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Sábado, 11/02/2012 - Hoje é dia de Iemanjá ( Nossa Senhora da Conceição ) Deusa e Rainha do Mar. Contas cristal.
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O Maranhão é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no oeste da região Nordeste e tem como limites o Oceano Atlântico (N), o Piauí (L), Tocantins (S e SO) e o Pará (O).

 
Sua historia


Em 1534, D. João III divide a Colônia Portuguesa no Brasil em Capitanias Hereditárias, sendo o Maranhão parte de 4 delas (Maranhão 1ª parte, Maranhão 2ª parte, Ceará e Rio Grande), para melhor ocupar e proteger o território colonial. Porém, ocupação no Maranhão aconteceu a partir da invasão francesa à Ilha de Upaon-Açu (Ilha de São Luís) em 1612, liderada por Daniel de La Touché, Senhor de La Ravardière, que tentava fundar colônias no Brasil. Os franceses chegaram a fundar um núcleo de povoamento chamado França Equinocial e um forte chamado de Forte São Luís. Esse foi o começo da fundação da cidade de São Luís.

Entretanto, os portugueses expulsam os franceses em 1615 na Batalha de Guaxemduba, a comando de Jerônimo de Albuquerque, e passam a ter controle das terras maranhenses. Nesse episódio, foi importante a participação das tribos índigenas nativas que somaram forças a ambos os lados e extendendo o tamanho da batalha.

Invasão Holandesa
Depois de terem invadido a maior parte do território do Nordeste da Colônia portuguesa na América, os holandeses dominaram as terras da Capitania do Maranhão em 1641. Eles desembarcaram em São Luís e tinham como objetivo a expansão da indústria açucareira com novas áreas de produção de cana-de-açúcar. Depois, expandiram-se para o interior da Capitania. Os colonos, insatisfeitos com a presença holandesa, começaram movimentos para a expulsão dos holandeses do Maranhão em 1642, sendo o primeiro movimento contra a dominação holandesa. As lutas só acabaram em 1644 e nelas se destaca Antônio Texeira de Melo como um dos líderes do movimento.

Volta de Beckman
Em 1682, a Coroa Portuguesa decide criar a Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará. Tal Companhia tinha o dever de enviar ao Estado Geral do Maranhão e Grão-Pará um navio por mês carregado de escravos e alimentos como azeite e vinho. Assim, Portugal pretendia aumentar o comércio da região.

Palácio dos Leões, sede do Governo do MaranhãoMas a estratégia não dera certo. A Companhia abusava nos preços e, por vezes, atrasava os navios. Isso somado às péssimas condições de vida na época, fizeram com que entre os colonos se criasse um clima de hostilidade contra a Metropóle.

Liderada por Manuel Beckman(Bequimão) em 1684, começa uma revolta nativista conhecida como a Revolta de Beckman. Os revoltosos queriam o fim da Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará e a expulsão dos jesuítas, pois a Companhia de Jesus era contra a escravidão indígena(principal fonte de mão-de-obra na época).

Os revoltosos chegaram a aprisionar o Capitão-mor de São Luís e outras autoridades, e expulsaram os jesuítas, mas foram derrotados pelas forças da Coroa. Manuel Beckman foi condenado à morte e enforcado em praça pública, apesar de seu irmão, Tomás Beckman ter ido à Portugal para falar diretamente ao rei o motivo da revolta.

O movimento conseguiu fazer com que a Companhia fosse extinta mas não foram atendidos sobre a expulsão dos jesuítas.

Pombal e o Maranhão
Adotando ao modelo de despota esclarecido, D. José I nomeou a primeiro-ministro, em Portugal, o Marquês de Pombal que teve importante papel na História do Maranhão.

Pombal fundou o Estado do Grão-Pará e Maranhão com capital em Belém e subdivido em 4 capitanias (Maranhão, Piauí, São José do Rio Negro e Grão-Pará). Além disso, expulsou os jesuítas e criou a Companhia do Grão-Pará e Maranhão cuja atuação desenvolveu a economia maranhense.

Na fase pombalina, a Companhia do Grão-Pará e Maranhão aumentou tráfico de escravos e produtos ao Maranhão. Tal fato fez com que o cultivo de arroz e algodão ganhasse força e logo colocou o Maranhão dentro do sistema agroexportador. Essa prosperidade econômica se refletiu no perfil urbano de São Luís. Foi nessa época que fora construída a maior parte dos casarões que compõem o Centro Histórico de São Luís que hoje é Patrimônio Mundial da Humanidade.

Mas as ações de Pombal foram abaladas quando subiu ao trono D. Maria I que extinguiu a companhia de comércio e muitas outras ações do Marquês na Colônia.

Adesão do Maranhão à Independência do Brasil
Em 1822, muitas províncias se recusaram a aderir à Independência do Brasil, uma delas foi o Maranhão que se mantinha influênciado pelo comércio português em São Luís e não tinha muito contato com o Rio de Janeiro (capital do Brasil na época).

O processo de adesão no Maranhão começou no interior, onde as forças nacionais e mercenários estrangeiros (liderados por Lord Cochrane), com o apoio da aristocracia rural, iniciaram um movimento armado que se estendeu até a capital (São Luís). Em 28 de julho de 1823 o Maranhão aderiu à independência, tornando-se a Província do Maranhão.

A Balaiada

Foi o mais importante movimento popular do Maranhão e ocorreu entre Período Regencial e o primeiro ano do império de D. Pedro II. Os revoltosos exigiam melhores condições sociais e foram influênciados pelas lutas partidarias da aristocracia rural. Como líderes tiveram: Manuel dos Anjos Ferreira(O Balaio), Raimundo Gomes e Preto Cosme. Eles ainda conseguiram tomar a cidade de Caxias e estender o movimento até o Piauí, porém, as tropas do imperador lideradas por Luís Alves de Lima e Silva(que recebeu o título de Duque de Caxias) reprimiram o movimento. Os envolvidos foram anistiados e Manuel dos Anjos Ferreira e Preto Cosme foram mortos.








 
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