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Terça, 22/05/2012 - Hoje é dia de Oxumaré (São Bartolomeu) Renovação, crescimento e prosperidade. Contas verdes e amarelas.
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Natal-Rn


Em meados do ano de 1597, Manuel Mascarenhas Homem, capitão-mor da capitania de Pernambuco, enviou a mando de D. Francisco de Souza, governador-geral do Brasil, uma expedição militar à nossa capitania do Rio Grande, no intuito de expulsar os franceses que haviam aqui se instalado.
Entre os destaques da expedição, encontravam-se Jerônimo de Albuquerque, comandante da expedição marítima, e Feliciano Coelho, que avançou, por terra, da Paraíba.


A idéia de enviar uma expedição partiu de Sua Majestade o Rei Felipe II de Portugal, temendo que os franceses, que tinham a população indígena local como aliados, pudessem ganhar terreno aqui no nordeste e disputar as fatias de terra em outras regiões do Brasil.
A expedição tinha a ordem do rei para construir uma fortaleza, que rebatesse possíveis tentativas de invasão estrangeira, e uma cidade, para firmar definitivamente o marco português aqui no Rio Grande.


Foi num sábado, dia 24 de junho de 1598, no encontro das águas do Potengi com o oceano Atlântico, que se deu a inauguração da primeira Fortaleza dos Reis Magos, construída em madeira. Já estão sendo feitas modificações na estrutura. Dizem que fora feita toda em pedra, cal e óleo de baleia!!!
No dia 25 de dezembro 1599, foi inaugurada a primeira igreja matriz, tendo sido rezada uma missa comemorativa, e a pequena vila foi batizada com o nome de Natal, em homenagem ao nascimento de Jesus Cristo.

A história da fundação de Natal confunde-se com a história da fortaleza dos Reis Magos, uma das mais belas, sugestivas e bem edificadas de todo o litoral brasileiro. Sua construção foi iniciada em 6 de janeiro de 1598 (dia dos Reis Magos), pela esquadra colonizadora de Manoel Mascarenhas (capitão-mor de Pernambuco), em cumprimento às cartas régias de Felipe II, na época em que os reinos da Espanha e Portugal estavam unificados.

Além de constituir um importante ponto de apoio para a então Capitania do Rio Grande, ocupada pelos franceses, que já haviam estabelecido um bom relacionamento com os índios potiguares para fins comerciais, a fortaleza acabou sendo o primeiro núcleo que deu origem a cidade de Natal, fundada no dia do Natal do ano seguinte, por Jerônimo de Albuquerque, a quem Manoel Marcarenhas havia entregue o comando daquela fortificação.

Em 1633 a fortaleza foi tomada pelos holandeses num sangrento combate, quando passou a se chamar Castelo Keulen e a cidade de Natal foi rebatizada como Nova Amsterdã. Somente em 1654 ela retornaria ao domínio português. Os holandeses ainda fundariam uma outra colônia com o mesmo nome, na América do Norte, mas seriam novamente expulsos em 1664, desta vez pelos ingleses, que passaram a chama-la de Nova York.

Durante oséculo XVII ainda partiram do forte as expedições pioneiras para fundar os povoados que mais tarde deram origem aos estados do Ceará, Maranhão e Pará.

Da Segunda Gerra ao turismo

A influência das bases americanas instaladas em Parnamirim durante a Segunda Guerra Mundial transformou definitivamente Natal.A população havia quase duplicado e a cidade teve seu nome conhecido por milhões de cidadãos pelo mundo. Contudo, apesar de irônico, quem primeiro descobriu as belezas de Natal foram os americanos. Na época os natalenses viam o banho de mar como pouco higiênico e as praias eram freqüentadas somente por pescadores e a população mais pobre.

Os militares americanos quebraram esse tabu e tornaram algumas famosas, como a Praia dos Artistas, que recebeu esse nome por causa das muitas personalidades que eram vistas no lugar. Nos anos pós-guerra a cidade continuaria a se desenvolver e sua população cresceria para mais de 400.000 pessoas. No contexto nacional, todavia, sua influência foi minimizada por Recife, que tornou-se o ponto de partida para a África, Europa e Estados Unidos. Ainda nos anos 50 e 60 o potencial turístico de Natal permanecia praticamente desconhecido.

Foi somente alguns anos mais tarde que esse quadro iria mudar... definitivamente. A construção da Via Costeira, acesso à praia de Ponta Negra, que até o início dos anos 80 era um lugar distante e isolado, foi um marco importante. São 10 km à beira-mar, com áreas edificáveis somente entre a rodovia e a praia. Ela é protegida do avanço imobiliário pelo Parque da Dunas, a segunda maior floresta urbana do país, com fauna e flora típicas do início da colonização. Se adequadamente preservada, a Natal do terceiro milênio terá como símbolo a Via Costeira.


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