Em 1715, Imbituba, ainda uma pequena vila, foi povoada pelos
açorianos. A primeira atividade do município
foi à exploração dos derivados da pesca
da baleia (quando esta era permitida). A armação
para a pesca da baleia foi fundada em 1796 e extinta em
1829. Imbituba passou a chamar-se “Armação
de Imbituba”.
Fatos que marcaram décadas:
1950: Nos anos 50, aproveitando a geografia
do município, o porto foi ampliando a construção
de um molhe e uma ferrovia, possibilitando o crescimento
da vila.
1960: Em setembro de 1966, a imbitubense
Eluíza Rosa de Souza, descobre que carregava no ventre
um feto sem vida. Internada no Hospital São Camilo,
Eluíza teve hemorragia violenta e uma parada cardíaca,
e foi considerada clinicamente morta. As freiras do hospital
invocaram madre Paulina e colocaram sobre o peito de Eluíza
a imagem da santa.
Inexplicavelmente ela começou a apresentar sinais
de vida. Recuperou o batimento cardíaco, a hemorragia
cessou, e a enferma passou a um quadro clínico estável.
Dr. Aires, um dos médicos que tratava da paciente,
estava mais do que surpreso. Em menos de 72 horas do diagnóstico
de coma profundo, inclusive recomendando a extrema-unção,
a paciente estava sentada na cama conversando.
1970: Descobre-se o grande potencial das
ondas de Imbituba, sua qualidade internacional. Nesta fase
áurea, muitos surfistas, principalmente do Rio de
Janeiro se fixaram, transformando a cidade no principal
pólo do surfe da região sul, inclusive com
a instalação de uma importante fábrica
de pranchas.
1980: Auge do carvão. Auge da economia
de Imbituba.
Sendo responsável por quase 70% da economia do município,
o Porto de Imbituba durante décadas esteve vinculado
à mineração do carvão, chegando
a movimentar na década de 80, cerca de 4 milhões
de toneladas anuais.
1990: Tempos difíceis. A redução das
alíquotas de importação e a retirada
do subsídio do carvão, em 1990, acarretaram
em um colapso na indústria do carvão catarinense.
Nesta nova conjuntura, o Porto de Imbituba se viu obrigado
a se transformar de mero terminal exportador de carvão
para um porto polivalente, refletindo drasticamente no cenário
econômico da cidade.
Madre Paulina: Transcorridos 24 anos, em outubro de 1991,
após vários exames médicos e entrevistas,
o Vaticano beatifica madre Paulina, à primeira Santa
brasileira.
2000:
Festa Nacional do Camarão
É realizada a primeira Festa Nacional do Camarão
em Imbituba, sucesso garantido todos os anos no mês
de janeiro.
Baleia Franca
Em setembro de 1998, após uma campanha popular liderada
pelo Projeto Baleia Franca e empresários locais,
a Prefeitura Municipal de Imbituba decretou o Tombamento
Histórico do sitio do Barracão da Baleia,
e Lei Municipal posterior, que transferiu o sitio ao Projeto
com vistas à sua restauração.
Com a ajuda da comunidade e dos antigos caçadores
que participaram das atividades de captura e processamento
das baleias, o Barracão foi reconstruído e
hoje sedia o Museu da Baleia, primeiro da América
do Sul a reunir informações sobre a saga das
baleias, sua matança e luta pela sua preservação.
Imbituba situa-se no coração da Área
de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca,
uma área de conservação da natureza
com 156; 100 hectares, criada por Decreto Federal em setembro
de 2000, e que se destina a assegurar a adequada tranqüilidade
para as baleias francas que fazem da costa centro-sul de
Santa Catarina o seu berçário, harmonizando
as atividades humanas com as necessidades de proteção
ambiental. O Município, que participou ativamente
da campanha para a criação desse santuário,
cedeu ao IBAMA a estrutura necessária para sediar
aqui a Gerencia da APA da Baleia Franca, contribuindo, assim,
para sua efetiva implantação pelo Governo
Federal. Além das baleias, a APA da Baleia Franca
deve proteger uma parcela expressiva dos ambientes naturais
costeiros que fazem de Imbituba um dos mais belos municípios
da costa do Brasil. (site www.silvestrepraiahotel.com.br).
Rápidas:
O Município foi criado pela Lei nº 1.451, de
30/08/1923, e instalado em 01/01/1924. O primeiro prefeito
de Imbituba foi o Engº Álvaro Monteiro de Barros
Catão, tendo Ugero Pitigliani como vice-prefeito.
Em 06/10/1930, pelo Decreto nº 1, do Governador Provisório
do Sul do Estado, Coronel Fontoura Borges do Amaral, Imbituba
teve suprimida sua autonomia como Município.
Em outubro de 1949, a Assembléia Legislativa do Estado
mudou o nome "Imbituba" para "Henrique Lage",
sendo que em 06/10/1959, através de Projeto de Lei
de autoria do então Deputado Ruy Hülse, que
se transformou na Lei nº 446/59, "Henrique Lage"
passou a denominar-se, novamente, de "Imbituba".
Em 21/06/1958, pela Lei Estadual nº
348/58, ocorreu à segunda emancipação
de Imbituba, então denominada Henrique Lage. O Município
foi instalado em 05/08/1958, tendo como prefeito provisório
o sr. Walter Amadei Silva.
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