João Pessoa foi um dos maiores homens da história
da Paraíba. Teve sua vida marcada por uma atuação
dinâmica e brilhante em todos os setores em que participou.
Como político, advogado, magistrado e Presidente
do Estado da Paraíba, foi reconhecido e admirado
por toda a população brasileira, apesar dos
precários meios de comunicação da época.
Sua trágica morte, foi provocada por circunstâncias
políticas. Ele foi assassinado, no Recife, nas dependências
da Confeitaria Glória, pelo advogado João
Dantas, no dia 26 de julho de 1930. O Brasil ficou chocado,
e com a sua morte, deflagrou-se um verdadeiro estopim para
a revolução de 1930.
João Pessoa foi eleito presidente da Paraíba
no dia 22 de junho de 1928, num pleito que não teve
adversário. A posse ocorreu quatro meses depois,
no dia 22 de outubro. No discurso de posse, ele deixava
claro que assumia para mudaras coisas, o que provocou grande
repercussão.
A memória de João Pessoa tem sido lembrada
pelos paraibanos, a cada ano. O ex-presidente também
foi homenageado em plaquete – de número 37
- contendo ensaio biográfico escrita pelo professor
e historiador Wellington Aguiar, que integrou o Projeto
Série Histórica.
João pessoa foi um pioneiro em termos de incentivos
fiscais, na implantação de indústrias
na Paraíba. Na agropecuária ele foi um defensor
da agricultura do cultivo de algodão, da cana de
açúcar, da mamona, do bicho de seda e da pecuária.
Ele contribuiu para a construção de estradas
diversas, e na capital paraibana ele abriu a avenida Epitácio
Pessoa, principal via de acesso a praia. Iniciou a construção
do Paraíba Palace Hotel, da Praça Antenor
Navarro, e ampliou o prédio da Policia Militar, construindo
2 pavimentos, onde funcionaria um verdadeiro Centro Administrativo
da cidade.
Várias outras obras podem ser citadas, tais como
a Av. Varão do Triunfo, onde ele melhorou o local.
Outras ele executou obras de alargamento como por exemplo
a Maciel Pinheiro, e a Visconde de Pelotas que, futuramente
foram inauguradas por parentes seus que vieram a ser prefeitos
da cidade.
Sempre no dia 26 do mês de julho é celebrada
uma missa eucarística na Igreja São Bento,
na avenida General Osório. Tradicionalmente é
cantado o Hino de João Pessoa na voz de Francisco
Alves (Chico Viola), numa gravação histórica,
feita no Museu de Olinda, há mais de 40 anos, e guardada
até hoje a sete chaves por Jocemar Chaves. Em seguida
se faz visita ao Mausoléu de João Pessoa,
no Jardim do Palácio da Redenção, onde
é depositada uma coroa de flores. Seus restos mortais
estão com os de sua companheira, Maria Luiza de Sousa
Leão – com quem se casou no dia 23 de fevereiro
de 1905.
A Praça João Pessoa já foi um espaço
de lazer e de histórias interessantes. No local,
eram comuns, todos os domingos, a realização
de retretas
Apresentações de bandas, geralmente militares,
que reuniam pessoas de todos os bairros da cidade. Na década
de 20, foi palco de uma tragédia que pode ser comparada
ao drama relatado na peça "Romeu e Julieta",
de William Shakespeare.
Por conta da proximidade com os prédios dos poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado, sempre
é procurada para mobilizações populares.
No dia-a-dia, a praça é, democraticamente,
ocupada por skatistas, casais de namorados e, principalmente,
aposentados. Os últimos se reúnem para conversar
sobre esporte, política, religião e o que
for aparecendo.
No final da década de 50 morava existia um bonde
que seguia para o local, levando pessoas que queriam participar
das famosas retretas aos domingos para. Não havia
televisão e esta era uma das principais formas de
lazer. O local era freqüentado por muita gente da cidade
inteira e de todas as classes sociais, inclusive da alta
sociedade.
A Praça João Pessoa também é
conhecida como Praça dos Três Poderes por ficar
no centro dos prédios históricos onde funcionam
a Assembléia Legislativa, o Tribunal de Justiça
e o Palácio do Governo. O monumento que existe no
centro dela foi instalado em 8 de setembro de 1933, com
a presença do então Presidente da República
Getúlio Vargas, e representa o movimento revolucionário
da década de 30. Antes disso, ela passou por três
grandes reformas - em 1892, 1903 e 1913.
A Praça de João Pessoa, durante décadas,
correspondeu ao Jardim Público da capital, construído
por etapas, segundo historiadores. Entre 1879 e 1881, foram
plantadas as palmeiras, levantado um muro e colocado um
gradil. Em 1889, foram postos os bancos e, no centro, o
primeiro de vários coretos construídos ali
até a instalação do monumento atual.
Ao contrário do que se observa hoje, o Jardim era
cercado por gradis de ferro. Somente a alta sociedade podia
cruzar um dos quatro portões trancados a chave por
um zelador. No início do século XX já
eram freqüentes as retretas. Havia a divisão
de classes. A alta sociedade sempre ficava em círculo
ao redor do coreto, os funcionários públicos
(representando a classe média) vinham em seguida
e, por último, os estudantes. O povo ficava do lado
de fora das grades de ferro.
Grades foram retiradas na administração de
João Pessoa (1928 -1930). A praça, então,
passou a ser freqüentada por um grande público.
O ato do então presidente do Estado (denominação
utilizado na época) teve um grande valor simbólico.
Populista, João Pessoa possibilitou que as massas
invadissem o Jardim, "extrapolando antigos limites
espaciais em busca da cidadania". Vem deste tempo o
hábito de realizar mobilizações no
local. Os pioneiros da tradição foram os oradores
da Aliança Liberal que utilizam o coreto como tribuna
para defender os seus posicionamentos.
José Octávio de Arruda Mello destaca que a
praça teve uma importância tão grande
para a vida social e recreativa da capital que, em 1914,
o presidente da Parahyba, Castro Pinto, enviou uma mensagem
para a Assembléia Legislativa, comentando as suas
realizações, e deu destaque à reforma
que fez no local, apresentado por ele como um dos "logradouros
mais aprazíveis do norte do Brasil". A opinião
de quem freqüenta a praça continua sendo a mesma.
A Praça João Pessoa, em 1921, foi palco de
uma tragédia que abalou toda a sociedade paraibana
e que resultou na morte de dois jovens, alunos da Escola
Normal (hoje Tribunal de Justiça) e do Lyceu Paraibano.
Na primeira, só estudavam meninas. Os alunos dos
dois colégios não podiam se encontrar. Para
um maior controle, foi estabelecida a "linha da decência",
uma invenção do diretor do Lyceu, o Monsenhor
Milanez. Ninguém podia atravessá-la sob pena
de sofrer punições.
O problema é que Ágaba Medeiros e Sady Cabral,
ambos de famílias influentes, começaram um
relacionamento. O rapaz atravessou a linha imaginária
e recebeu o alerta para não mais fazer aquilo. O
aviso foi em vão e em setembro de 1921, ao desobedecer
às regras, Sady iniciou uma discussão com
o policial responsável pela "manutenção
da ordem" na Escola Normal, que acabou disparando um
tiro fatal no estudante. Deprimida, Ágaba se suicidou
cerca de dez dias depois. Por serem de famílias importantes,
a morte deles provocou a queda do diretor do Lyceu e quase
resultou na deposição do prefeito da capital,
Solon de Lucena.
A Praça de João Pessoa, durante décadas,
correspondeu ao Jardim Público da capital, construído
por etapas, segundo historiadores.
Entre 1879 e 1881, foram plantadas as palmeiras, levantado
um muro e colocado um gradil. Em 1889, foram postos os bancos
e, no centro, o primeiro de vários coretos construídos
ali até a instalação do monumento atual.
Ao contrário do que se observa hoje, o Jardim era
cercado por gradis de ferro. Somente a alta sociedade podia
cruzar um dos quatro portões trancados a chave por
um zelador. No início do século XX já
eram freqüentes as retretas. Havia a divisão
de classes. A alta sociedade sempre ficava em círculo
ao redor do coreto, os funcionários públicos
(representando a classe média) vinham em seguida
e, por último, os estudantes. O povo ficava do lado
de fora das grades de ferro.
Grades foram retiradas na administração de
João Pessoa (1928 -1930). A praça, então,
passou a ser freqüentada por um grande público.
O ato do então presidente do Estado (denominação
utilizado na época) teve um grande valor simbólico.
Populista, João Pessoa possibilitou que as massas
invadissem o Jardim, "extrapolando antigos limites
espaciais em busca da cidadania". Vem deste tempo o
hábito de realizar mobilizações no
local. Os pioneiros da tradição foram os oradores
da Aliança Liberal que utilizam o coreto como tribuna
para defender os seus posicionamentos.
José Octávio de Arruda Mello destaca que a
praça teve uma importância tão grande
para a vida social e recreativa da capital que, em 1914,
o presidente da Parahyba, Castro Pinto, enviou uma mensagem
para a Assembléia Legislativa, comentando as suas
realizações, e deu destaque à reforma
que fez no local, apresentado por ele como um dos "logradouros
mais aprazíveis do norte do Brasil". A opinião
de quem freqüenta a praça continua sendo a mesma.
A Praça João Pessoa, em 1921, foi palco de
uma tragédia que abalou toda a sociedade paraibana
e que resultou na morte de dois jovens, alunos da Escola
Normal (hoje Tribunal de Justiça) e do Lyceu Paraibano.
Na primeira, só estudavam meninas. Os alunos dos
dois colégios não podiam se encontrar. Para
um maior controle, foi estabelecida a "linha da decência",
uma invenção do diretor do Lyceu, o Monsenhor
Milanez. Ninguém podia atravessá-la sob pena
de sofrer punições.
O problema é que Ágaba Medeiros e Sady Cabral,
ambos de famílias influentes, começaram um
relacionamento. O rapaz atravessou a linha imaginária
e recebeu o alerta para não mais fazer aquilo. O
aviso foi em vão e em setembro de 1921, ao desobedecer
às regras, Sady iniciou uma discussão com
o policial responsável pela "manutenção
da ordem" na Escola Normal, que acabou disparando um
tiro fatal no estudante. Deprimida, Ágaba se suicidou
cerca de dez dias depois. Por serem de famílias importantes,
a morte deles provocou a queda do diretor do Lyceu e quase
resultou na deposição do prefeito da capital,
Solon de Lucena.
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