Em meados do ano de 1597, Manuel Mascarenhas Homem, capitão-mor
da capitania de Pernambuco, enviou a mando de D. Francisco
de Souza, governador-geral do Brasil, uma expedição
militar à nossa capitania do Rio Grande, no intuito
de expulsar os franceses que haviam aqui se instalado.
Entre os destaques da expedição, encontravam-se
Jerônimo de Albuquerque, comandante da expedição
marítima, e Feliciano Coelho, que avançou,
por terra, da Paraíba.
A idéia de enviar uma expedição partiu
de Sua Majestade o Rei Felipe II de Portugal, temendo que
os franceses, que tinham a população indígena
local como aliados, pudessem ganhar terreno aqui no nordeste
e disputar as fatias de terra em outras regiões do
Brasil.
A expedição tinha a ordem do rei para construir
uma fortaleza, que rebatesse possíveis tentativas
de invasão estrangeira, e uma cidade, para firmar
definitivamente o marco português aqui no Rio Grande.
Foi num sábado, dia 24 de junho de 1598, no encontro
das águas do Potengi com o oceano Atlântico,
que se deu a inauguração da primeira Fortaleza
dos Reis Magos, construída em madeira. Já
estão sendo feitas modificações na
estrutura. Dizem que fora feita toda em pedra, cal e óleo
de baleia!!!
No dia 25 de dezembro 1599, foi inaugurada a primeira igreja
matriz, tendo sido rezada uma missa comemorativa, e a pequena
vila foi batizada com o nome de Natal, em homenagem ao nascimento
de Jesus Cristo.
A história da fundação
de Natal confunde-se com a história da fortaleza
dos Reis Magos, uma das mais belas, sugestivas e bem edificadas
de todo o litoral brasileiro. Sua construção
foi iniciada em 6 de janeiro de 1598 (dia dos Reis Magos),
pela esquadra colonizadora de Manoel Mascarenhas (capitão-mor
de Pernambuco), em cumprimento às cartas régias
de Felipe II, na época em que os reinos da Espanha
e Portugal estavam unificados.
Além de constituir um importante
ponto de apoio para a então Capitania do Rio Grande,
ocupada pelos franceses, que já haviam estabelecido
um bom relacionamento com os índios potiguares para
fins comerciais, a fortaleza acabou sendo o primeiro núcleo
que deu origem a cidade de Natal, fundada no dia do Natal
do ano seguinte, por Jerônimo de Albuquerque, a quem
Manoel Marcarenhas havia entregue o comando daquela fortificação.
Em 1633 a fortaleza foi tomada pelos holandeses
num sangrento combate, quando passou a se chamar Castelo
Keulen e a cidade de Natal foi rebatizada como Nova Amsterdã.
Somente em 1654 ela retornaria ao domínio português.
Os holandeses ainda fundariam uma outra colônia com
o mesmo nome, na América do Norte, mas seriam novamente
expulsos em 1664, desta vez pelos ingleses, que passaram
a chama-la de Nova York.
Durante oséculo XVII ainda partiram
do forte as expedições pioneiras para fundar
os povoados que mais tarde deram origem aos estados do Ceará,
Maranhão e Pará.
Da Segunda Gerra ao turismo
A influência das bases americanas
instaladas em Parnamirim durante a Segunda Guerra Mundial
transformou definitivamente Natal.A população
havia quase duplicado e a cidade teve seu nome conhecido
por milhões de cidadãos pelo mundo. Contudo,
apesar de irônico, quem primeiro descobriu as belezas
de Natal foram os americanos. Na época os natalenses
viam o banho de mar como pouco higiênico e as praias
eram freqüentadas somente por pescadores e a população
mais pobre.
Os militares americanos quebraram esse
tabu e tornaram algumas famosas, como a Praia dos Artistas,
que recebeu esse nome por causa das muitas personalidades
que eram vistas no lugar. Nos anos pós-guerra a cidade
continuaria a se desenvolver e sua população
cresceria para mais de 400.000 pessoas. No contexto nacional,
todavia, sua influência foi minimizada por Recife,
que tornou-se o ponto de partida para a África, Europa
e Estados Unidos. Ainda nos anos 50 e 60 o potencial turístico
de Natal permanecia praticamente desconhecido.
Foi somente alguns anos mais tarde que
esse quadro iria mudar... definitivamente. A construção
da Via Costeira, acesso à praia de Ponta Negra, que
até o início dos anos 80 era um lugar distante
e isolado, foi um marco importante. São 10 km à
beira-mar, com áreas edificáveis somente entre
a rodovia e a praia. Ela é protegida do avanço
imobiliário pelo Parque da Dunas, a segunda maior
floresta urbana do país, com fauna e flora típicas
do início da colonização. Se adequadamente
preservada, a Natal do terceiro milênio terá
como símbolo a Via Costeira.
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