Os rios, neste estado, constituem-se no mais importante
meio de transporte margeando-os também se originam
vários povoados; A maioria das cidades acreanas localizam-se
às margens dos rios.
Seguem a direção Sudoeste-Nordeste e pertencem
todos à rede hidrográfica do Rio Amazonas.
As formas paralelas e as mudanças na direção
dos cursos são características comuns dos
rios do Acre. Outra peculiaridade é a distribuição
da rede, a qual corre sobre rochas sedimentares e não
forma cachoeiras.
Os principais cursos d'água na parte central são
os Rios Tarauacá e Purus. A noroeste – Gregório,
Taraucá, Muru, Envira e Jurupari. A oeste –
Rio Juruá e seus afluentes Moa, Juruá-Mirim,
Paraná dos Moura e Ouro Preto (margem esquerda) e
Valparaíso, Humaitá e Tejo (margem direita).
Compõem a rede hidrográfica estadual a Bacia
do Acre-Purus e a Bacia do Juruá.
Bacia do Acre-Purus
O rio Purus nasce no Peru e é considerado o segundo
maior representante da drenagem no estado, seu curso é
sinuoso e meândrico. Da montante (fronteira com o
Peru) para a jusante (próximo a Sena Madureira) o
curso do rio se afasta ou se aproxima da borda da planície
deixando um lado do meandro abandonado. Estes meandros ocupam
uma extensão muito grande e são encontrados
em várias idades – quanto mais afastados do
leito atual, mais antigos – e fases de preenchimento
(colmatação).
A dinâmica fluvial dos rios da região implica
em vários fatores como: a fácil mudança
no traçado dos meandros, a queda de árvores
e vegetação beira-rio sobre o leito fluvial,
e ainda o deslizamento das margens.
No Brasil, o rio Purus segue a direção Sudoeste-Nordeste,
porém, em determinado ponto, passa para Leste-Norte-Leste,
direção geral que segue até receber
o rio Acre; após, volta à direção
original (Sudoeste-Nordeste) penetrando no Estado do Amazonas.
Dependendo das direções que segue, o rio Purus
se torna mais retilíneo (Nordeste-Sudoeste e Noroeste-Sudeste).
Quanto aos afluentes, na margem direita estão presentes
os maiores como o Acre, o Iaco, o Caeté e o Chandless,
estes bastante sinuosos, porém não como o
Purus. Já os rios Tarauacá e seus afluentes
Envira e Muru padronizam-se com o Purus apresentando-se
de sinuosos a meândricos.
Bacia do Juruá
Nasce a 453m de altitude no Peru onde recebe o nome de
Paxiúba, une-se ao Salambô e a partir daí
forma definitivamente o Juruá. Com 3.280 quilometros
de extensão atravessa o Acre (porção
noroeste) de Sul a Norte em direção ao Amazonas,
onde deságua no rio Solimões.
Caracterizado como rio de planície, é sinuoso
em praticamente todo seu percurso. Recebe as águas
que são drenadas de Marechal Thaumaturgo, Porto Walter,
Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima. Nos
municípios de Cruzeiro do Sul e Marechal Thaumaturgo
é navegável, durante 6 a 8 meses (cheias)
por grandes embarcações e na vazante por embarcações
de pequeno e médio porte. O rio Juruá também
se constitui no principal canal de comunicação
dos municípios acima citados com os municípios
do Amazonas.
Seus principais afluentes são:
Margem direita: Breu, Caipora, São João,
Acuriá, Tejo, Grajaú, Natal, Humatiá
e Valparaíso.
Margem esquerda: Amônea, Aparição, São
Luiz, Paratari, Rios das Minas, Ouro Preto, Juruá-Mirim,
Paraná dos Mouras e Moa.