Em 1534, D. João III divide a Colônia Portuguesa
no Brasil em Capitanias Hereditárias, sendo o Maranhão
parte de 4 delas (Maranhão 1ª parte, Maranhão
2ª parte, Ceará e Rio Grande), para melhor ocupar
e proteger o território colonial. Porém, ocupação
no Maranhão aconteceu a partir da invasão
francesa à Ilha de Upaon-Açu (Ilha de São
Luís) em 1612, liderada por Daniel de La Touché,
Senhor de La Ravardière, que tentava fundar colônias
no Brasil. Os franceses chegaram a fundar um núcleo
de povoamento chamado França Equinocial e um forte
chamado de Forte São Luís. Esse foi o começo
da fundação da cidade de São Luís.
Entretanto, os portugueses expulsam os franceses em 1615
na Batalha de Guaxemduba, a comando de Jerônimo de
Albuquerque, e passam a ter controle das terras maranhenses.
Nesse episódio, foi importante a participação
das tribos índigenas nativas que somaram forças
a ambos os lados e extendendo o tamanho da batalha.
Invasão Holandesa
Depois de terem invadido a maior parte do território
do Nordeste da Colônia portuguesa na América,
os holandeses dominaram as terras da Capitania do Maranhão
em 1641. Eles desembarcaram em São Luís e
tinham como objetivo a expansão da indústria
açucareira com novas áreas de produção
de cana-de-açúcar. Depois, expandiram-se para
o interior da Capitania. Os colonos, insatisfeitos com a
presença holandesa, começaram movimentos para
a expulsão dos holandeses do Maranhão em 1642,
sendo o primeiro movimento contra a dominação
holandesa. As lutas só acabaram em 1644 e nelas se
destaca Antônio Texeira de Melo como um dos líderes
do movimento.
Volta de Beckman
Em 1682, a Coroa Portuguesa decide criar a Companhia de
Comércio do Maranhão e Grão-Pará.
Tal Companhia tinha o dever de enviar ao Estado Geral do
Maranhão e Grão-Pará um navio por mês
carregado de escravos e alimentos como azeite e vinho. Assim,
Portugal pretendia aumentar o comércio da região.
Palácio dos Leões, sede do Governo do MaranhãoMas
a estratégia não dera certo. A Companhia abusava
nos preços e, por vezes, atrasava os navios. Isso
somado às péssimas condições
de vida na época, fizeram com que entre os colonos
se criasse um clima de hostilidade contra a Metropóle.
Liderada por Manuel Beckman(Bequimão) em 1684, começa
uma revolta nativista conhecida como a Revolta de Beckman.
Os revoltosos queriam o fim da Companhia de Comércio
do Maranhão e Grão-Pará e a expulsão
dos jesuítas, pois a Companhia de Jesus era contra
a escravidão indígena(principal fonte de mão-de-obra
na época).
Os revoltosos chegaram a aprisionar o Capitão-mor
de São Luís e outras autoridades, e expulsaram
os jesuítas, mas foram derrotados pelas forças
da Coroa. Manuel Beckman foi condenado à morte e
enforcado em praça pública, apesar de seu
irmão, Tomás Beckman ter ido à Portugal
para falar diretamente ao rei o motivo da revolta.
O movimento conseguiu fazer com que a Companhia fosse extinta
mas não foram atendidos sobre a expulsão dos
jesuítas.
Pombal e o Maranhão
Adotando ao modelo de despota esclarecido, D. José
I nomeou a primeiro-ministro, em Portugal, o Marquês
de Pombal que teve importante papel na História do
Maranhão.
Pombal fundou o Estado do Grão-Pará e Maranhão
com capital em Belém e subdivido em 4 capitanias
(Maranhão, Piauí, São José do
Rio Negro e Grão-Pará). Além disso,
expulsou os jesuítas e criou a Companhia do Grão-Pará
e Maranhão cuja atuação desenvolveu
a economia maranhense.
Na fase pombalina, a Companhia do Grão-Pará
e Maranhão aumentou tráfico de escravos e
produtos ao Maranhão. Tal fato fez com que o cultivo
de arroz e algodão ganhasse força e logo colocou
o Maranhão dentro do sistema agroexportador. Essa
prosperidade econômica se refletiu no perfil urbano
de São Luís. Foi nessa época que fora
construída a maior parte dos casarões que
compõem o Centro Histórico de São Luís
que hoje é Patrimônio Mundial da Humanidade.
Mas as ações de Pombal foram abaladas quando
subiu ao trono D. Maria I que extinguiu a companhia de comércio
e muitas outras ações do Marquês na
Colônia.
Adesão do Maranhão à Independência
do Brasil
Em 1822, muitas províncias se recusaram a aderir
à Independência do Brasil, uma delas foi o
Maranhão que se mantinha influênciado pelo
comércio português em São Luís
e não tinha muito contato com o Rio de Janeiro (capital
do Brasil na época).
O processo de adesão no Maranhão começou
no interior, onde as forças nacionais e mercenários
estrangeiros (liderados por Lord Cochrane), com o apoio
da aristocracia rural, iniciaram um movimento armado que
se estendeu até a capital (São Luís).
Em 28 de julho de 1823 o Maranhão aderiu à
independência, tornando-se a Província do Maranhão.
A Balaiada
Foi o mais importante movimento popular do Maranhão
e ocorreu entre Período Regencial e o primeiro ano
do império de D. Pedro II. Os revoltosos exigiam
melhores condições sociais e foram influênciados
pelas lutas partidarias da aristocracia rural. Como líderes
tiveram: Manuel dos Anjos Ferreira(O Balaio), Raimundo Gomes
e Preto Cosme. Eles ainda conseguiram tomar a cidade de
Caxias e estender o movimento até o Piauí,
porém, as tropas do imperador lideradas por Luís
Alves de Lima e Silva(que recebeu o título de Duque
de Caxias) reprimiram o movimento. Os envolvidos foram anistiados
e Manuel dos Anjos Ferreira e Preto Cosme foram mortos.