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Terça, 22/05/2012 - Hoje é dia de Oxumaré (São Bartolomeu) Renovação, crescimento e prosperidade. Contas verdes e amarelas.
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Historias das Cidades
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individual em cada cidade.

 


Belém-Pa


A região onde a cidade de Belém está situada era (há muitos anos atrás) originalmente habitada pelos índios Tupinambá.

Belém foi fundada no dia 12 de janeiro de 1616 pelo capitão Francisco Caldeira Castelo Branco que, enviado pela coroa portuguesa para defender o território contra as tentativas de conquista da França, Holanda e Inglaterra, ergueu o Forte do Presépio (já chamado de Forte do Castelo).

Inicialmente, a cidade foi chamada de Feliz Lusitânia. Depois ainda foi chamada de Santa Maria do Grão Pará bem como de Santa Maria de Belém do Grão Pará, até finalmente chegar à denominação atual de Belém.

Distanciada do resto do país e fortemente ligada a Portugal, Belém reconheceu a independência do Brasil apenas em 15 de agosto de 1823, quase um ano depois da declaração.

Entre os anos de 1835 e 1840 Belém é palco da Revolta dos Cabanos (Cabanagem), revolta considerada de participação mais autenticamente popular da história do país. A única onde a população realmente derrubou o governo local. Recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por D. Pedro II do Brasil.

Com o crescimento da importância da borracha (Seringueira - Hevea brasiliensis), que gerou o chamado ciclo da borracha ou Era da Borracha, entre o final do século XIX e começo do século XX, Belém atingiu grande importância comercial. Desta época datam construções como o Palácio Lauro Sodré, Colégio Gentil Bittencourt, Theatro da Paz (1878), Palácio Antônio Lemos e o Mercado do Ver-o-Peso (1901).

O Mercado do Ver-o-Peso, todo de ferro, foi construído em Londres e Nova Iorque e transportado aos pedaços para ser instalado no local.

"Não se imagina, no resto do Brasil, o que é a cidade de Belém", escrevia Euclides da Cunha ao conhecê-la no início do século. "Foi a maior surpresa de toda a viagem", concluiu depois de muitos elogios.

Nasceu sob a influência do Renascimento, que começava a dominar a Europa nos idos de 1616, quando ela foi fundada. Foi a segunda cidade brasileira, logo depois de Manaus, a ter luz elétrica nas ruas, bonde e telefone, aproveitando as riquezas que a borracha proporcionava.

Cidade das Mangueiras, cidade do cheiro-cheiroso, cidade das bandeiras vermelhas (assinalando os pontos de venda de açaí), cidade do Círio de Nazaré, da chuva diária que limpa as ruas e alivia o calor tropical, cidade de gente hospitaleira de um público acolhedor, sincero e gentil. Belém é uma festa para os olhos e para a alma.

Como a região estava recentemente ocupada, o século XIX foi marcado por vários acontecimentos que determinaram mudanças enormes na política, na economia e no aspecto social regional.

A partir dos movimentos de 1823 os ânimos ficaram tão acirrados entre as duas forças que culminou com a eclosão de um dos maiores factos históricos de nossa terra - CABANAGEM.

Desde a colonização que o poder econômico e político, na Amazônia, mais precisamente no Pará consentrava-se nas mãos de portugueses e os seus descendentes diretos. As maiores fortunas eram deles, que em Belém dedicavam-se às atividades comerciais.

As terras sempre estavam concentradas nas mãos de grandes proprietáros para quem os escravos, em primeiro lugar, e os colonos, posteriormente, trabalharam por séculos, sem direito à posse de terra ou à riqueza que ajudavam a produzir. A economia estava voltada exclusivamente para o comércio com a metrópole - Portugal.

Nesse período ao lado das "Drogas do Sertão" era realizada uma agricultura de subsistência, pequena atividade criatória de animais e a pesca praticada por pequenos produtores que habitavam, principalmente, na ilha do Marajó e Vigia.

A partir dos meados dos século XVIII passou a ser conhecida uma árvore da floresta, a seringueira Que se estendia do Pará ao Acre. Desde essa época já se fazia uso artesanal da sua goma elástica.

Segundo Artur Cézar Ferreira Reis, foram os índios Omágua, que habitavam no alto Solimões os descobridores da goma elática da seringueira - o latéx.

Com o conhecimento efetivo do aproveitamento do latéx da seringueira, a borracha, a região que apresentava um lento crecimento populacinal, começa a receber grandes levas de imigrantes, especialmente nordestinas, que dirigiam-se aos seringais na busca do enriquecimento através da exploração da borracha.

Para cá, nesse período também vieram imigrantes estrangeiros como portugueses, chineses, franceses, açorianos, espanhóis e outros grupos menores, com o fim de desemvolverem a agricultura nas terras da Zona Bragantina.

Em fins do século XVIII para o início o XIX, a Província do Pará era formada por 11 cidades, 15 comarcas, 46 municípios, 75 freguesias ou paróquias e 32 povoações e colônias.

A comarca da capital, consede em Belém, envolvia além do seu município, os de Acará, Ourém e Guamá. Possuia 15 freguesias: de Nossa Senhora da Graça da Sé, San'tAna da Canpima, Santíssima Trindade e Nossa Senhora de Nazareth do Desterro, estas na capital. No interior as de São José do Ácara, São Francisco Xavier de Barcarena, Nossa Senhora da Conceição de Benfica, Sant'Ana de Bujaru, Nossa Senhora do Ó do Mosqueiro, Sant'Ana do Capim, São Domingos da Boa Vista, São João Batista do Conde, São Miguel do Guamá, Nossa Senhora da Piedade de Irituia e o Divino Espírito Santo de Ourém.

Observa-se que nessa época o índio não teve participação direta na economia local, por já está mais reservado nas áreas afastadas dos centros urbanos vivendo sua própria cultura, depois de ter enfrentado por muitas vezes os colonizadores em muitos conflitos.

Cresceu, em contrapartipa o comércio de escravos, trazidos para os trabalhos gerais necessários e surgiu a figura do caboclo que já se desenvolvia com a miscigenação.
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