Segundo a contagem populacional realizada pelo IBGE, em 1996,
a população residente no Ceará era de
6.809.794 habitantes.
Analisandose a evolução populacional do Estado
do Ceará nas últimas décadas, observa-se
um declínio no incremento populacional. Enquanto
na década de 1960/1970 a taxa geométrica de
crescimento anual foi de 2,8%, entre os anos de 1980 e 1991
foi de 1,37%, supondo-se que referido declínio tenha
sido ocasionado pela queda da natalidade.
A participação da população
cearense na população do país, em 1996,
era de 4,3%. A população da Região
Metropolitana de Fortaleza, em 1996, era de 2.582.820 habitantes,
sendo a população de Fortaleza de 1.967.365
habitantes, correspondente a 76,2%
Pirâmide Etária
Com uma base larga e um topo estreito, a pirâmide
etária cearense mostra que o predomínio da
faixa de crianças e jovens, e uma diminuição
gradativa à medida em que aumentam as idades.
Distribuição da População
Devido as diferenciações regionais dentro
do próprio Estado, a população se distribui
irregularmente, apresentando um predomínio de baixas
densidades.Essas desigualdades populacionais são
observadas entre litoral, serras e sertão.
O Sertão, a mais extensa região cearense,
apresenta baixa densidade demográfica, explicado
pelas condições físicas desfavoráveis
à ocupação e ao desenvolvimento. Nas
áreas de serras e do litoral ocorre um adensamento
mais expressivos devido as condições naturais
serem mais favoráveis.
Migrações
O Ceará é caracterizado pela extrema mobilidade
de sua população, observando-se que estes
deslocamentos são constituídos tanto pelas
migrações internas como pelos movimentos para
fora do Estado.
Nas migrações internas, Fortaleza funciona
como núcleo, exercendo sua atração
perante a população do interior, de tal forma
que teve afetado o seu processo de urbanização,
nos últimos tempos. Essa atração é
explicada pela maior oferta de serviços, bem como
pela expectativa de emprego e outras oportunidades.
No entanto, o que vem sendo observado, é que a capital
não tem conseguido responder ao contínuo acréscimo
populacional, em termo de melhoria de qualidade de vida
da maioria de seus habitantes.
Os movimentos migratórios, tanto internos como externos,
tem nos fenômenos climáticos, que ocasionalmente
afetam o Estado (secas - enchentes), fatores expulsivos,
responsáveis em grande parte pelo êxodo rural,
o qual tem ocorrido para os decréscimos observados
no população do campo, nas últimas
décadas.
Etnias
Cor/Raça Porcentagem
Brancos 37%
Negros 3%
Pardos 60%
Devido às características econômicas
que sempre predominaram no Ceará (a pecuária,
atividade bastante móvel, e a cotonicultura) e aos
aspectos naturais da terra (como o regime períodico
de secas, que gerava graves situações de escassez
de alimentos em várias áreas sertanejas),
a escravidão africana não foi muito importante
no Estado. Assim, a população negra cearense
sempre foi relativamente pequena. Predominam os mestiços,
descendentes, em sua maior parte, de brancos e índios,
mulatos e caboclos que viviam como vaqueiros, moradores
de fazendas, pescadores, etc.
O Ceará tem cerca de 15 etnias nativas, embora somente
9 sejam reconhecidas pela FUNAI. A população
estimada dessas 9 etnias é de 5.365 índios.
No Ceará muitas pessoas desconhecem a existência
dos índios, pois os próprios índios,
durante muito tempo esconderam sua identidade. Um decreto
da Assembléia Provincial do Ceará, datado
de 1863, declarou qua não haviam índios no
Ceará. Então eles passaram a ser desacreditados,
perseguidos e tiveram suas terras invadidas. Somente na
década de 1980, os índios cearenses começaram
a reivindicar seus direitos de posse de terra e o reconhecimento
de suas etnias.