O maior atrativo do Parque é a densidade e diversidade
de sítios arqueológicos portadores de pinturas
e gravuras rupestres pré-históricas. É
um verdadeiro Parque Arqueológico com um patrimônio
cultural de tal riqueza que determinou sua inclusão
na Lista do Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Durante milênios as paredes dos sítios
foram pintadas e gravadas por grupos humanos com diferentes
características culturais que se refletem nas escolhas
gráficas que aparecem nos sítios. O visitante
pode hoje observar um produto gráfico final que foi
realizado gradativamente e que pela sua narratividade evoca
fatos da vida cotidiana e cerimonial da vida em épocas
pré-históricas.
A esse interesse antropológico se
soma uma rara beleza e qualidade artística das obras
que apesar de traços similares às pinturas
pré-históricas das cavernas da França
e da Espanha, abrigos sob rocha da Austrália, apresenta
um perfil típico, único na região do
Nordeste do Brasil.
A densidade dos sítios arqueológicos
e paleontológicos permitiu o desenvolvimento de pesquisas
constantes há 3 décadas, fornecendo informações
sobre a origem do homem na região, a evolução
climática e as transformações da paisagem
nos últimos 100.000 anos.
Esses sítios arqueológicos
estão localizados num contexto geológico igualmente
diversificado, que retraça o processo de formação
da região há 240 milhões de anos com
o levantamento do fundo do mar. A cuesta que hoje delimita
o parque arqueológico, um paredão de arenito
de imponentes proporções, configura uma paisagem
de grande beleza natural. Sobre a planície do escudo
brasileiro existem afloramentos kársticos com cavernas
e lagos subterrâneos. Uma paisagem de serra e de planície
se estende com ‘inselbergs’ esparsos.
O clima da região é hoje
semi-árido. A vegetação é a
caatinga, com ilhas de floresta tropical úmida que
se conservam em boqueirões estreitos. Entre novembro
e maio, estação das chuvas, a vegetação
apresenta uma surpreendente exuberância de flores
e tonalidades de verde. Em junho as folhas da maior parte
das espécies, amarelecem e caem. A paisagem se transforma
numa floresta de troncos cinza e de ramas densamente entrelaçadas.
É o período da cor homogênea, um manto
malva cobre áreas extensas de uma vegetação
que espera o retorno das chuvas para repetir o rito da metamorfose
e da explosão de vida e cores.
Fauna está em processo de recuperação,
animais de diversas espécies atravessam os caminhos,
podendo ser observados pelos visitantes. Atualmente é
possível ver onças, macacos, caitetus, veados,
jacús, águias chilenas, cotias, preás,
serpentes, iguanas, lagartos, periquitos, andorinhas e outras
espécies de aves, em profusão.
O céu azul profundo e claro na época
seca, corresponde a períodos em que as noites são
frias, podendo o termômetro descer a 10 graus C. Ao
invés, grandes tempestades elétricas, nuvens
pesadas, chuvas torrenciais acontecem entre outubro e maio.
Atualmente os sítios preparados
para a visitação atingem o número de
128 dos quais, 16 oferecem os serviços de acesso
para as pessoas com dificuldade de locomoção.
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