O rio Amazonas corta o estado no sentido oeste-leste; nasce
no planalto de La Raya-Peru, chamando-se Vilcanota e, ao
entrar em território brasileiro recebe o nome de
Solimões; próximo da cidade de Manaus, ao
encontrar-se com o rio Negro recebe então o nome
de Amazonas. Ao todo são 6.515km de extensão,
destes, 3.600 correm em terras brasileiras. Mede normalmente
de 4 a 5km de largura, atingindo cerca de 10 ou mais quilômetros
em certos pontos e nas cheias; quanto a sua profundidade,
pode chegar facilmente aos 100 metros.
Anteriormente, estes cursos seguiam em sentido contrário
(leste-oeste) desaguando em terras equatorianas. Quando
os Andes estavam se formando, ocorreram represamentos, originando
lagos de água salobra que, com as mudanças
climáticas passaram a compor os rios atuais. Provas
geológicas, e cerca de 50 espécies de peixes
marinhos que vivem em rios amazônicos comprovam este
fenômeno.
Dos mais de sete mil afluentes alguns merecem destaque.
Margem direita: rios Madeira (extensão de 3.200km),
Xingu e Tapajós.
Margem esquerda: rios Negro, Trombetas e Jari.
A hidrografia amazonense apresenta características
peculiares como a união dos rios Negro e Solimões.
O rio Negro apresenta águas escuras e o Solimões,
águas barrentas, ao juntarem-se no mesmo leito não
se misturam, correm lado a lado por cerca de 6km, a partir
daí formam o rio Amazonas.
As águas dos diversos rios amazônicos podem
ser divididas em três tipos:
- Águas brancas: originam-se nas montanhas andinas;
apresentam esta coloração devido a quantidade
de sedimentos carreados das cabeceiras. Ex. rios Madeira
e Amazonas.
- Águas pretas: originam-se nos escudos das Guianas
e no Brasil Central. As rochas quartzíticas (por
onde percorrem os cursos) e os ácidos liberados pela
decomposição natural de folhas e galhos das
plantas garantem pigmentos escuros à água.
Ex. rio Negro.
- Águas claras: também nascem nos escudos
da Guiana e no Brasil Central em áreas erodidas;
sua coloração branca e por vezes esverdeada
é proveniente da erosão de áreas, bem
como, do acúmulo de sedimentos na época das
cheias. Ex. rios Tocantins e Tapajós.
Outro fenômeno regional é a pororoca: encontro
das correntes marítimas com a corrente fluvial na
foz do rio Amazonas.
Lagos
De várzea: ocupam as partes mais baixas da planície,
são rasos e temporários (cobertos pelas águas
das chuvas), rico em peixes.
De terra firme: represados por cordões de aluvião.
Exemplificando os rios Manacapuru, Badajoz, Anamã¶,
Piorini, Mamori e Coari.
Ilhas
Em sua maioria são ilhas aluviais, algumas formadas
por paraná (braço de rio, que dele se desvia
voltando a ele depois). Exemplos: (Careiro, Codajás,
Maguapanim e Tupunambaranas - maior ilha do estado formada
no encontro dos rios Amazonas e Madeira.
Em suma, a bacia hidrográfica amazônica estende-se
por 3.889.489,6 km² sendo a quinta maior reserva de
água doce do mundo.
A navegabilidade é outro fator positivo, constituindo-se
quase que no único meio de transporte local. Mais
de 20 mil quilômetros de hidrovias interligam as diversas
comunidades amazônicas.