Altamira teve origem na missões dos Jesuítas,
na primeira metade do século XVIII, quando ainda
integrava o gigantesco município de Souzel. Através
da excursão do Jesuíta Roque de Hunderfund
deu-se o primeiro registro histórico de colonização
praticada nesse território, onde foi fundada às
margens do Igarapé dos Panelas, uma missão
catequética destinada aos índios que habitavam
toda a região. A floresta densa ocupava toda extensão
terrestre. Muitas pedras, verdadeiras rochas, que fechavam
os percursos fluviais, foram obstáculos aos navegantes,
que tiveram de suportar muitas dificuldades para atingir
a colonização. Com auxílio da mão-de-obra
indígena, os freis italianos Capuchinhos conseguiram
abrir um pequeno atalho o baixo ao médio Xingu. O
projeto foi acelerado com a adequação do trabalho
escravo africano na selva amazônica. Em 1880, época
em que houve imigração proveniente de várias
partes do mundo, começou o povoamento da região
entre os igarapés Ambé e Panelas, que posteriormente
fomentaria a criação do Município de
Altamira, em 6 de Novembro de 1911, já de acordo
com a Lei Estadual nº 1.234.
Ao longo dos anos, a intensificação do comércio
e o progresso econômico traçou o perfil de
uma cidade ativa, que passou a ter agências bancárias,
hospitais, aeroporto, correios, além de crescimento
demográfico e comercial. Altamira vivenciou momentos
históricos com a vinda de dois Presidentes da República.
O primeiro foi Emílio Garrastazu Médice, que
em 1970 deu início a construção da
Rodovia Transamazônica. Diz assim o marco inaugural
: "Retornando, depois de vinte meses, às paragens
históricas do Rio Xingu, onde assistiu ao início
da construção desta imensa via de integração
Nacional, o Presidente Emílio Garrastazu Médice
entregou hoje ao tráfego, o primeiro grande segmento
da TRANSAMAZÔNICA, entre o Tocantins e o Tapajós,
traduzindoa determinação do povo brasileiro
de construir um grande e vigoroso País. Altamira,
27 de setembro de 1972".
Em junho de 1998, o Presidente Fernando Henrique Cardoso
e demais parlamentares inauguraram o projeto Tramoeste,
que trouxe para o município a energia firme de Tucuruí.
Os imigrantes que aqui chegaram, estabeleceram um modelo
econômico para subsistir e contribuíram muito
para a formação do povo altamirense. O grande
ponto de referência geográfica da cidade, é
a rodovia Transamazônica (BR230), que corta o seu
território pelos dois extremos e liga-o ao resto
do Brasil.Aberta em 1970, no governo do Presidente Médice,
a rodovia proporcionou um grande fluxo migratório
para a região. A rodovia ainda não foi pavimentada.
Com a chegada da energia elétrica de Tucuruí,
em junho de 1998, a população agora reivindica
junto ao Governo Federal o asfaltamento da rodoviapara o
desenvolvimento da região. Altamira é cidade
pólo e dá suporte aos municípios de
Uruará, Brasil Novo, Medicilândia, Vitória
do Xingu e Senador José Porfírio em setores
diversos como saúde, educação, agricultura
e comércio. O território altamirense é
dividido em dois distritos: Princesa do Xingu, distante
de Altamira 25Km, e Castelo de Sonhos, a 1100Km de Altamira,
na divisa com Mato Grosso. Devido a essa imensidão
territorial, temos dois fusos horários no município.
Em Castelo de Sonhos, a diferença é de uma
hora para Altamira. Altamira é a cidade do Rio Xingu,
da pesca esportiva,do turismo, da agricultura, do artesanato,
da pecuária, do comércio e das tribos indígenas.
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