População 3.097.232 (2000).
Densidade 67,3 hab./km² (2000).
Crescimento demográfico 2% ao ano (1991-2000).
População urbana 79,5% (2000).
Domicílios 841.096 (2000).
Carência habitacional 113.359 (est. 2000).
Acesso à água 80,8%;
Acesso à rede de esgoto 66,4% (2000).
IDH 0,765 (2000).
A população do Espírito Santo é
de 3.464.285 habitantes, segundo a estimativa populacional
de 2006, realizada pelo IBGE. Em relação ao
ano de 1991, quando a população era de 2.598.231
hab., esses números mostram uma taxa de crescimento
anual de 2% ao ano, inferior a do Brasil como um todo (1,6%)
para o mesmo período (1991-2000). Ainda segundo o
censo demográfico de 2000, o Espírito Santo
é o décimo-quarto estado mais populoso do
Brasil e concentra 1,82% da população brasileira.
Do total da população do Estado em 2000, 1.562.426
habitantes são mulheres e 1.534.806 habitantes são
homens. Para 2006, a estimativa é de 3.464.285 habitantes.
Nos últimos anos, o crescimento da população
urbana intensificou muito, ultrapassando o total da população
rural. Segundo a estimativa de 2000, 2.463.049 habitantes
viviam em cidades.
A densidade demográfica era de 55,18 hab./km²
em 1991. Essa marca é superior à densidade
brasileira — 19,94 hab./km². A distribuição
da população estadual é desigual, apresentando
maior concentração na região serrana,
no interior. Nessa área, a densidade demográfica
atinge a média de 50 hab./km² e a ultrapassa
no extremo sudoeste. A Baixada Litorânea, faixa que
acompanha o litoral, apresenta quase sempre densidades inferiores
à média estadual. Apenas nas proximidades
de Vitória observa-se uma pequena área com
mais de 50 hab./km². A parte norte da baixada litorânea
é a menos povoada do estado. Seis municípios
(Vila Velha, Cariacica, Cachoeiro do Itapemirim, Colatina
e Linhares) concentram mais de 45% da população
do Espírito Santo (1975).
Etnias
Cor/Raça Porcentagem
Brancos 48,82%
Negros 6,46%
Pardos 43,72%
Capixabas
Capixaba (ou espírito-santense) é o gentílico
referente ao estado do Espírito Santo. O termo deriva
das roças de milho localizadas na ilha de Vitória,
que pertenciam aos índios que originalmente habitavam
a região quando da chegada dos portugueses.
Nativos
Quando os portugueses, em 23 de maio de 1535, capitaneados
pelo fidalgo Vasco Fernandes Coutinho, tomaram posse da
Capitania do Espírito Santo, depararam-se com indígenas
de diversas culturas que dominavam o litoral e o interior
e que impuseram à Coroa Portuguesa severa resistência
ao processo de colonização. Tanto que apenas
na primeira metade do século XVII as lutas tiveram
fim, com a definitiva derrota dos índios. A partir
daí o processo de aculturação deu-se
de forma acelerada, e rapidamente as diversas etnias foram
absorvidas e integradas pelas populações de
origem portuguesa e africana, bem como, no decorrer das
décadas, por imigrantes europeus de outras nacionalidades,
como alemães e italianos. Nos dias atuais, um reduzidíssimo
número de índios das etnias Tupiniquim e Guarani
ainda procura manter viva sua cultura e tradição,
ambas fragilizadas pela sociedade como um todo, que se baseia
em valores bem diferentes e até opostos aos deles.
Sobrevivem em reservas situadas ao norte da capital Vitória,
sendo Caieiras Velhas, no município de Aracruz, a
mais representativa. Ela abriga descendentes dos primeiros
Tupiniquins aqui encontrados, praticando agricultura de
subsistência e artesanato. Na década de 80,
um acordo firmado entre a Fundação Nacional
do Índio (FUNAI) e a prefeitura de Aracruz permitiu
a criação, na reserva, de escolas para ensino
de nível fundamental e de creches. Na mesma época,
por iniciativa da Legião Brasileira de Assistência
(LBA), foram introduzidos cursos profissionalizantes, como
uma tentativa de reduzir a grande exclusão social
a que o processo histórico submeteu os indígenas.
Muitos indivíduos, dada a dificuldade de sobrevivência
nas reservas, migram para os grandes centros urbanos capixabas
para trabalhar em ofícios mal remunerados (posto
que a mão-de-obra é desqualificada para as
exigências do mercado)ou em ocupações
marginais como a prostituição.
Culturalmente falando, foi fundamental a contribuição
indígena (a também a africana) no que tange
à lingüística, porque enriqueceu sobremaneira
a língua portuguesa inicialmente falada em território
capixaba. Num processo idêntico ao que ocorreu com
todo o Brasil, foi graças aos termos, prefixos e
sufixos próprios da língua tupi-guarani (e
também as de origem africana) que o português
adquiriu sotaques e cadência diferenciados da Pátria-Mãe.
Italianos
Os italianos, vêem-se muito presentes na vida da sociedade
capixaba, foram eles quem fundaram muitas das cidades, e
há ainda vários grupos de dança típica
italiana e festas de inspiração Italiana,
assim como muita influência culinária também.
municípios como Venda Nova do Imigrante, Santa Teresa,
Castelo e Pancas, são exemplos típicos. Aparte
da presença massiva de pratos de origem Italiana
na mesa capixaba, outros aspectos, como a produção
de queijo mozarella ou fábrica de macarrão
no estado (Firenze), nos lembram essa forte influência.
Outro exemplo são pequenas propriedades agrícolas,
que hoje, retornam as raízes Italianas para promover
o agroturismo, um mercado potencialmente lucrativo. Os descendentes
de italianos correspondem a mais de 60% da população
capixaba.
Alemães
Outra grande presença no estado é a dos alemães,
que foram dos primeiros a cultivar o solo mais distante
da costa. Assim como a comunidade italiana, ainda retém
muitos aspectos da vida de antanho, como grupos de dança
típicos e festas como a Sommerfest, em Domingos Martins,
que também é de inspiração alemã.
Outro grupo próximo ao alemão é o pomerano,
que originalmente veio de uma região entre a Alemanha
e Polônia, e que hoje ainda fala sua língua,
em várias pequenas regiões, como em Santa
Maria do Jetibá, e chega a ter dificuldade de integração,
tanto econômica, como cultural, à vida capixaba.
Afrodescendentes
A presença de negros deve-se como em todo resto da
federação ao passado escravocrata do País.