Com mais de 3.332.330 habitantes, de acordo com projeções
para 2006, o Amazonas é o segundo estado mais populoso
da região Norte do Brasil e sua capital, Manaus,
é a quarta cidade com maior PIB do Brasil[Carece
de fontes?], que cresce desordenadamente, com muitas áreas
ocupadas de forma errada através das chamadas invasões.
É a maior cidade da Região Norte, com cerca
de 1,7 milhões de habitantes, seguida por Belém
com 1,5 milhões de habitantes, e uma das que mais
recebe migrantes do Brasil, possuindo o moderno Aeroporto
Internacional Eduardo Gomes, nos moldes dos construídos
na década de 80, principal do norte e o segundo em
movimentação de carga do Brasil (atrás
de Viracopos em Campinas).
Etnias
Cor/Raça Porcentagem
Brancos 31%
Negros 4%
Pardos e mestiços 61%
Indígenas 1%
Colonizadores
Com o objetivo de catequizar os indígenas, vários
leigos e religiosos jesuítas espanhóis fundaram
várias missões no território amazonense.
Essas missões, cuja economia tinha como atividade
a dependência do extrativismo e da silvicultura, foram
os locais de origem dos primeiros mestiços da região.
Sofreram posteriormente seguidas invasões de outros
indígenas inconformados com a invasão ao seu
território e de conquistadores brancos. Brancos,
acompanhados por nativos, aprisionavam índios rivais
para vendê-los como escravos. A destruição
das missões espalhou pelo território a desmatação.
A partir do século XVIII, o Amazonas passou a ser
disputado por portugueses e espanhóis que habitavam
a bacia do rio Amazonas. Essa luta desencadeou a disputa
pela posse da terra, o que motivou a formação
de grandes latifúndios. A partir do século
XIX, o território começou a receber migrantes
nordestinos que buscavam melhores condições
de vida na maior província brasileira. Atraídos
pelo ciclo da borracha, os nordestinos se instalaram em
importantes cidades amazonenses, como Manaus, Tabatinga,
Parintins, Itacoatiara e Barcelos, a primeira capital do
Amazonas.
Imigrantes:
Portugueses
Os portugueses e seus descendentes, formam os principais
colonizadores do Amazonas, por serem o único que
não sofre restrições numéricas
de entrada no Brasil. Aos portugueses, devemos a nossa língua,
a religião, a base de nossa organização
política, a cultura e a base de nossas instituições
jurídicas. Estão presentes em todo o Amazonas.
Espanhóis
No estado do Amazonas, além de se concentrarem na
região de Manaus e de Presidente Figueiredo, descendentes
de espanhóis são encontrados na fronteira
com a Colômbia e a Venezuela, principalmente na região
de Tabatinga.
Árabes e judeus
Um dos maiores grupos de brancos asiáticos encontrados
no Brasil pertence aos povos semitas da Ásia Menor.
São os judeus, os árabes, os sírios
e os libaneses que, espalhados pelas grandes cidades, dedicam-se
tradicionalmente ao comércio. Cerca de 280 mil pessoas
possuem origens árabes ou judaicas no Estado. Lembrando
que a população com ascendência de judeus
em sua grande maioria não professa a religião
judaica e provém de países como Espanha, Portugal,
Marrocos, Argélia e França, principalmente.
A grande maioria dos povos árabes no Amazonas são
descendentes de marroquinos, libaneses, sírios e
jordanianos.
Japoneses
Os japoneses começaram a se instalar no Brasil a
partir de 1908, acentuando o fluxo a partir de 1920 e depois
da Segunda Guerra Mundial. A maioria dos imigrantes japoneses
vivem em São Paulo e Paraná, mas uma significativa
comunidade vive no Amazonas e no Pará. No Amazonas
compõem grupos de cerca de 160 mil pessoas, incluindo
mestiços de japoneses com outras etnias.
Chineses
Os chineses, em menor número, concentraram-se mais
nas cidades e têm vindo principalmente de Taiwan.
Atualmente é difícil encontrar chineses "puros"
no Amazonas. A maioria deles já miscigenou-se com
brancos, negros e indígenas e tornaram-se mestiços
brasileiros.
Africanos
O único grupo negro existente no Amazonas é
o Orgulho Negro.
Migrantes Nordestinos
Os nordestinos têm sido, desde o século XIX,
o mais numeroso grupo de imigrantes nacionais para o Amazonas.
Foram decisivos na economia (borracha, juta, comércio)
e na constituição da identidade amazonense,
mestiçando-se com a população local,
além de fundamentais na participação
do Amazonas na conquista do Acre. O boi bumbá e o
Teatro Amazonas (mandado construir pelo governador Eduardo
Ribeiro, cafuzo natural do Maranhão) são apenas
duas marcas da atuação nordestina no estado.
Aculturando-se com o modo de vida caboclo, o imigrante nordestino
preservou a floresta e deu origem ao "caboclo do centrão",
população cabocla distinta espacialmente dos
caboclos ribeirinhos, mas igualmente cabocla.
Migrantes do Sul do Brasil
Os sulistas estabeleceram-se principalmente em Manaus e
na região Sul do estado. Os gaúchos no Amazonas
correspondem a 9,4% da população, a maioria
deles vive na capital e no Sul do Amazonas, onde começaram
a criação de gado, e até fundaram uma
cidade chamada Apuí, onde 94% da população
da cidade é composta de gaúchos e paranaenses.
A ocupação do Amazonas por sulistas foi tão
grande, que hoje existem vilas, distritos e cidades espalhadas
pelo estado com grande número deles. Devemos ver
que a ocupação sulista foi tão importante
no Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, que poderá
ser criado o "Dia do Sulista no Amazonas", em
homenagem aos migrantes vindos do Sul que em menos de um
século já representam cerca de 29% da população
do Amazonas.
Indígenas
Segundo dados apresentados pela Funai o Amazonas possui
cerca de 83.066 indígenas, divididos em 65 etnias,
que correspondem a apenas 1,6% da população
total do estado. O município amazonense que possui
o maior número de indígenas é São
Gabriel da Cachoeira, onde existem 23 mil índios,
e é onde encontramos o segundo idioma mais falado
no Brasil, o dos Tucanos.
Mestiços e caboclos
No estado do Amazonas os mestiços são numerosos,
sendo que 61% da população é constituída
por eles. O mais característico é o caboclo.
Inicialmente nascido da mestiçagem entre indígenas
e europeus, a partir do século XIX, também
miscigenou-se com nordestinos. Os imigrantes sulistas, predominantemente
brancos, que chegaram ao estado no final do século
XX, têm sido também mestiçados com a
população cabocla. O Dia do Mestiço
é data oficial no estado.