Antes da separação do Maranhão e o
Pará, em 1774, Salinas pertencia a Capitânia
do Caeté, criada pelo Decreto Lei de 25 de fevereiro
de 1652. Esta Capitânia começava no rio Gurupi
e se estendia 50 léguas de costa até o Guamá.
(Relatório do Ouvidor do Maranhão bacharel
João Antônio da Cruz Diniz, em 1751)
Dois elementos contribuíram na fundação
da cidade: A fabrica de sal e a praticagem na Ilha do Atalaia.
Em 1645 os jesuítas ensaiaram um princípio
de localização, mas o fundador oficial da
povoação foi André Vidal de Negreiro,
que em 1656 reuniu alguns práticos e suas famílias
em um pequeno povoado, localizado na Ilha do Atalaia no
alto de um barranco de uns 20 metros de altura, de onde
sinalizavam para as embarcações da proximidade
dos recifes.
Segunda denominação do município, dada
durante o governo do Capitão Geral do Maranhão
André Vidal de Negreiro que administrava o Pará
em 1655. Durante seu governo, foi enviado a este município
o Capitão-Mor do Pará Feliciano Corrêa,
com a função de colocar canhões, cujos
disparos sinalização as embarcações
que navegavam pela costa da proximidade dos recifes (na
época eram usadas fogueiras para este fim, mas o
então Capital Geral as julgou pouco eficientes e
mandou substituí-las). O local escolhido para ser
colocado a canhão foi uma ilha, que era a ponta mais
saliente da costa, hoje Ilha do Atalaia, nome dado justamente
por ter sido escolhida como local para se “vigiar”
esta aproximação, evitando que ocorressem
acidentes (Atalaia, s. Vigia; sentinela). Como os práticos
que executavam este trabalho eram destacados a tal função
deu-se origem ao nome Destacado.
Os primeiros a exercerem a função de práticos
neste município foram os índios, guiam as
embarcações que fazia a rota Salinas/Belém
e Salinas/São Luiz. Eram profundos conhecedores dos
rios, furos e enseadas desta região. Com a chegada
dos portugueses foram promovidos a função
de pilotos.
Denominação dada ao município devido
a existência de uma pequena salina, fábrica
de extração de sal da água do mar,
durante o período colonial. Administrada pelos jesuítas
que utilizavam principalmente a mão-de-obra indígena.
O sal era muito usado para conservação do
peixe com os quais se abasteciam durante a piracema.
Este nome foi consolidado pelo Capitão General José
de Nápoles Teles de Menezes em 1781, que elevou Salinas
a categoria de Freguesia, sob o padroado de Nossa Senhora
do Socorro de Salinas. Esta freguesia tendia ao desaparecimento
não fosse o empenho do prático Francisco Gonçalves
Ribeiro, que com muita luta e enfrentando grandes dificuldades,
que já não agüentando fazer nada sozinho
foi a presença do então Governador Francisco
de Souza Coutinho em 1793, pedir auxilio para a construção
de uma igreja. Solicitação esta que foi aceita
pelo Governador e em dois anos as obras da paróquia
estavam concluídas. O mesmo Francisco Ribeiro dotou
a Igreja de alfaias e conseguiu a vinda do Bispo D. Manoel
de Almeida Carvalho para dar a bênção
a Igreja.
Em 1920, foi criado um projeto para mudar o nome deste município.
O nome para com o qual seria rebatizado era Atlândida,
mas o mesmo não correspondia à industria salineira
que no passado deu o nome de Salinas ao mesmo. Pela falta
de insistência, falta de decreto e o desinteresse
do povo a mudança em jogo, em 1930 foi extinto o
município e seu território foi anexado ao
município de Maracanã, até junho de
1933 quando foi restabelecido.
Como "Salinas" era o nome dado a industria de
extração de sal e esta prática não
era comum apenas ao nosso município, existiam várias
Salinas no Estado. Em 30 de Dezembro de 1937, o Decreto
Estadual n.º 4.505, mudou novamente o nome do município
para "Salinópolis", usado até hoje.
Em 1966, através da Lei n.º 3.798 da Assembléia
Legislativa do Estado e sancionada pelo então Governador
Coronel Alacid da Silva Nunes, a cidade foi transformada
em Estância Hidromineral de Salinópolis. A
instalação oficial ocorreu em 11 de fevereiro
de 1967.
Quando na qualidade de Estância, os prefeitos eram
nomeados pelo Governador, sendo que o primeiro Prefeito
nomeado foi Luiz de Souza Bentes.
Salinópolis permaneceu como Estância Hidromineral
até o dia 29 de janeiro de 1985, quando por força
de Decreto Presidencial, foram extintas as chamadas "Áreas
de Segurança Nacional", readquiriu sua autonomia
Político-Administrativa, podendo, a partir desta
data, eleger seus representantes através do voto
direto de seus munícipes. Em 15 de novembro de 1985,
foi eleito o Prefeito do Município, Izidoro Pinheiro
de Barros Filho, que disputou contra Raimundo Emir Botelho
d´Oliveira.
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