Algumas elevações naturais presentes no estado
formam divisores de águas entre os rios locais que
recebem águas pluviais, não dispondo de outras
fontes perenes, o que os torna rios temporários reforçados
pelo curto período chuvoso.
Durante o inverno, as chuvas são mais freqüentes
preenchendo os cursos, passado este período, o escoamento
diminui permanecendo somente os rios cujos leitos são
porosos e arenosos, ou àqueles com lençol freático
próximo da superfície.
A hidrografia cearense pode ser dividida em quatro bacias
e uma sub-bacia.
- Bacia do Jaguaribe: ocupa 50% do território correspondendo
às porções sul e centro-oriental. O
rio Jaguaribe é o mais importante e extenso da região;
nasce nas serras de Calogi, Pipoca e Joaninha, seus afluentes
são o Banabuiú, Palhano e Salgado. Dos açúdes
construídos ao longo destas bacias, os mais importantes
são o Orós, o Cedro, o Banabuiú e o
Castanhão.
- Bacia do Acaraú: ocupa 15% do território
ao norte, sendo a nascente do rio Acaraú situada
nas Serras das Matas, Matinha Branca e Cupira. Principais
rios: Groairas, Jaibaras e Riacho dos Macacos. Açúdes
de importância construídos, Araras (maior reservatório)
e Ayres de Sousa.
- Bacia do Curu: nasce na Serra do Machado, sendo o rio
Curu o mais imporante desta bacia contando com os seguintes
afluentes, Canindé e Caxitoré. Também
nesta bacia existem açúdes, reservatórios
de emergência para seca e irrigação
(açúdes de Caxitoré, General Sampaio
e Pentecoste).
- Bacia Litorânea: a maioria dos rios seguem para
o Atlântico; os rios litorâneos geralmente são
pouco extensos uma vez que suas nascentes estão próximos
da foz. Os principais rios desta bacia, que têm sua
ocorrência ao norte do estado são o Aracatiaçu,
o Coreaú, o Pacoti, o Choró e o Pirangí.
- Sub-bacia do Poti: nasce na porção oeste
do estado, atravessando a chapada de Ibiapaba seguindo para
o Piauí onde deságua no rio Parnaiba.