A história de Pernambuco começa com a expedição
de Gaspar de Lemos, em 1501, que teria criado feitorias ao
longo da costa da colônia portuguesa e muito provavelmente
em Igarassu, local ao qual, anos depois, Cristóvão
Jacques estaria incubido da sua defesa. Erguida, provavelmente,
na entrada do Canal de Santa Cruz, em Igarassu a feitoria
teria por objetivo estebelecer vínculos com os nativos,
obter informações acerca das possíveis
riquezas do interior e vigiar o litoral de possíveis
investidas de navios de outras nações. É
oficializada em 1532, quando foi criada a capitania de Pernambuco
(ou Nova Lusitânia), doada a Duarte Coelho Pereira,
que fundou Igarassu e Olinda e iniciou a cultura da cana-de-açúcar.
Em 1630, a capitania foi invadida pela Companhia das Índias
Ocidentais, que, desembarcando na praia de Pau Amarelo, derrotou
a frágil resistência portuguesa na passagem do
Rio Doce, invadiu sem grandes contratempos Olinda e derrotou
a pequena, porém aguerrida, guarnição
do forte (que depois passaria a ser chamado de Brum), porta
de entrada para o Recife através do istmo que ligava
as duas cidades. (Mauritsstad, ou Mauricéia), até
então com poucos habitantes portugueses. Maurício
de Nassau ajudou a desenvolver a cidade, com diversas obras
de infra-estrutura, benefícios fiscais e empréstimos.
Neste período, Recife foi considerada a mais próspera
e urbanizada cidade das Américas e com a maior comunidade
judaica de todo o continente. Por diversos motivos, sendo
um dos mais importantes a exoneração de Maurício
de Nassau do governo da capitania pela WIC, o povo de Pernambuco
se rebelou contra o governo, juntando-se à fraca resistência
ainda existente. Com a chegada gradativa de reforços
portugueses, os holandeses por fim foram expulsos em 1654,
na segunda Batalha dos Guararapes. Foi nesta ocasião
que se diz ter nascido o Exército brasileiro.
Após a expulsão holandesa, o estado passou
a declinar junto com restante do Nordeste, devido à
transferência do centro político-econômico
para o Sudeste, o que resultou em conflitos como a Confederação
do Equador, movimento separatista pernambucano. A qualidade
do açúcar refinado holandês, agora produzido
nas Antilhas, superior ao mascavo brasileiro, também
ajudou a acelerar a decadência do estado, que era
baseado nos latifúndios de cultivo de cana-de-açúcar.
Buscando novos meios de renda, aumenta o comércio
no estado gradativamente. Este efeito foi estopim de revoltas
como a Guerra dos Mascates.
Atualmente há diversos Engenhos de cana-de-açúcar
abertos a visita, permitindo um mergulho profundo na cultura
da região através do turismo rural.
Apesar da grande carência de instalações
de saúde básicas no interior do estado, a
capital possui dezenas de grandes hospitais e três
grandes hospitais públicos (da Restauração,
Barão de Lucena e Getúlio Vargas, além
do Hospital das Clínicas, da UFPE) que atendem a
enfermos de toda a Região Metropolitana e também
dos oriundos do interior. O pólo de hospitais particulares,
equipados com máquinas de última geração,
faz da capital Recife o segundo maior pólo médico
e hospitalar do Brasil. [5]