Data do início do século XVIII a chegada dos
primeiros europeus que se fixaram no município. O
povoamento dos “Campos de Lajens” decorreu da
necessidade de abrir caminhos para atingir as Campinas do
Rio Grande do Sul, ricas em gado, o que despertava nos paulistas
e mineiros a ambição de estabelecer intenso
comércio com os estancieiros gaúchos.
Os documentos primitivos mencionam a paragem
chamada “Lajens”, um pouso de tropeiros que
viajavam para São Paulo ou Sorocaba (conhecida desde
1661), levando mulas, cavalos e bovinos. Correia Pinto,
fundador do povoado, era tropeiro, e conduzia tropas de
bois de Lajes para São Paulo. Os tropeiros primitivos,
mesmo os residentes no povoado, não eram lageanos,
mas na sua maioria, portugueses e açorianos. Somente
mais tarde foi que tropeiros, já nascidos em Lajes,
exerceram esta tradicional profissão.
Lages foi fundada em 22 de novembro de
1766. Em 1820, a vila é desanexada da província
de São Paulo para fazer parte de Santa Catarina.
Em 25 de maio de 1860 é elevada à categoria
de cidade. Em 1960, ficou estabelecida o topônimo
de Lages com “G”. (Aliás, impróprio
segundo o nosso léxico).
Economicamente Lages ficou conhecida inicialmente pelas
suas tradições na pecuária.
Seus primeiros ciclos econômicos,
no princípio do século, foram os do couro,
da carne e da erva-mate. Hoje ainda o município tem
o maior rebanho bovino do Estado, com cerca de 76.000 cabeças.
O ciclo econômico que se seguiu foi
o da madeira, cujo auge ocorreu entre 1950 e 1960.
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