e da Fábrica
Nacional de Motores (FNM), em Duque de Caxias, na Baixada
Fluminense, bem como a expansão da malha rodoviária
estadual.
Amaral Peixoto ainda mobilizou a população
fluminense no esforço de guerra, que resultou na
aquisição, com os recursos arrecadados, de
um novo navio para a Marinha de Guerra brasileira.
Data desse período, também, a formação
de várias instituições de ensino superior
e centros de estudo sobre a cultura e história fluminenses,
que procuravam resgatar a memória e construir uma
identidade para a população do Estado, esvaziado
econômica e politicamente desde o fim do Segundo Império.
A redemocratização e o Golpe de 1964
Com a queda de Vargas, Amaral Peixoto foi afastado do comando
do Estado e cinco interventores sucederam-se no governo
fluminense até a eleição, em 1947 de
Edmundo de Macedo Soares e Silva, construtor da usina de
Volta Redonda, que reorganizou a administração
e as finanças estaduais, bem como continuou o incentivo
à industrialização e à produção
agropecuária.
Foi sucedido, entretanto, por Amaral Peixoto, que dá
nova força à expansão industrial e
rodoviária, datando desse período a criação
da Companhia Nacional de Álcalis.
Até o ano de 1964, os governos estaduais procuram
dinamizar a economia fluminense, reformando a estrutura
do estado, organizando sua educação superior
(cria-se em 1960 a Universidade Federal do Estado do Rio
de Janeiro, posteriormente Universidade Federal Fluminense),
melhorando a infra-estrutura elétrica (é desse
período a criação das Centrais Elétricas
Fluminenses, posteriormente CERJ) e dando nova feição
à cidade de Niterói.
Após o Golpe de 1964, o governador Badger da Silveira,
recém-eleito em 1963, é afastado do cargo,
sendo substituído pelo General Paulo Torres que trata
de criar a Companhia de Desenvolvimento do Estado do Rio
de Janeiro.
Segue-se a ele Geremias Fontes e Raimundo Padilha, que
seria o último governador do Estado do Rio antes
da fusão com o da Guanabara, datando do seu governo
a conclusão da Ponte Rio-Niterói e o início
da construção da usina nuclear de Angra dos
Reis.
O novo estado do Rio
Pão de AçúcarApós a edição
da Lei Complementar nº20 em 1974, assinada pelo presidente
Ernesto Geisel, fundiram-se os estados da Guanabara e do
Rio de Janeiro em 15 de março de 1975. A capital
do novo estado (que manteve o nome de Rio de Janeiro) passou
a ser a cidade do Rio de Janeiro, voltando-se a situação
político-territorial anterior a 1834, ano da criação
do Município Neutro. Foram mantidos ainda os símbolos
do antigo estado do Rio, enquanto os símbolos da
Guanabara passaram a ser os símbolos do município
do Rio.
Alguns alegam que a motivação por trás
do presidente Geisel para a fusão foi neutralizar
a força oposicionista do MDB no estado da Guanabara.
O antigo estado do Rio de Janeiro, tradicionalmente foi
considerado um pólo de conservadorismo, vide governos
sucessivos do PSD e posteriormente da ARENA, apesar da grande
força do PTB (que elegeu os dois últimos governadores
antes de 1964), e depois do MDB nessa região, o que
levou à errônea conclusão que esta viria
a neutralizar a oposição emedebista guanabarina,
evitando maiores problemas para o governo militar, que acaba
por indicar como primeiro governador do "novo"
estado o almirante Floriano Peixoto Faria Lima.
Apesar de Faria Lima assumir o estado com promessas do
governo federal de maciços investimentos, a fim de
compensar os problemas que poderiam advir da fusão,
esses não se concretizaram plenamente, mesmo com
a implantação das usinas nucleares em Angra
dos Reis e a expansão da Companhia Siderúrgica
Nacional, o que acarretou problemas que viriam a ser sentidos,
principalmente nas áreas de habitação,
educação, saúde e segurança
partir da década de 1980.
Com a abertura política e a volta das eleições
diretas para governador, os fluminenses elegem no ano de
1982 Leonel de Moura Brizola (PDT), exilado político
desde 1964 que voltava ao Brasil com a bandeira do trabalhismo
varguista, o que conquistou o eleitorado insatisfeito com
o segundo governo de Chagas Freitas.
Brizola angaria nesse primeiro mandato a antipatia do eleitorado
conservador devido as suas políticas de amparo às
comunidades carentes, encaradas como de cunho populista.
No seu primeiro governo, Brizola constrói o Sambódromo
e dá início aos Centros Integrados de Educação
Pública (CIEPs), escolas projetadas por Oscar Niemeyer
e idealizadas pelo professor Darcy Ribeiro para funcionarem
em tempo integral. A crescente crise na área da segurança
pública e os desgastantes atritos com as Organizações
Globo acabaram por impedir que ele fizesse seu sucessor.
Nas eleições de 1986, Moreira Franco é
eleito governador pelo PMDB numa ampla aliança antibrizolista
que ia do PFL ao PC do B. Moreira teve a ajuda do Plano
Cruzado, plano econômico lançado no governo
do presidente José Sarney que visava o controle da
inflação e que malogrou ante a acusação,
por parte da oposição, de ter sido eleitoreiro.
A decepção com o governo Moreira Franco, que
não cumpriu a promessa de acabar com a violência
em seis meses, levou o eleitorado fluminense a eleger Leonel
Brizola novamente, em 1990.
Em seu segundo mandato Brizola conclui os CIEPs, constrói
a Linha Vermelha, a Universidade Estadual do Norte Fluminense
(UENF), amplia o sistema de abastecimento hídrico
do Guandú e dá início ao Programa de
Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG).
Porém os problemas crônicos na área
de segurança bem como nas contas públicas
estaduais, fazem o Estado sofrer uma "intervenção
branca" do governo federal no ano de 1992, durante
a conferência mundial sobre ecologia ECO-92, e também
no ano de 1994. A utilização de tropas das
Forças Armadas no patrulhamento das ruas da capital
é amplamente apoiada pela população.
Em meio a esses problemas, Brizola renuncia ao mandato
a fim de concorrer às eleições presidenciais.
O governo estadual é assumido pelo seu vice Nilo
Batista que após 8 meses passa o comando para Marcello
Alencar, eleito pelo PSDB em 1994 graças ao bom desempenho
de sua passagem pela prefeitura da cidade do Rio e ao sucesso
Plano Real. Marcello retoma as obras do Metrô paralisadas
desde a gestão Moreira Franco, constrói a
Via Light e implementa uma política de segurança
pública mais voltada ao confronto armado, o que acaba
por gerar antipatia da população de baixa
renda, mais exposta aos enfrentamentos entre a polícia
e bandidos.
Na eleição seguinte, Anthony Garotinho, apadrinhado
à época por Brizola e que anteriormente havia
perdido a eleição para Alencar, é eleito
governador pelo PDT, apoiado por uma aliança de esquerda
que inclui como vice na chapa a então senadora Benedita
da Silva, do PT, que o substitui em 2002 quando ele também
renuncia, como Brizola, visando a corrida presidencial.
Benedita assume em meio a problemas de ordem fiscal que
acabam por impedí-la de se reeleger, sendo derrotada
por Rosinha Garotinho, esposa de Anthony Garotinho, que
procura, após eleita, manter o estilo por vezes controvertido
de governar de seu marido, enfrentando ainda duras críticas
com relação à situação
da segurança pública.
Nas eleições de 2006 o eleitorado fluminense
elegeu Sérgio Cabral Filho como o novo governador.
A vitória ocorreu no segundo turno após vencer
a ex-juíza Denise Frossard, apoiada por Cesar Maia.
Apesar de pertencer ao mesmo partido de Garotinho e Rosinha
(PMDB) Cabral vem dissociando, desde a campanha, sua imagem
da do casal. A aproximação com o presidente
Lula, a nomeação de Benedita da Silva e Joaquim
Levy para o seu secretariado e a extinção
de projetos como o Cheque-Cidadão e Jovens pela Paz
(considerados como marcas registradas do período
Garotinho/Rosinha) foram atitudes tomadas por Cabral que
sinalizam este distanciamento.