No ano de 1725 o tropeiro Jerônimo de Ornelas Menezes
e Vasconcelos, madeirense residente em São Paulo,
escolheu a Lagoa de Viamão, lugar cortado por inúmeros
arroios e córregos, para ponto de repouso de suas
tropas destinadas à feira de Sorocaba. A partir daí,
fez das margens da lagoa uma espécie de entreposto
de suas tropas.
Em 1735, Jerônimo de Ornelas mandou buscar sua família
para Viamão, pois o local lhe agradara. Depois pediu
uma Sesmaria, onde sua gente - capatazes e peões-
estavam estabelecidos. Finalmente em 5 de novembro de 1740,
recebeu as terras a título definitivo, e logo transferiu-se
com toda a família e parentes para sua propriedade.
Ali construiu seu solar e distribuiu sua gente pelos diversos
recantos, ficando a maioria nos terrenos onde estão
situadas hoje as ruas Espirito Santo e General Auto. Assim
começou a colonização de Porto Alegre.
Casas cobertas de palha e plantação de trigo
surgiram em profusão.
A partir de então, o modesto povoado de Jerônimo
de Ornelas estava predestinado a grandes empreendimentos.
Através da solicitação do governo do
continente de São Pedro, os portugueses resolveram
firmar seu domínio nestas terras, enviando levas
de colonizadores escolhidos, originária dos Açores.
O grande continente que daria ênfase à colonização
e ao desenvolvimento de Porto Dorneles, desembarcou em fins
de janeiro de 1752. Foram 60 casais, com mais de 300 pessoas,
que vieram juntar-se aos povoadores iniciais. No dia 26
de março de 1772, criada a freguesia pelo Bispo Dom
Antônio do Desterro, o nome do Porto de São
Francisco dos Casais foi alterado para Nossa Senhora Madre
de Deus de Porto Alegre, sendo também, desmembrada
de Viamão, antigo núcleo de povoamento do
Rio Grande do Sul, destinado a ser capital. A mudança
da denominação foi por inspiração
de Dom Frei Antônio do Desterro e do Brigadeiro José
Marcelino de Figueiredo. Nesse momento, estava oficialmente
fundada a futura Cidade de Porto Alegre.
José Marcelino de Figueiredo, mais tarde, conseguiu
que o governo Central do Brasil, integrante do Reino Português,
a transformasse em capital do Continente de São Pedro
do Rio Grande do Sul.
No ano seguinte, após Ter sido iniciada a urbanização
de Porto Alegre pelo capitão engenheiro Alexandre
José Montanha e construídos os principais
edifícios - tais como a Igreja Matriz, Palácio
do governo e outros junto à praça da Harmonia
- o Brigadeiro José Marcelino funda a capital, transportando
para ela todas as autoridades civis, militares e eclesiásticas,
em 25 de julho de 1773.
Os vereadores começam agora, em suas atas, a classificar
a freguesia em vila, dando início à nova capital.
O vilamento oficial foi realizado em 1810, de acordo com
os alvarás de 1808 a 1809.
Até que Dom Pedro I declarasse o Brasil independente
de Portugal, Porto Alegre continuou vila-capital. Entretanto,
Dom Pedro, em 14 de novembro de 1822, deu a Porto Alegre
o título de Cidade, através de uma carta imperial.
Em 1841, pela constância e fidelidade ao trono imperial,
o imperador do Brasil outorgou à Porto Alegre o título
nobiliárquico da Cidade Leal e Valerosa, constate
ainda hoje no Brasão oficial da Capital Gaúcha.
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