No Vale do Itajaí, em Santa Catarina, encontramos
um pequeno município com aproximadamente 30 mil habitantes
que, por sua beleza, riqueza e qualidade de vida é
conhecido como “a Pérola do Vale”.
Estamos falando de Timbó. Cidade
com raízes na cultura européia (germânica
e italiana) localizada no Vale Europeu, onde se pode contemplar
rios de águas limpas e encantar-se com o verde exuberante
por todo seu território e ouvir o canto dos pássaros
habitantes comuns na mata nativa que o cerca. Você
pode observar ainda o contraste da arquitetura e o colorido
dos jardins; servir-se de comida farta e com qualidade.
Timbó é classificada pela
ONU como a 10ª melhor cidade do país para se
morar. Economicamente ocupa o 14º posto de arrecadação
do estado. O índice de analfabetismo é de
apenas 1,9%, sendo Timbó, em nível estadual,
a 3º cidade em qualidade de ensino. A herança
dos imigrantes está presente na organização,
na força do trabalho, na indústria, na limpeza
das ruas, no cuidado com as casas e jardins, na hospitalidade
e na simpatia do povo. Apesar de o município possuir
um apego à tradição, isto não
impede a adaptação aos novos tempos, promovendo
o desenvolvimento tecnológico, com melhorias em todas
as áreas: um perfeito equilíbrio entre o fazer
artesanal e a manufatura mecanizada. Atualmente, Timbó
atrai pessoas de todo o país em busca de um bom lugar
para viver e trabalhar.
Fundação
Timbó foi fundada pelo imigrante
alemão Frederico Donner, em 12 de outubro de 1869.
Ele então construiu sua moradia e a primeira casa
comercial às margens do rio Benedito. Logo chegaram
outras famílias alemãs. Nos anos seguintes
vieram também os imigrantes italianos, cujos descendentes
atualmente correspondem à metade da população.
As primeiras famílias se estabeleceram
na região rural e mantinham uma agricultura basicamente
de subsistência. Algumas casas comerciais principiaram
suas atividades no centro. O início foi muito difícil
para estas famílias, pois as condições
de vida eram precárias. Foi necessário construir
tudo: as casas, os campos para a lavoura, as estradas. As
comunidades viviam bastante isoladas e, para fomentar sua
vida social, começaram a erguer as igrejas, as escolas,
os clubes e os salões de festa.
A Denominação
O filósofo e naturalista alemão
Dr. Fritz Müller, após juntar-se ao Dr. Blumenau
com a cidade já fundada e em franco progresso, fez
amplos estudos sobre a flora existente em toda a região
da colônia, inclusive sobre a planta denominada "timbó".
O jornalista e escritor Theobaldo da Costa
Jamunda, de Indaial, constatou isto em seu trabalho notável
sobre a origem dos nomes dados aos núcleos coloniais
de Timbó, Indaial e Rio dos Cedros.
É valoroso acrescentar que das diversas
variedades da planta "timbó", especialmente
cipós do mesmo nome e do gênero lonchocorpus,
é extraído um princípio ativo e altamente
tóxico. A retinona – como é denominado
– é utilizada sobretudo na fabricação
de inseticidas, como o DDT.
Sabe-se ainda, que os nativos (indígenas)
dessa região obtinham-na a partir da maceração
dos cipós e quando colocavam a substância no
rio, os peixes ao redor ficavam tontos ou mesmo morriam
e, dessa forma, facilitava-se a captura. Os primeiros colonos,
em pouco tempo tomaram conhecimento dessa técnica.
Emancipação Política
O Decreto Estadual nº 527, de 28 de
fevereiro de 1934, criou o município de Timbó.
Sua instalação deu-se em 25 de março
de 1934.
Clique
aqui e saiba mais sobre Timbó<<<<