Até o início do século XX o Acre pertencia
à Bolívia. Porém, desde o princípio
do século XIX, grande parte de sua população
era de brasileiros que exploravam seringais e que, na prática,
acabaram criando um território independente.
Em 1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle da
área, mas os brasileiros se revoltaram e houve confrontos
fronteiriços, gerando o episódio que ficou
conhecido como a Questão do Acre.
Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado
de Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva
da região. O Acre foi então integrado ao Brasil
como território, dividido em três departamentos.
O território passou para o domínio brasileiro
em troca do pagamento de dois milhões de libras esterlinas,
de terras de Mato Grosso e do acordo de construção
da estrada de ferro Madeira-Mamoré.
Em 1920 foi unificado e, em 15 de junho de 1962, elevado
à categoria de estado, sendo o primeiro a ser governado
por uma brasileira, a professora Iolanda Fleming.
Durante a segunda guerra mundial, os seringais da Indochina
foram tomados pelos japoneses, e o Acre dessa forma representou
um grande marco na história Ocidental e Mundial,
mudando o curso da guerra a favor dos Aliados e graças
aos soldados da borracha oriundos principalmente do sertão
do Ceará (Ver: Segundo ciclo da borracha).
E foi sem dúvida graças ao Acre e sua contribuição
decisiva na vitória dos Aliados, que o Brasil conseguiu
recursos norte-americanos para construir a Companhia Siderúrgica
Nacional, e assim alavancar a industrialização
até então estagnada do Centro-sul, que não
possuía ainda indústrias pesadas de base (Ver:
Acordos de Washington).