Em 12 de novembro de 1928, a av. Jaime Brasil, ainda não
era, como viria a ser um dia, a principal rua de Boa Vista.
Partindo da Floriano Peixoto, a rua constava de alguns poucos
estabelecimentos comerciais, distanciados entre si, como
a "Filial"(de J. G. Araújo - onde mais
tarde surgiu a loja Bandeirante), à esquerda, seguida
de vazios até a Bento Brasil; à direita, onde
funcionou até bem pouco tempo o Banco HSBC Bameridus,
ficava a casa do tabelião Oscar Ferreira e, quase
na esquina da Bento Brasil, ainda pela direita, a casa e
bar de Domingos Abdala (mais tarde o "Vovô Abdala).
Depois da Bento Brasil, seguia pequeno espaço vazio,
e surge a loja de Abrahim Jorge Fraxe, seguido da Casa Júpiter,
de Abrahim Moisés Xaud; mais um espaço vazio
e aparece a padaria, cujo terreno ocupa espaço que,
no futuro iria da "Marcelle Cristine"ao "Armazéns
do Sul", seguida do escritório da Cia. de Charqueada.
Na esquina da Sebastião Diniz, a mais forte da época,
a loja de João Melo, no mesmo local onde existiu
até os anos 90. Depois um descampado.
Pelo lado esquerdo, uma casinha na esquina(onde em 1944
seria construído o Moura Bar), seguida de um terreno
baldio onde existiu um dia o Banco do Estado, um pequeno
barraco de palha, em frente ao qual, na manhã do
dia 12 de novembro de 1928, aconteceu um fato que entrou
para a história de Roraima.
Seguem-se terrenos vazios até à esquina da
Sebastião Diniz, e depois aparece uma barraca. O
local, no futuro, será ocupado pelo CEAC. Ainda pela
esquerda: atravessando a Sebastião Diniz, no outro
lado da esquina, encontrava-se a casa de comércio
de Francisco Lopes: de frente para terreno, onde um dia
existiu o Cine Boa Vista, estava a casa de José Clementino,
sogro de Abrahim Xaud.
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