Martim Afonso de Souza chegou em São Vicente a 31
de Janeiro de 1527, juntamente com seu irmão Pero
Lopes de Souza que veio como relator da esquadra, Martim
Afonso estabelece em 1533, o primeiro engenho de cana-de-açúcar
da região: o Engenho dos Erasmos em território
de Santos. Em 1540 tem-se noticias do primeiros povoadores
da Ilha de Santo Amaro (de origem européia): Estevam
da Costa e Jorge Ferreira. Cinco anos após instala-se
no Guarujá o primeiro engenho de cana-de-açúcar
e a capela de Nossa Senhora da Apresentação,
propriedade de Gonçalo Afonso e Manoel de Oliveira!
No mesmo ano, José Adorno constrói a Capela
de Santo Amaro, que daria o nome definitivo à Ilha.
Brás Cubas, fundador da Vila de Santos, manda construir,
em 1552, a fortaleza de São Felipe, que serviria
para defender a região do ataque dos piratas. Um
ano após, o alemão Hans Staden naufraga na
costa vicentina e entra para o grupo militar que ocupava
a Fortaleza de São Felipe de São Felipe. Chegou
a ser comandante do forte. Mais tarde seria aprisionado
pelos índios tamoios, conseguindo fugir e retornar
à Europa. Em 1669, surge a primeira indústria
da região, a armação das baleias, às
margens do Canal de Bertioga, onde havia o beneficiamento
dos subprodutos cetáceos, principalmente ossos .
A empresa funcionou até 1830. O primeiro censo realizado
na Ilha, aponta a existência de 536 moradores no ano
de 1765.
A família de Miguel Francisco Bueno Chaves adquire
o sítio da Glória, sendo uma das grandes famílias
que praticamente dominaria a Ilha durante o século
XIX. em 1892 a Companhia Prado Chaves adquire, junto à
praia das Pitangueiras e parte do sítio Glória,
extensas áreas de terra. Começa o processo
de urbanização que, resultaria na implantação
da Vila Balneária, embrião da Gurarujá
moderna. A Vila Balnearia, embrião da Guarujá
moderna. A Vila Balneária é inaugurada no
dia 04 de setembro de 1893.
Em 1911 começam a surgir as plantações
de bananas que viriam a ser uma das grandes riqueza agrícolas
da região. No ano de 1920 começa a fase áurea
do jogo e do interesse turístico por Guarujá.
A companhia Prado Chaves entra em decadência (1926).
Seus bens foram hipotecados à Companhia Mecânica
e Importadora de São Paulo e, seus serviços
encampados pelo Governo do Estado.
No dia 30 de junho de 1934, a cidade consegue sua emancipação
administrativa. No ano de 1940 começa a construção
do Forte dos Andradas. Surgem os primeiros edifício
na orla das praias e as primeiras mansões. A emancipação
política acontece no ano de 1948, a cidade passa
a eleger seus prefeitos, que antes eram nomeados pelo governo
do Estado.
No dia 30 de dezembro é criado o Distrito de Vicente
de Carvalho, no ano de 1953.
Origem do Nome
Até chegar no seu nome atual, a Ilha de Santo Amaro
passou por vários nomes, entre eles temos:
Ilha Oriental - nome dado pelos portugueses
Ilha Oriental - nome dado pelos espanhóis
Ilha de Guaivê - nome dado pelos índios, este
nome significa entre outras coisas: cipó de amarrar,
separada por ter sido cortada, etc.
Ilha de Santo Amaro - este nome é usado até
nossos dias e foi dado por José Adorno devido a construção
de uma Capela com esse nome por volta de 1544/1545.
O nome Gurarujá é de origem indígena
e existem várias discordâncias quanto ao seu
significado. Segundo o dicionarista João Mendes de
Almeida, Guarujá quer dizer: uma passagem estreita
que seria aplicada a sala de pedras existente no atual edifício
Sobre as Ondas, ou para outros, Guarujá significa:
viveiro de sapos ou rãs "Guarusapos ya"
( que se cria ou cresce) ou ainda local que se cria ou se
cresce alguma coisa.
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