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Sábado, 11/02/2012 - Hoje é dia de Iemanjá ( Nossa Senhora da Conceição ) Deusa e Rainha do Mar. Contas cristal.
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O Distrito Federal é uma das 27 unidades federativas do Brasil, em que está localizada a capital do país, Brasília. A capital foi fundada em 21 de Abril de 1960 e foi construída em três anos e dez meses.

 
Hidrografia


As bacias hidrográficas do Distrito Federal
A região do Distrito Federal, com uma área de 5.789,16 km², é drenada por cursos d’água pertencentes a três das mais importantes bacias hidrográficas brasileiras: São Francisco (Rio Preto), Tocantins/Araguaia (Rio Maranhão) e Paraná (rios São Bartolomeu e Descoberto). De acordo com o mapa hidrográfico do DF (Mapa das Unidades Hidrográficas), essas bacias são denominadas de Regiões Hidrográficas. Todos os seus rios são de planalto, sendo as principais bacias identificadas por um padrão de drenagem radial. Pela disposição da drenagem, observa-se que dois de seus cursos de água são delimitadores do território do Distrito Federal: a Leste, o Rio Preto; e, a Oeste, o Rio Descoberto.

A altitude dos divisores de água é da ordem de 1.200/1.300 m. Na separação entre as Regiões Hidrográficas Tocantins/Araguaia e do Paraná predominam vertentes formadas por chapadas, enquanto nos limites entre as bacias do Paraná e São Francisco a ocorrência mais comum no relevo é a de formas de serras e quebradas. Devido às características de rios de planalto, que cortam toda região do Distrito Federal, é típica a ocorrência de perfis escalonados por zonas de rápidas corredeiras, ou mesmo grandes quedas d’água, formando as lindas cachoeiras que despontam no Cerrado. Dadas as condições favoráveis dos solos, da topografia e do clima, a grande maioria dos cursos da rede de drenagem local conta com regime perene.

A Região Hidrográfica do São Francisco drena, aproximadamente, 1.407 km² do Distrito Federal, com uma descarga média de longo período de 23 m³/s (Estudo do Potencial Hídrico para a Agricultura Irrigada na Bacia Hidrográfica do Rio Preto, NCA-1995). É constituída pela Bacia do Rio Preto, cuja nascente encontra-se próxima à cidade de Formosa. Os seus principais afluentes são: Ribeirão Santa Rita, Ribeirão Jacaré, Ribeirão Extrema, Rio Jardim e Ribeirão São Bernardo.

A Região Hidrográfica Tocantins/Araguaia drena cerca de 773 km² do Distrito Federal, compreendendo praticamente toda a região Norte do mesmo. É constituída pela Bacia do Rio Maranhão, cuja nascente encontra-se próxima ao Distrito Federal, sendo seus principais afluentes: o Rio Palmeiras, Ribeirão Sonhim, Ribeirão da Contagem, Ribeirão das Pedreiras, Ribeirão Cafuringa, Rio das Palmas, Ribeirão Dois Irmãos e Rio do Sal.

A Região Hidrográfica do Paraná é responsável pela maior área drenada do Distrito Federal, ocupando, aproximadamente, uma área de 3.658 km² com uma descarga média de 64 m³/s. É constituída pelas bacias hidrográficas do Rio São Bartolomeu, do Lago Paranoá, do Rio Descoberto, do Rio Corumbá e do Rio São Marcos. Por ter a maior área de drenagem, cerca de 64% de toda porção territorial do Distrito Federal, a região hidrográfica do Paraná é de suma importância para a região, pois nela estão localizadas todas as grandes áreas urbanas e todas as captações de água para o abastecimento público.

Os principais formadores das bacias hidrográficas da Região Hidrográfica do Paraná, na área do Distrito Federal, são os seguintes: Bacia do Descoberto, constituída pelo Rio Descoberto, que nasce no Distrito Federal, o Ribeirão Rodeador, o Ribeirão das Pedras, o Ribeirão Melchior e o Ribeirão Engenho das Lajes; Bacia do Corumbá, formada pelo Ribeirão Ponte Alta, Alagado e Santa Maria; Bacia do São Marcos, constituída pelo Córrego Samambaia; Bacia do São Bartolomeu, formada pelo Ribeirão Pipiripau, Ribeirão Mestre d’Armas, Ribeirão Sobradinho, Rio Paranoá, Ribeirão Taboca, Ribeirão da Papuda, Ribeirão Cachoeirinha e Ribeirão Santana.

A bacia da área objeto do presente estudo é formada pela Bacia do Lago Paranoá. As unidades hidrográficas que compõem a bacia são: Santa Maria/Torto, Bananal, Riacho Fundo, Ribeirão do Gama e Lago Paranoá. Os principais cursos d’água que compõem cada unidade hidrográfica são:

Unidade Hidrográfica Santa Maria/Torto É formada pelos córregos Milho Cozido e Vargem Grande, afluentes do Santa Maria que, por sua vez, é afluente do Córrego Três Barras e esse, após sua confluência com o Ribeirão Tortinho, forma o Ribeirão do Torto, que desemboca diretamente no Lago Paranoá. Nesta unidade hidrográfica há duas importantes captações da CAESB. Uma é o sistema Santa Maria/Torto, onde são captados respectivamente 1.200 l/s e 500 l/s, cuja água é destinada ao abastecimento de Brasília. A outra é a barragem de Santa Maria, que interrompe a ligação da bacia a montante da mesma com o restante da bacia.

Unidade Hidrográfica do Bananal: É constituída pelo ribeirão do mesmo nome e do Córrego Acampamento, além de outros pequenos córregos. Nesta unidade está localizada a área de lazer conhecida pelo nome de Água Mineral. Estas duas unidades hidrográficas estão localizadas, em sua quase totalidade, dentro do Parque Nacional de Brasília.

 

Unidade Hidrográfica do Riacho Fundo: O Riacho Fundo, que nasce na região Sudoeste da bacia, tem como principal afluente, na margem direita, o Córrego Coqueiros, além de outros pequenos córregos; e, na margem esquerda, como principais contribuintes, os córregos Vicente Pires e Guará.

Unidade Hidrográfica do Gama: O ribeirão que dá o nome a esta unidade nasce na área conhecida como Mata do Catetinho, na parte Sul da Bacia do Paranoá, tendo como principais afluentes, na margem esquerda, os córregos Mato Seco e Cedro, e, na margem direita, os córregos Capetinga e Taquara.

Unidade Hidrográfica Lago Paranoá: É constituída, além do próprio lago de mesmo nome, pelas áreas de drenagens de pequenos córregos que contribuem diretamente com o lago, tais como: Cabeça de Veado, Canjerana e Antas, na região do Lago Sul; Taquari, Gerivá e Palha, na região do Lago Norte; além das áreas que contribuem diretamente com o espelho d’água.

A drenagem típica da Bacia do Paranoá é a anelar, formada pelos tributários já mencionados, apresentando uma característica interessante, que é o sentido principal do escoamento, de Oeste para Leste.

A hierarquização dos cursos d´água dentro de uma bacia hidrográfica obedece aos seguintes critérios:

- O conjunto do curso d’água principal e da bacia hidrográfica que o forma é classificado de 1ª ordem;
- Os afluentes diretos e as respectivas bacias são classificados como de 2ª ordem;
- Os afluentes diretos de um curso de 2ª ordem, e as respectivas bacias, são classificados de 3ª ordem, e assim por diante.

Portanto, a Bacia do Paranoá, dentro da grande Bacia do Paraná, é classificada como de 5ª ordem, já que o Rio Paranoá é afluente do São Bartolomeu (4ª ordem), que, por sua vez, é afluente do Corumbá (3ª ordem), e este do Paranaíba (2ª ordem), que é um dos formadores do rio (ou bacia) do Paraná (1ª ordem).

Seguindo esses critérios, os cursos d´água formadores do Rio Paranoá são, respectivamente: Torto/Bananal e Riacho Fundo/Gama, sendo as duas bacias classificadas como de 6ª ordem. E, por fim, as bacias do Torto, Bananal, Riacho Fundo e Gama, bem como o Lago Paranoá e seus afluentes, que correspondem às Unidades Hidrográficas, são bacias de 7ª ordem. Poderíamos continuar classificando outras bacias, mas julgamos desnecessário, pois a Unidade Hidrográfica é considerada no Distrito Federal como a menor unidade de planejamento em termos de recursos hídricos.

Disponibilidade hídrica superficial
A caracterização da disponibilidade hídrica superficial na área da bacia foi realizada, de maneira geral, com base em dados primários, coletados em diversas estações hidrológicas, operadas pela CAESB. As estações mais importantes, sua localização, período de operação e nome do curso d’água, são as seguintes:


A caracterização empreendida abrangeu os principais cursos d’água da rede de drenagem da Bacia do Paranoá, quais sejam: Ribeirão do Torto, Riacho Fundo, Ribeirão do Gama e Ribeirão Bananal; a partir dos dados hidrológicos que compõem as séries históricas e, no caso da unidade hidrográfica do Lago Paranoá, por meio de processos de regionalização.


Ribeirão do Torto: O Ribeirão do Torto possui uma área de drenagem de 249,76 km²; seu curso principal mede cerca de 20 km e apresenta uma declividade média de 7,8 m/km. Não possui mais um regime hídrico natural, pois está alterado pela presença das barragens de Santa Maria e do Torto. Seus principais afluentes são os córregos Tortinho e Três Barras, juntamente com o Ribeirão de Santa Maria. O Ribeirão do Torto deságua diretamente no Lago Paranoá com uma vazão média de 2,89 m³/s.

Ribeirão do Gama: O Ribeirão do Gama possui uma área de drenagem de 142,40 km² e seu curso principal mede cerca de 14 quilômetros. A bacia compreende os seguintes cursos d’água: Córrego do Cedro, Córrego Mato Seco, Córrego Capetinga e Córrego Taquara; seus principais afluentes. Deságua diretamente no Lago Paranoá, com uma vazão média de 1,85 m³/s.

Ribeirão do Riacho Fundo: A sub-bacia do Ribeirão Riacho Fundo, contribuinte do Lago Paranoá, possui uma área de 225,48 km² e a extensão de seu curso principal é de 13 km. Seus principais afluentes são os córregos Vicente Pires e Guará, pela margem esquerda, e o Córrego Ipê, pela margem direita. A sua vazão média é de 4,04 m³/s.

Ribeirão Bananal
A sub-bacia do Ribeirão Bananal, ocupando uma área de 127,74 km², está praticamente situada dentro do Parque Nacional de Brasília. O Ribeirão Bananal tem uma extensão de 19,1 km e deságua diretamente no Lago Paranoá. Seus principais afluentes são os córregos do Poço Fundo e do Acampamento. Sua vazão média é de 2,51 m³/s.

 

Lago Paranoá: A sub-bacia do Lago Paranoá ocupa uma área de 288,69 km², funcionando como bacia de captação dos principais cursos d’água que drenam o sítio urbano da cidade de Brasília. A unidade lacustre, integrante de destaque na paisagem da Bacia do Rio Paranoá, resulta de uma antiga depressão inundada, que foi reorganizada pelo planejamento para instalação da cidade.

O Lago Paranoá foi formado a partir do fechamento da barragem do Rio Paranoá, no ano de 1959, represando águas do Riacho Fundo, do Ribeirão do Gama e do Córrego Cabeça de Veado, ao Sul, e do Ribeirão Torto e do Córrego Bananal, ao Norte, além de outros pequenos tributários que alimentavam as belas cachoeiras que desciam rumo ao Rio São Bartolomeu.

Foram necessárias duas temporadas de chuvas para que as águas do lago atingissem a cota prevista de 1.000 m acima do nível do mar. Desde então, o lago passou a cumprir o seu destino, de embelezamento da Nova Capital, criando um microclima ao seu redor e oferecendo alternativas de lazer e recreação para a população, transformando-se no mais belo monumento da escala bucólica da cidade.

Além de contar com as contribuições dos afluentes principais, o lago recebe águas de drenagens pluviais urbanas e dos efluentes de duas estações de tratamento de esgotos, a ETE Sul e a ETE Norte.

No que diz respeito à ação da água no meio ambiente, a tabela a seguir apresenta uma série de efeitos hidrológicos decorrentes da ação antrópica no processo de urbanização.

À medida que uma aglomeração urbana se expande, com maiores mudanças nos usos do solo e da água, ocorrem novos efeitos hidrológicos. Diante de tais quadros, presume-se que os efeitos apontados devam ser objeto de preocupação por parte dos planejadores, mediante medidas preventivas, relativas ao controle da água e da erosão do solo, permitindo direcionar melhor os recursos para o bem-estar da população em vez de gastá-los em obras de recuperação ambiental.

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