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Sexta, 10/02/2012 - Hoje é dia de Oxala (Nosso Senhor do Bomfim ) Deus Supremo da Paz, harmonia e do amor. Contas brancas.
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Historias das Cidades
Paraíba
Joao Pessoa
Campina Grande
Tambaba
Sousa


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individual em cada cidade.

 


João Pessoa -Pb


João Pessoa foi um dos maiores homens da história da Paraíba. Teve sua vida marcada por uma atuação dinâmica e brilhante em todos os setores em que participou.
Como político, advogado, magistrado e Presidente do Estado da Paraíba, foi reconhecido e admirado por toda a população brasileira, apesar dos precários meios de comunicação da época.
Sua trágica morte, foi provocada por circunstâncias políticas. Ele foi assassinado, no Recife, nas dependências da Confeitaria Glória, pelo advogado João Dantas, no dia 26 de julho de 1930. O Brasil ficou chocado, e com a sua morte, deflagrou-se um verdadeiro estopim para a revolução de 1930.
João Pessoa foi eleito presidente da Paraíba no dia 22 de junho de 1928, num pleito que não teve adversário. A posse ocorreu quatro meses depois, no dia 22 de outubro. No discurso de posse, ele deixava claro que assumia para mudaras coisas, o que provocou grande repercussão.
A memória de João Pessoa tem sido lembrada pelos paraibanos, a cada ano. O ex-presidente também foi homenageado em plaquete – de número 37 - contendo ensaio biográfico escrita pelo professor e historiador Wellington Aguiar, que integrou o Projeto Série Histórica.
João pessoa foi um pioneiro em termos de incentivos fiscais, na implantação de indústrias na Paraíba. Na agropecuária ele foi um defensor da agricultura do cultivo de algodão, da cana de açúcar, da mamona, do bicho de seda e da pecuária. Ele contribuiu para a construção de estradas diversas, e na capital paraibana ele abriu a avenida Epitácio Pessoa, principal via de acesso a praia. Iniciou a construção do Paraíba Palace Hotel, da Praça Antenor Navarro, e ampliou o prédio da Policia Militar, construindo 2 pavimentos, onde funcionaria um verdadeiro Centro Administrativo da cidade.
Várias outras obras podem ser citadas, tais como a Av. Varão do Triunfo, onde ele melhorou o local. Outras ele executou obras de alargamento como por exemplo a Maciel Pinheiro, e a Visconde de Pelotas que, futuramente foram inauguradas por parentes seus que vieram a ser prefeitos da cidade.
Sempre no dia 26 do mês de julho é celebrada uma missa eucarística na Igreja São Bento, na avenida General Osório. Tradicionalmente é cantado o Hino de João Pessoa na voz de Francisco Alves (Chico Viola), numa gravação histórica, feita no Museu de Olinda, há mais de 40 anos, e guardada até hoje a sete chaves por Jocemar Chaves. Em seguida se faz visita ao Mausoléu de João Pessoa, no Jardim do Palácio da Redenção, onde é depositada uma coroa de flores. Seus restos mortais estão com os de sua companheira, Maria Luiza de Sousa Leão – com quem se casou no dia 23 de fevereiro de 1905.



A Praça João Pessoa já foi um espaço de lazer e de histórias interessantes. No local, eram comuns, todos os domingos, a realização de retretas
Apresentações de bandas, geralmente militares, que reuniam pessoas de todos os bairros da cidade. Na década de 20, foi palco de uma tragédia que pode ser comparada ao drama relatado na peça "Romeu e Julieta", de William Shakespeare.
Por conta da proximidade com os prédios dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado, sempre é procurada para mobilizações populares. No dia-a-dia, a praça é, democraticamente, ocupada por skatistas, casais de namorados e, principalmente, aposentados. Os últimos se reúnem para conversar sobre esporte, política, religião e o que for aparecendo.
No final da década de 50 morava existia um bonde que seguia para o local, levando pessoas que queriam participar das famosas retretas aos domingos para. Não havia televisão e esta era uma das principais formas de lazer. O local era freqüentado por muita gente da cidade inteira e de todas as classes sociais, inclusive da alta sociedade.
A Praça João Pessoa também é conhecida como Praça dos Três Poderes por ficar no centro dos prédios históricos onde funcionam a Assembléia Legislativa, o Tribunal de Justiça e o Palácio do Governo. O monumento que existe no centro dela foi instalado em 8 de setembro de 1933, com a presença do então Presidente da República Getúlio Vargas, e representa o movimento revolucionário da década de 30. Antes disso, ela passou por três grandes reformas - em 1892, 1903 e 1913.
A Praça de João Pessoa, durante décadas, correspondeu ao Jardim Público da capital, construído por etapas, segundo historiadores. Entre 1879 e 1881, foram plantadas as palmeiras, levantado um muro e colocado um gradil. Em 1889, foram postos os bancos e, no centro, o primeiro de vários coretos construídos ali até a instalação do monumento atual.
Ao contrário do que se observa hoje, o Jardim era cercado por gradis de ferro. Somente a alta sociedade podia cruzar um dos quatro portões trancados a chave por um zelador. No início do século XX já eram freqüentes as retretas. Havia a divisão de classes. A alta sociedade sempre ficava em círculo ao redor do coreto, os funcionários públicos (representando a classe média) vinham em seguida e, por último, os estudantes. O povo ficava do lado de fora das grades de ferro.
Grades foram retiradas na administração de João Pessoa (1928 -1930). A praça, então, passou a ser freqüentada por um grande público. O ato do então presidente do Estado (denominação utilizado na época) teve um grande valor simbólico. Populista, João Pessoa possibilitou que as massas invadissem o Jardim, "extrapolando antigos limites espaciais em busca da cidadania". Vem deste tempo o hábito de realizar mobilizações no local. Os pioneiros da tradição foram os oradores da Aliança Liberal que utilizam o coreto como tribuna para defender os seus posicionamentos.
José Octávio de Arruda Mello destaca que a praça teve uma importância tão grande para a vida social e recreativa da capital que, em 1914, o presidente da Parahyba, Castro Pinto, enviou uma mensagem para a Assembléia Legislativa, comentando as suas realizações, e deu destaque à reforma que fez no local, apresentado por ele como um dos "logradouros mais aprazíveis do norte do Brasil". A opinião de quem freqüenta a praça continua sendo a mesma.
A Praça João Pessoa, em 1921, foi palco de uma tragédia que abalou toda a sociedade paraibana e que resultou na morte de dois jovens, alunos da Escola Normal (hoje Tribunal de Justiça) e do Lyceu Paraibano. Na primeira, só estudavam meninas. Os alunos dos dois colégios não podiam se encontrar. Para um maior controle, foi estabelecida a "linha da decência", uma invenção do diretor do Lyceu, o Monsenhor Milanez. Ninguém podia atravessá-la sob pena de sofrer punições.
O problema é que Ágaba Medeiros e Sady Cabral, ambos de famílias influentes, começaram um relacionamento. O rapaz atravessou a linha imaginária e recebeu o alerta para não mais fazer aquilo. O aviso foi em vão e em setembro de 1921, ao desobedecer às regras, Sady iniciou uma discussão com o policial responsável pela "manutenção da ordem" na Escola Normal, que acabou disparando um tiro fatal no estudante. Deprimida, Ágaba se suicidou cerca de dez dias depois. Por serem de famílias importantes, a morte deles provocou a queda do diretor do Lyceu e quase resultou na deposição do prefeito da capital, Solon de Lucena.


A Praça de João Pessoa, durante décadas, correspondeu ao Jardim Público da capital, construído por etapas, segundo historiadores.
Entre 1879 e 1881, foram plantadas as palmeiras, levantado um muro e colocado um gradil. Em 1889, foram postos os bancos e, no centro, o primeiro de vários coretos construídos ali até a instalação do monumento atual.
Ao contrário do que se observa hoje, o Jardim era cercado por gradis de ferro. Somente a alta sociedade podia cruzar um dos quatro portões trancados a chave por um zelador. No início do século XX já eram freqüentes as retretas. Havia a divisão de classes. A alta sociedade sempre ficava em círculo ao redor do coreto, os funcionários públicos (representando a classe média) vinham em seguida e, por último, os estudantes. O povo ficava do lado de fora das grades de ferro.
Grades foram retiradas na administração de João Pessoa (1928 -1930). A praça, então, passou a ser freqüentada por um grande público. O ato do então presidente do Estado (denominação utilizado na época) teve um grande valor simbólico. Populista, João Pessoa possibilitou que as massas invadissem o Jardim, "extrapolando antigos limites espaciais em busca da cidadania". Vem deste tempo o hábito de realizar mobilizações no local. Os pioneiros da tradição foram os oradores da Aliança Liberal que utilizam o coreto como tribuna para defender os seus posicionamentos.
José Octávio de Arruda Mello destaca que a praça teve uma importância tão grande para a vida social e recreativa da capital que, em 1914, o presidente da Parahyba, Castro Pinto, enviou uma mensagem para a Assembléia Legislativa, comentando as suas realizações, e deu destaque à reforma que fez no local, apresentado por ele como um dos "logradouros mais aprazíveis do norte do Brasil". A opinião de quem freqüenta a praça continua sendo a mesma.
A Praça João Pessoa, em 1921, foi palco de uma tragédia que abalou toda a sociedade paraibana e que resultou na morte de dois jovens, alunos da Escola Normal (hoje Tribunal de Justiça) e do Lyceu Paraibano. Na primeira, só estudavam meninas. Os alunos dos dois colégios não podiam se encontrar. Para um maior controle, foi estabelecida a "linha da decência", uma invenção do diretor do Lyceu, o Monsenhor Milanez. Ninguém podia atravessá-la sob pena de sofrer punições.


O problema é que Ágaba Medeiros e Sady Cabral, ambos de famílias influentes, começaram um relacionamento. O rapaz atravessou a linha imaginária e recebeu o alerta para não mais fazer aquilo. O aviso foi em vão e em setembro de 1921, ao desobedecer às regras, Sady iniciou uma discussão com o policial responsável pela "manutenção da ordem" na Escola Normal, que acabou disparando um tiro fatal no estudante. Deprimida, Ágaba se suicidou cerca de dez dias depois. Por serem de famílias importantes, a morte deles provocou a queda do diretor do Lyceu e quase resultou na deposição do prefeito da capital, Solon de Lucena.


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