Local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano
de 1500, a região do que viria a ser o estado da Bahia
começou a ser povoada em 1534. Tomé de Sousa,
o primeiro governador-geral, fundou Salvador, que se tornou
a primeira capital do país em 1549, sendo por muitos
anos a maior cidade das Américas. Em 1572 o governo
colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador,
e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se
manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou
a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida
para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês
de Pombal.
Em Salvador concentrou-se uma grande população
de europeus, índios, negros e mestiços - em
decorrência da economia centrada no comércio
com dezenas de engenhos instalados na vasta região
do Recôncavo.
Antigo Palácio do Governo do Estado. É vísivel
a riqueza do período.O território original
da Bahia compreendia a margem direita do rio São
Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente,
dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a
Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d'Ávila,
respectivamente - promotores da ocupação de
seu território.
Invasões holandesas
Ingleses e holandeses atacaram a Bahia no século
XVII. Salvador chegou a ficar sob domínio holandês
entre 1624 e 1625, mas foi retomada pelos portugueses. Os
holandeses chegaram à capital baiana com inúmeras
embarcações e mais de 3600 soldados. Salvador,
que não recebeu reforço, tinha apenas 80 militares,
que debandaram com a maioria da população
na iminência do ataque. Os holandeses chegaram à
praça deserta, exceto pelo governador, que segurava
a espada em riste prometendo defender a cidade até
a morte. Foi detido.
No Recôncavo, organizado nas pequenas vilas, prepararam
a reação, com ajuda e empenho do Arcebispo
da Bahia. Nova invasão ocorreu em 1638, período
em que Nassau dominava boa parte do Nordeste, mas foi fortemente
repelida.
Conjuração Baiana
Centro Histórico do Pelourinho, na capital baianaEm
1798 foi cenário da Conjuração Baiana,
que propunha a formação da República
Bahiense - movimento pouco difundido, mas com repressão
superior àquela da Inconfidência Mineira: seus
líderes eram negros instruídos (os alfaiates
João de Deus, Manuel Faustino dos Santos Lira e os
soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens)
associados a uma elite liberal (Cipriano Barata, Moniz Barreto
e Aguilar Pantoja), mas só os populares foram executados,
mais precisamente no Largo da Piedade a 8 de novembro de
1799.
Independência
Mesmo após a declaração de independência
do Brasil, em 7 de setembro de 1822, a Bahia continuou ocupada
pelas tropas portuguesas, até à rendição
destes, ocorrida no dia 2 de julho de 1823. Por essa razão
a data é comemorada pelos baianos como o Dia da Independência
da Bahia.
Outras revoltas
Com a independência do Brasil, os baianos exigiram
maior autonomia e destaque. Como a resposta foi negativa,
organizaram levantes armados que foram sufocados pelo governo
central.
Em 1834, a Bahia foi palco da revolta dos malês (como
eram conhecidos os escravos africanos islamizados), tida
como a maior revolta escrava da história do Brasil.
Com a República ocorreram outros incidentes políticos
importantes, como a Guerra de Canudos e o bombardeio de
Salvador, em 1912. A Bahia contribuiu ativamente para a
história brasileira, e muitos expoentes baianos constituem
nomes de proa na política, cultura e ciência
do país.