Os portugueses açorianos, fugindo das freqüentes
invasões piratas no Arquipélago de Açores,
chegaram à região no início do século
XVIII e fundaram o povoado de Vila Nova Ericeira, hoje Porto
Belo. Os colonos surpreenderam-se com a beleza do lugar
e com o barulho das ondas quebrando na praia - daí
a origem do nome atual de Bombinhas. Mas foi apenas na década
de 1960 que a região foi "descoberta" pelos
turistas. Atraídos pelas belezas naturais do município,
eles passaram a freqüentar as praias, ainda que os
acessos fossem ruins. Os padres salesianos construíram
o Retiro dos Padres, hoje transformado em pousada.
Primeiros Habitantes
Muitas são as evidências de que os índios
carijós pertencentes à nação
tupi-guarani foram os primeiros a povoarem este litoral.
Os sítios arqueológicos (sambaquis), descobertos
em algumas praias e terrenos de igrejas de Bombinhas, como
a de Zimbros e de Canto Grande não deixam dúvidas.
Infelizmente escavações que nada tinham a
ver com pesquisas, arruinaram alguns desses tesouros. Sambaquis
foram destruídos pela ação inconseqüente
de moradores, por projetos imobiliários, construções
e aberturas de ruas para loteamento, comprometendo esse
patrimônio histórico e arqueológico.
Povoamento Açoriano da Região
Os primeiro colonizadores a chegarem em Santa Catarina foram
os espanhóis. No ano de 1527, Sebastião Caboto,
a serviço do rei da Espanha, atracou na enseada de
Zimbros, batizando-a de São Sebastião. Grande
parte da tripulação decidiu ficar no Brasil
espalhando-se pelo litoral catarinense.
E para comprovar a veracidade da terra descoberta, quatro
nativos brasileiros foram levados como "troféus"
para a Europa.
O governo português no intuito de garantir o seu domínio
na nova colônia decidiu enviar uma expedição
em 1711, comandada por Manoel Gonçalves de Aguiar,
que aportou na Enseada de Garoupas (nome dado à região
de Porto Belo), com a finalidade de constatar as riquezas
do local e a possibilidade de povoamento.
Crises econômicas e terremotos nas ilhas dos Açores
e da Madeira fizeram com que o Rei D. João V, de
Portugal, em 1735 apressa-se a colonização
em nosso litoral e interior .
Como viviam os novos habitantes
Os sítios arqueológicos, localizados nas praias,
provavelmente em função da sobrevivência
através da pesca, embora também se dedicasse
à plantação de mandioca. Os imigrantes,
ao contrário, preferiram fixar-se nos morros, onde
dedicavam-se principalmente à agricultura, o que
promoveu a povoação em áreas do interior
da península. Começaram as primeiras plantações
de feijão, café, batata, cana de açúcar,
mandioca, frutas e ervas medicinais, a maior parte para
consumo próprio.
O comércio era feito à base de troca de mercadorias,
com muita dificuldade. Eram necessárias longas caminhadas
pelas picadas abertas através dos morros e tabuleiros,
carregando pesados fardos sobre os ombros, não raras
vezes até o vizinho povoado de Tijucas. O processo
levava o dia inteiro, e no retorno ainda aproveitavam para
recolher lenha.
Os brasileiros descobrem Bombinhas
Na década de 1950 a beleza e a abundância da
pesca despertaram a curiosidade de turistas, inicialmente
dos municípios adjacentes, depois, de gaúchos
e paranaenses.
A partir da década de 70 verificou-se marcante aumento
populacional, o que provocou profunda transformação
na vida do balneário.
A Emancipação
O rápido crescimento populacional despertou na comunidade
o sonho da liberdade. Em 1991, a Assembléia Legislativa
aprovou uma resolução que autorizava o plebiscito,
realizado no dia 15 de março de 1992, quando a emancipação
foi aprovada por 1.454 cidadãos, contra 75 votos
desfavoráveis.
Aos 30 de março de 1992, foi oficializado o Município
de Bombinhas, pela Lei Estadual no 8.558, publicada no Diário
Oficial do Estado de Santa Catarina, número 14.414
de 1o de abril de 1992, sendo eleito como primeiro prefeito,
Manoel Marcílio dos Santos, popularmente conhecido
como Maneca
.
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